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Os campos de concentração da seca
de 1932 no Ceará, como o de Quixeramobim e
Quixeramobim-Sertão, constituíram dispositivos de controle social e gestão da fome, inscritos na longa duração
das estruturas oligárquicas do Brasil republicano. No
capítulo Campo de concentração de Quixeramobim: a
seca de 1932 e o curral da fome, José Ailton Brasil de
Lima e Francisco Chagas da Silva Neto mobilizam a crítica
patativiana à fome como experiência sensível e como resultado de arranjos políticos que converteram a estiagem
m “indústria da seca”, beneficiando elites agrárias e agentes estatais em diferentes escalas. O poema de Patativa do Assaré, por sua vez, tensiona a dimensão afetiva
da fome como trauma histórico e denúncia social. No
âmbito do ensino básico, a BNCC orienta docentes de
História a analisarem as relações entre poder local, estruturas agrárias e práticas de controle político no Brasil republicano (EFO9HIO6, EFO9HIO7, EFO9HIOS), bem
como a problematizarem, no Ensino Médio, as formas
históricas de dominação política e econômica e suas permanências interseccionadas a marcadores sociais e territoriais (EMI3CHS101, EM13CHS102, EM13CHS103).
Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como:
Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como: