TEXTO IV
POR QUE O BRASIL GUARDOU ARROZ E
FEIJÃO NO 'COFRE DO APOCALIPSE'?
Imagine um grande backup de sementes de
quase todo o mundo, protegendo a humanidade contra
um evento apocalíptico ou catástrofe global que nos
faça recomeçar do zero. Assim é o Seed Vault,
conhecido como “cofre do apocalipse” ou “arca de
Noé das plantas”. Foi nesse grande banco de dados
genéticos que o Brasil depositou seus cultivares de
arroz e feijão no fim de fevereiro, precavendo o nosso
país do “fim do mundo”.
“Tive o privilégio de entregar pessoalmente as
caixas para depósito nesse banco. As sementes dessas
cultivares de arroz e feijão e a diversidade contida
nelas estarão preservadas por décadas”, diz Elcio
Perpetuo Guimarães, chefe-geral da Embrapa Arroz e
Feijão, ao UOL.
Ele é operado em uma parceria entre o
Ministério Norueguês de Alimentos e Agricultura, o
banco regional de genes NordGen e o Crop Trust,
uma organização internacional independente. A ideia,
no entanto, foi concebida na década de 1980 por Cary
Fowler, ex-diretor executivo do Crop Trust, e só
começou a se tornar realidade depois que um Tratado
Internacional de Sementes, negociado pela ONU, foi
assinado em 2001.
Disponível em: <https://abrir.link/wlxUt>. Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2025.