“Num mundo no qual argumentos racistas explícitos podem
causar constrangimento, como explicar a perpetuação de uma
parcela da população nesse limbo? Pelo recurso a versões
ambientalistas do desenvolvimento humano, reservando-se
ao termo “ambiente” uma concepção acrítica, compatível ao
mesmo tempo com uma visão biologizada da vida social e com
uma definição etnocêntrica de cultura: de um lado o ambiente
é praticamente reduzido a estimulação sensorial proveniente
do meio físico; de outro, valores, crenças, normas, hábitos e
habilidades tidos como típicos das classes dominantes são
considerados como os mais adequados à promoção de um
desenvolvimento psicológico sadio.”
PATTO, Maria Helena S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, p. 48
Maria Helena Patto critica a teoria da carência cultural, que, empregada na educação, gera argumentos estigmatizados para justificar o fracasso escolar
PATTO, Maria Helena S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, p. 48
Maria Helena Patto critica a teoria da carência cultural, que, empregada na educação, gera argumentos estigmatizados para justificar o fracasso escolar