Um paciente de 58 anos, sexo masculino, apresenta-se ao
ambulatório de nutrição clínica 4 meses após quadro grave de
COVID-19 que exigiu ventilação mecânica por 12 dias. Sua queixa
principal é uma fadiga extenuante que não melhora com o repouso
(fadiga crônica), acompanhada de mialgia e rápida exaustão
ao realizar atividades domésticas leves. Exames laboratoriais
descartam anemia ou disfunções tireoidianas, sugerindo,
assim, que o quadro de "COVID longa", nesse paciente, esteja
associado ao estresse oxidativo e à disfunção mitocondrial. No
planejamento da dietoterapia adjuvante, o nutricionista considera
a suplementação de um nutriente que atua especificamente como
um transportador móvel lipossolúvel, mediando a transferência
de elétrons entre os Complexos I e II para o Complexo III da
cadeia respiratória, visando otimizar a bioenergética celular. Este
nutriente é a: