Leia o texto a seguir para responder à questão:
A chamada “uberização”, isto é, o trabalho por meio de aplicativos, cresceu 25,4% no Brasil, numa clara demonstração de força da revolução tecnológica promovida pelos aplicativos de serviços e pelas plataformas digitais. Dados da pesquisa “Trabalho por meio de Plataformas Digitais”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o total de trabalhadores nessa modalidade saltou de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão em apenas dois anos.
Tal cenário mostra a consolidação desse mercado, o que deve elevar a pressão por regulação das relações de trabalho. Contudo, uma parte significativa dos próprios trabalhadores, em muitos casos, prefere uma solução intermediária, porque teme que o estabelecimento de direitos além do básico (seguro contra acidentes e remuneração mínima por hora, por exemplo) possa se converter em redução de oportunidades.
Por outro lado, esses trabalhadores, na maior parte dos casos, não têm quase nenhum direito, como remuneração mínima, limite de horas ou proteção contra acidentes ou contra condições de trabalho degradantes. Esse é um dos grandes desafios do nosso tempo: conciliar o dinamismo econômico proporcionado pela tecnologia com a construção de uma rede de proteção mínima aos trabalhadores. O mundo está buscando uma saída para esse problema há anos, sem que haja ainda um modelo que possa ser considerado plenamente satisfatório e que seja replicável em diferentes realidades nacionais.
Em paralelo, há a questão de sustentação da Previdência, pois os trabalhadores por aplicativo não são obrigados a contribuir. Trata-se de um problema particularmente grave que ocorre no momento em que cada vez mais brasileiros recebem aposentadoria e cada vez menos contribuem com a Previdência (sobretudo os mais jovens, maioria absoluta dos trabalhadores por aplicativos).
(A ‘uberização’ se consolida. www.estadao.com.br, 28.10.2025. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que o autor