Observe o comentário de Étienne Gilson sobre a ética de Tomás de Aquino:
“O objeto próprio da vontade é o bem enquanto tal; onde quer que ela suspeite de sua presença e em que o intelecto lhe apresente desta alguma imagem, ela tende espontaneamente a abraçá-lo. No fundo, o que a vontade procura para além de todos esses bens que persegue é o bem em si, do qual os bens particulares participam. Se o intelecto humano pudesse nos representar já aqui neste mundo o próprio Soberano Bem, perceberíamos imediata e imutavelmente o bem específico de nossa vontade e ela logo aderiria a ele e dele se apoderaria, por uma captura imutável que também seria a mais perfeita liberdade. Mas não vemos diretamente a perfeição suprema; somos, pois, reduzidos a procurar determinar, por um esforço incessantemente renovado do intelecto, entre os bens que se nos oferecem, os que se ligam ao Soberano Bem por uma conexão necessária”.
Fonte: (GILSON, Étienne. A filosofia na Idade Média. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 669).
Tendo em vista a situação em que o ser humano se encontra, necessitando julgar, entre os vários bens terrenos, quais são os que mais propriamente se conectam ao Soberano Bem, Tomás de Aquino elucida que os bens que devem ser priorizados são:
“O objeto próprio da vontade é o bem enquanto tal; onde quer que ela suspeite de sua presença e em que o intelecto lhe apresente desta alguma imagem, ela tende espontaneamente a abraçá-lo. No fundo, o que a vontade procura para além de todos esses bens que persegue é o bem em si, do qual os bens particulares participam. Se o intelecto humano pudesse nos representar já aqui neste mundo o próprio Soberano Bem, perceberíamos imediata e imutavelmente o bem específico de nossa vontade e ela logo aderiria a ele e dele se apoderaria, por uma captura imutável que também seria a mais perfeita liberdade. Mas não vemos diretamente a perfeição suprema; somos, pois, reduzidos a procurar determinar, por um esforço incessantemente renovado do intelecto, entre os bens que se nos oferecem, os que se ligam ao Soberano Bem por uma conexão necessária”.
Fonte: (GILSON, Étienne. A filosofia na Idade Média. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 669).
Tendo em vista a situação em que o ser humano se encontra, necessitando julgar, entre os vários bens terrenos, quais são os que mais propriamente se conectam ao Soberano Bem, Tomás de Aquino elucida que os bens que devem ser priorizados são: