No século XIX, o Romantismo alterou radicalmente o status da música. Conforme aponta Bennett (1989), ela deixou de ser vista como entretenimento ou ornamento para
ser considerada a mais elevada das artes. Essa nova
concepção se baseia na ideia de que a música instrumental pura, por não depender de palavras, seria a única
linguagem capaz de expressar o inefável: o sublime, o
infinito e os mistérios da alma. Essa visão caracteriza a
música romântica, fundamentalmente, como uma