4046130
Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Provas:
A 36a Bienal de São Paulo, intitulada Nem todo viandante
anda estradas: da humanidade como prática, propôs
repensar a humanidade como verbo, uma prática viva,
em um mundo que exige reimaginar as relações, as
assimetrias e a escuta como bases de convivência. Um
de seus eixos curatoriais teve por base o seguinte poema:
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento.
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
Esse poema foi escrito por
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento.
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
Esse poema foi escrito por