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3893579 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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As correntes feministas contemporâneas têm promovido uma revisão crítica dos fundamentos da tradição filosófica ocidental, apontando não apenas a exclusão sistemática de vozes dissidentes, mas também a normatividade embutida nas formas de produção e validação do saber. Com base nas discussões filosófico-feministas, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica à pretensão de neutralidade do pensamento filosófico moderno denuncia a constituição de uma razão normativa e excludente, historicamente comprometida com uma lógica de universalidade que obscurece sua inscrição em relações de poder e dominação.

II. A ênfase na experiência concreta e situada como fonte legítima de produção de conhecimento propõe uma ruptura com modelos epistêmicos fundados na abstração e na separação sujeito-objeto, deslocando a centralidade da filosofia para o reconhecimento do corpo, da afetividade e das práticas cotidianas.

III. A reivindicação por igualdade formal e representatividade institucional tem sido amplamente defendida como estratégia final e suficiente pelas perspectivas feministas contemporâneas, que visam inserir os sujeitos historicamente oprimidos nos espaços de poder já consolidados, sem questionar suas estruturas.

IV. A noção de sujeito do conhecimento é tensionada pelas abordagens feministas contemporâneas, que rejeitam concepções unitárias, abstratas e despolitizadas da subjetividade, propondo em seu lugar formas múltiplas, relacionais e instáveis de constituição do eu.

V. As contribuições feministas contemporâneas à filosofia sustentam que a descolonização epistêmica e o reconhecimento dos saberes subalternizados são processos periféricos diante das demandas centrais por paridade entre os sexos no campo jurídico e educacional.

Quais estão corretas?

 

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3893578 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada filósofo à proposição correspondente, de acordo com sua concepção específica sobre “técnica”.

Coluna 1

1. Gaston Bachelard.

2. Gilbert Simondon.

3. Martin Heidegger.

Coluna 2

( ) A técnica deve ser compreendida como modo de revelação do ser que, na modernidade, assume a forma do Enquadramento (Gestell), reduzindo o real à condição de recurso disponível (Bestand).

( ) O conhecimento científico não se constitui por uma observação passiva dos fenômenos, mas por sua produção ativa por meio de procedimentos técnico-racionais, em um processo chamado de fenomenotécnica.

( ) O objeto técnico é entendido como resultado de um processo de concretização que acompanha a individuação do ser, exigindo uma análise de sua gênese e de sua evolução interna.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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3893576 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o trecho a seguir, da obra “Investigações Filosóficas”:

§23. Quantas espécies de frases existem? Afirmação, pergunta e comando, talvez? — Há inúmeras de tais espécies: inúmeras espécies diferentes de emprego daquilo que chamamos de “signo”, “palavras”, “frases”. E essa pluralidade não é nada fixa, um dado para sempre; mas novos tipos de linguagem, novos jogos de linguagem, como poderíamos dizer, nascem e outros envelhecem e são esquecidos. (Uma imagem aproximada disso podem nos dar as modificações da matemática) [...].

O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Imagine a multiplicidade de jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros: Comandar, e agir segundo comandos; Descrever um objeto conforme aparência ou conforme medidas; Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho); Relatar um acontecimento; Conjecturar sobre o acontecimento; Expor uma hipótese e prová-la; Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas; Inventar uma história, ler; Representar teatro; Cantar uma cantiga de roda; Resolver enigmas; Fazer uma anedota, contar; Resolver um exemplo de cálculo aplicado; Traduzir de uma língua para outra; Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.

É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem (e também o autor do Tractatus Logico-Philosophicus)(Wittgenstein, 1979).

Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a transição filosófica de Wittgenstein do “Tractatus Logico-Philosophicus” para as “Investigações Filosóficas”, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A ideia de jogos de linguagem substitui a concepção de linguagem como representação lógica do mundo, afirmando a pluralidade dos usos linguísticos como parte integrante das formas de vida humanas.

( ) O conceito de linguagem nas “Investigações Filosóficas” continua subordinado ao ideal de uma estrutura formal universal, sendo os jogos de linguagem instâncias derivadas dessa estrutura lógica.

( ) A crítica ao essencialismo na segunda fase de Wittgenstein implica a rejeição da busca por definições unívocas dos termos filosóficos, valorizando em seu lugar a descrição dos modos de uso nas práticas concretas.

( ) Ao abandonar a busca por fundamentos últimos da linguagem, Wittgenstein estabelece uma nova metafísica da linguagem baseada em jogos ontológicos fixos, que garantem o sentido como produto de uma gramática transcendental.

( ) A noção de que “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem” representa uma ruptura com a tentativa anterior de fixar o sentido por meio da correspondência lógica entre proposições e estados de coisas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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3893572 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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A respeito das contribuições de Paulo Freire e Walter Kohan para uma compreensão crítica do ensino da filosofia no Brasil, analise as assertivas a seguir:

I. Para Freire, o ensino deve ser compreendido como ato político e dialógico, sendo a formação ética do sujeito inseparável de sua práxis transformadora do mundo.

II. Kohan afirma que a filosofia, ao ser institucionalizada como disciplina curricular, perde necessariamente seu caráter formativo e crítico, devendo ser excluída da escola para manter sua autenticidade.

III. Ambos os autores concebem o ensino da filosofia como um espaço de desestabilização das certezas e abertura à experiência, recusando a concepção de ensino como transmissão de conteúdos fixos.

IV. A metáfora do pharmakon, em Kohan, expressa a ambivalência da filosofia como força de cura e de veneno, propondo que o ensino filosófico seja também uma experiência de inquietação e desconcerto.

V. Freire e Kohan compartilham a defesa de um ensino filosófico tecnicista, centrado em competências objetivas e mensuráveis, como forma de democratizar o acesso à filosofia.

Quais estão corretas?

 

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3893570 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o excerto a seguir, da obra “O Ensino de Filosofia e a Lei 10.639”:

“Os manuais de História da Filosofia, em sua maioria, concordam quando se trata de fazer o registro do ‘nascimento’ do pensamento filosófico. A hipótese mais aceita é da certidão grega. O modo menos polêmico gira em torno de um ‘cadastro’ feito por volta do século VI a.C. na Grécia antiga, com a patente de primeiro filósofo conferida a Tales de Mileto. E, ainda que existam algumas divergências entre historiadores da Filosofia, esta não deixaria de ser grega, porque se não for de Tales de Mileto, o posto de primeiro filósofo seria de Sócrates ou de Platão. A pergunta que quero compartilhar é simples: é possível falar da Filosofia fora de um desenho geopolítico europeu?

Pois bem, é importante interrogar a validade da assertiva ‘a Filosofia é ocidental’. Eu advogo que o eurocentrismo e colonialidade são elementos-chave para o entendimento da ideia de que a Filosofia é uma ‘versão’ do pensamento humano, exclusivamente europeia. A defesa de que os europeus e o seu projeto civilizatório seriam necessariamente superiores aos de outros povos numa escala hierárquica que, invariavelmente, localiza a África e sua diáspora na parte mais baixa está presente nos textos de muitos filósofos ocidentais” (Nogueira, 2015).

Com base no trecho acima e nos debates presentes na obra sobre o afroperspectivismo e a diáspora na filosofia brasileira e africana, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica ao eurocentrismo filosófico busca desconstruir a ideia de que a Filosofia só pode ter nascido na Grécia Antiga, reivindicando uma pluralidade geopolítica e epistêmica.

II. A proposta afroperspectivista defende uma filosofia centrada nos valores ocidentais, para garantir a universalidade dos conceitos filosóficos clássicos.

III. A Filosofia Africana e Afrodiaspórica busca visibilizar os saberes ancestrais que foram marginalizados pelo epistemicídio promovido pela colonialidade do saber.

IV. A oralidade (ou oralitura), enquanto forma legítima de transmissão do conhecimento, é desvalorizada por critérios ocidentais que privilegiam a escrita como única forma de registro válido.

V. O afroperspectivismo propõe um campo policêntrico de produção filosófica, que reconhece a contribuição africana não apenas como objeto de estudo, mas como produtora de teorias filosóficas.

Quais estão corretas?

 

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3893569 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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A crítica histórico-materialista – de autores como David Harvey e Frederic Jamenson – ao pós-modernismo propõe que as transformações culturais e estéticas associadas a esse termo não devem ser compreendidas de forma isolada ou autônoma, mas como manifestações ideológicas de mudanças estruturais no capitalismo. Com base nessa perspectiva, analise as afirmações a seguir:

1. O pós-modernismo é interpretado como a face cultural de um regime de acumulação marcado pela flexibilidade produtiva, fragmentação do consumo, obsolescência acelerada e deslocamento dos centros de decisão econômica.

2. A cultura contemporânea passa a privilegiar a repetição de estilos e a combinação superficial de signos, suprimindo o aprofundamento histórico e a crítica social em favor de uma lógica de mercado voltada ao consumo de imagens.

3. A pluralidade estética, a diversidade de linguagens e a quebra de hierarquias culturais são vistas, nessa abordagem, como fenômenos genuinamente emancipatórios e desvinculados das dinâmicas do capital.

4. A substituição da temporalidade narrativa por uma simultaneidade espacial e fragmentada reflete não apenas uma mudança de gosto artístico, mas uma reorganização da experiência social sob a lógica da circulação rápida de mercadorias e signos.

5. A estetização da vida cotidiana, a mercantilização da diferença e a dissolução das fronteiras entre arte e publicidade integram um processo de neutralização política das formas culturais.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:

 

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3893554 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o trecho a seguir, da apresentação da obra “A Ideologia Alemã, de Marx e Engels”:

“Ao construir sua teoria – na luta constante para marcar uma clara delimitação em relação à presença monstruosa de um sistema de pensamento tão tentador como o hegeliano –, Marx e Engels concentraram o combate teórico inicial em uma diferenciação em relação aos pressupostos idealistas de Hegel. Na diferenciação com o ‘saber absoluto’, os dois filósofos revelam a natureza do seu materialismo, que remete para a produção e a reprodução das condições de existência dos homens. Dela decorrem as relações dos homens com a natureza e com suas formas de organização social, isto é, dos sujeitos com o que lhes aparece como a objetividade do mundo. Uma forma específica de apropriação da natureza determina as formas de organização social e a consciência. A apreensão do significado que as formas de reprodução da vida têm para a existência humana representa a primeira grande formulação do materialismo dialético para a compreensão da história e da consciência humana. A cada estado de desenvolvimento das formas de produção material da sua existência correspondem formas específicas de estruturação social, além de valores e formas de apreensão da realidade.

Destacar esse papel de pressuposto incontornável da produção da vida material significa, ao mesmo tempo, colocar o trabalho no centro das condições de vida e consciência humana” (Sader, 2007).

Com base no trecho acima e nos fundamentos do materialismo histórico-dialético, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica marxista ao idealismo hegeliano se dá principalmente por meio da negação da dialética como método especulativo e da sua substituição por uma metodologia empírica baseada na observação das leis naturais.

II. A categoria “trabalho” aparece como a mediação fundamental entre o ser humano e a realidade objetiva, sendo o elemento que possibilita compreender tanto a estrutura social quanto as formas de consciência.

III. A concepção marxista rompe com a perspectiva hegeliana ao afirmar que a consciência dos indivíduos determina sua existência, o que fundamenta a centralidade do sujeito na história.

IV. A historicidade do ser humano está enraizada na capacidade de transformar a natureza por meio do trabalho, e de transmitir material e simbolicamente essas transformações às gerações futuras.

V. A crítica marxista à alienação assume que o trabalho, ao invés de ser a expressão da humanidade do sujeito, torna-se uma atividade estranhada, pois o homem não se reconhece naquilo que produz.

Quais estão corretas?

 

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3893546 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o trecho a seguir, retirado de “A Razão na História”, de Hegel (2004):

“O único pensamento que a filosofia traz para o tratamento da história é o conceito simples de Razão, que é a lei do mundo e, portanto, na história do mundo as coisas aconteceram racionalmente. Essa convicção e percepção é uma pressuposição da história como tal; na própria filosofia a pressuposição não existe. A filosofia demonstrou através de sua reflexão especulativa que a Razão – esta palavra poderá ser aceita aqui sem maior exame da sua relação com Deus – é ao mesmo tempo substância e poder infinito, que ela é em si o material infinito de toda vida natural e espiritual e também é a forma infinita, a realização de si como conteúdo. Ela é substância, ou seja, é através dela e nela que toda a realidade tem o seu ser e a sua subsistência. Ela é poder infinito, pois a Razão não é tão impotente para produzir apenas o ideal, a intenção, permanecendo em uma existência fora da realidade – sabe-se lá onde – como algo característico nas cabeças de umas poucas pessoas. Ela é o conteúdo infinito de toda a essência e verdade, pois não exige, como o faz a atividade finita, a condição de materiais externos, de meios fornecidos de onde extrair-se o alimento e os objetos de sua atividade; ela supre seu próprio alimento e sua própria referência. E ela é forma infinita, pois apenas em sua imagem e por ordem sua os fenômenos surgem e começam a viver. É a sua própria base de existência e meta final absoluta e realiza esta meta a partir da potencialidade para a realidade, da fonte interior para a aparência exterior, não apenas no universal natural, mas também no espiritual, na história do mundo. Que esta Ideia ou Razão seja o Verdadeiro Poder Eterno e Absoluto e que apenas ela e nada mais, sua glória e majestade, manifeste-se no mundo – como já dissemos, isto já foi provado em filosofia e aqui está sendo pressuposto como demonstrado”.

Com base no trecho acima e nos conhecimentos sobre a filosofia da história em Hegel, analise as assertivas abaixo:

I. Hegel entende que a Razão é a substância, forma e conteúdo de tudo que é real, manifestando-se no tempo por meio do processo histórico.

II. A história do mundo é racional apenas quando guiada por princípios morais universais, sendo irracional quando determinada por interesses particulares ou conflitos.

III. Para Hegel, a história deve ser compreendida como a manifestação progressiva da liberdade do Espírito, sendo a filosofia capaz de apreender racionalmente esse desenvolvimento necessário.

IV. Os acontecimentos históricos, ainda que pareçam caóticos, fazem parte da manifestação necessária do Espírito no tempo.

V. Hegel rejeita qualquer abordagem que pretenda aplicar a reflexão racional à história, pois considera que isso comprometeria a fidelidade aos dados empíricos.

Quais estão corretas?

 

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3893543 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:

“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servir-nos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituição estatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.

Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.

II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.

III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.

IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.

V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano.

Quais estão corretas?

 

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3893541 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão
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Analise o trecho a seguir:

“Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal.

Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ou vergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007).

Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:

I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.

II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.

III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.

IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.

V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus.

Quais estão corretas?

 

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