No debate teórico contemporâneo acerca das
formas de exercício do poder soberano, as políticas
migratórias dos Estados Unidos no século XXI têm
sido interpretadas como dispositivos que articulam
fronteira, exceção jurídica e gestão diferencial da vida
e da morte. Nesse contexto, o conceito de
necropolítica, formulado por Achille Mbembe
(2011), oferece uma chave analítica para compreender
a produção sistemática de vulnerabilidade extrema
aplicada a populações migrantes. Considerando essa
perspectiva, e dialogando com a crítica de Slavoj
Žižek (1996) à ideologia liberal contemporânea e à
naturalização da violência estrutural, assinale a
alternativa que expressa a interpretação teoricamente
mais consistente dessas políticas.