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Foram encontradas 70 questões.

3896168 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Ao longo das diferentes etapas do ensino obrigatório temos que diferenciar entre o processo que cada aluno segue e os resultados ou competências que vai adquirindo. Um dos problemas que colocávamos no começo deste tópico era a dificuldade de expressar com uma única nota ou indicação o conhecimento que temos a respeito da aprendizagem do aluno, geralmente numa disciplina. A informação de que dispomos não se refere apenas aos conhecimentos que adquiriu, como também à dedicação que despendeu e ao progresso que realizou. É evidente que dificilmente poderemos resumir numa indicação apenas, seja uma nota ou um conceito, a complexidade da informação. Por isso é imprescindível elaborar alguns registros completos que ajudem a entender o que está acontecendo a cada menino e menina, que incluam observações suficientes, com todos os dados que permitam conhecer em profundidade a complexidade dos processos que cada aluno realiza. Esquematicamente, deveríamos poder diferenciar entre o que se espera de cada aluno, o processo seguido, as dificuldades que encontrou, sua implicação na aprendizagem, os resultados obtidos e as medidas que é preciso tomar.”
ZABALA, Antoni. A prática pedagógica: como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998, p. 213

A avaliação está condicionada à função social atribuída ao ensino e à concepção de aprendizagem. Na perspectiva adotada por Antoni Zabala, qual é a principal dificuldade ao se tentar informar a aprendizagem de um aluno por meio de uma única nota ou indicação?
 

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3895837 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Nessa organização curricular, como já destaquei, as disciplinas escolares são definidas em função das finalidades sociais a serem atendidas, e não em função das disciplinas de referência. Não se trata, porém, das finalidades sociais do mundo produtivo ou do sistema social vigente, como no caso do currículo por competências. A posição central do pensamento de Dewey é de que o currículo não pode ser um anexo externo à vida presente da criança, e por isso o autor faz críticas ao currículo clássico, o qual se baseia na disciplina mental e em seus princípios de rotinização e de recitação.”
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 73

No currículo centrado nas disciplinas ou matérias escolares, valorizam-se as unidades de experiência e os métodos de projetos e resolução de problemas, cujo aspecto comum é a
 

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3895836 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Anna Maria Pessoa de Carvalho apresenta uma série de habilidades de ensino do professor que deve ser observada nos estágios obrigatórios, como a habilidade de levar os alunos a argumentar, de fazer pequenas e precisas questões, de transformar a linguagem cotidiana em linguagem científica e a habilidade de introduzir os alunos nos diferentes modos de comunicação. É notória, portanto, a necessidade de se trabalhar com diferentes linguagens, as quais podem ser melhor compreendidas com os conceitos de cooperar e especializar.
CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Estágios nos Cursos de Licenciatura. São Paulo: CENGAGE, 2012, p. 46 a 51

Assinale a alternativa que registra um exemplo de aplicação desses conceitos.
 

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3895835 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“O termo ‘interseccionalidade’ tem sido amplamente utilizado para se referir à articulação entre gênero, raça e classe. Podemos destacar como ponto comum em abordagens interseccionais a noção de que as análises devem buscar compreender os entrelaçamentos entre as relações sociais ou categorias. A partir dessa perspectiva, a compreensão das identidades e desigualdades sociais se daria de forma integrada, tendo em vista que a falta de atenção para as articulações não resultaria em análises simplesmente incompletas, mas também em possíveis distorções.”
TOLEDO, C. T. Entendendo a "interseccionalidade": abordagens e desafios. In: VIANNA, Cláudia e CARVALHO, Marília (Orgs.). Gênero e educação: 20 anos construindo conhecimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2020, p. 17

Embora a perspectiva interseccional seja de extrema relevância para os estudos que articulam gênero, raça e classe, alguns desafios persistem. Dentre esses desafios, encontra-se a seguinte limitação:
 

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3895834 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Pode-se pensar em avaliação em dois sentidos: avaliação de um produto e avaliação de um processo. A avaliação de um produto, sobretudo material, é praticamente imediata e isenta de grandes dificuldades. Quando, porém, temos diante de nós um produto específico chamado ‘aluno educado’, sua avaliação não é nada simples. A constituição desse produto é tão complexa, que não é possível avaliá-lo imediatamente.”
PARO, V. H. Avaliação e repetência. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 250

Dadas as dificuldades de avaliar o produto “aluno educado”, o autor defende uma avaliação processual, que é adequadamente desenvolvida
 

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3895833 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Como dissemos anteriormente, o fundamental é municipalizar a preocupação com o problema educacional e isso não será feito por nenhuma providência legal. A municipalização precisa consistir num movimento de convocação e mobilização de todos os setores da sociedade local no sentido de salvação da escola pública. E isso, evidentemente, só tangencialmente está ligado à administração do ensino e à construção ou reforma de prédios escolares. Dentre os fatores desencadeantes da crise da escola pública há componentes psicossociais muito fortes e que poderiam ser designados pela expressão ‘falta de compromisso com a escola pública’. Falta de compromisso profissional e político do magistério e falta de compromisso cívico de toda a comunidade. É uma questão de mentalidade. Não há mais tempo a perder. Em matéria de educação pública atingimos um ponto limite.
AZANHA, José M. Educação: temas polêmicos. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 113-114

Azanha se posicionou em relação aos debates sobre a municipalização do ensino, defendendo que o processo
 

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3895832 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Em tudo isto desempenha um papel essencial a pessoa especializada, que ajuda a detectar um conflito inicial entre o que já se conhece e o que se deve saber, que contribui para que o aluno se sinta capaz e com vontade de resolvê-lo, que propõe o novo conteúdo como um desafio interessante, cuja resolução terá alguma utilidade, que intervém de forma adequada nos progressos e nas dificuldades que o aluno manifesta, apoiando-o e prevendo, ao mesmo tempo, a atuação autônoma do aluno. É um processo que não só contribui para que o aluno aprenda certos conteúdos, mas também faz com que aprenda a aprender e que aprenda que pode aprender. Sua repercussão não se limita ao que o aluno sabe, igualmente influi no que sabe fazer e na imagem que tem de si mesmo.
Este conhecimento nos permite estabelecer uma série de perguntas ou questões acerca das diferentes sequências didáticas com o objetivo de reconhecer sua validade, mas, sobretudo, de nos facilitar pistas para reforçar algumas atividades ou acrescentar outras novas. As perguntas podem ser feitas da seguinte forma:
Na sequência didática existem atividades
a) que nos permitam determinar os conhecimentos prévios que cada aluno tem em relação aos novos conteúdos de aprendizagem?
b) cujos conteúdos são propostos de forma que sejam significativos e funcionais para os meninos e as meninas?
c) que possamos inferir que são adequadas ao nível de desenvolvimento de cada aluno?
d) que representem um desafio alcançável para o aluno, quer dizer, que levam em conta suas competências atuais e as façam avançar com a ajuda necessária; portanto, que permitam criar zonas de desenvolvimento proximal e intervir?
e) que provoquem um conflito cognitivo e promovam a atividade mental do aluno, necessária para que estabeleça relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios?
f) que promovam uma atitude favorável, quer dizer, que sejam motivadoras em relação à aprendizagem dos novos conteúdos?
g) que estimulem a autoestima e o autoconceito em relação às aprendizagens que se propõem, quer dizer, que o aluno possa sentir que em certo grau aprendeu, que seu esforço valeu a pena?
h) que ajudem o aluno a adquirir habilidades relacionadas com o aprender a aprender, que lhe permitam ser cada vez mais autônomo em suas aprendizagens?
ZABALA, Antoni. A prática pedagógica: como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998, p. 63-64
Recomenda-se para o adequado planejamento e avaliação das sequências didáticas, a partir das diretrizes propostas no texto,
 

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3895831 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Em tudo isto desempenha um papel essencial a pessoa especializada, que ajuda a detectar um conflito inicial entre o que já se conhece e o que se deve saber, que contribui para que o aluno se sinta capaz e com vontade de resolvê-lo, que propõe o novo conteúdo como um desafio interessante, cuja resolução terá alguma utilidade, que intervém de forma adequada nos progressos e nas dificuldades que o aluno manifesta, apoiando-o e prevendo, ao mesmo tempo, a atuação autônoma do aluno. É um processo que não só contribui para que o aluno aprenda certos conteúdos, mas também faz com que aprenda a aprender e que aprenda que pode aprender. Sua repercussão não se limita ao que o aluno sabe, igualmente influi no que sabe fazer e na imagem que tem de si mesmo.
Este conhecimento nos permite estabelecer uma série de perguntas ou questões acerca das diferentes sequências didáticas com o objetivo de reconhecer sua validade, mas, sobretudo, de nos facilitar pistas para reforçar algumas atividades ou acrescentar outras novas. As perguntas podem ser feitas da seguinte forma:
Na sequência didática existem atividades
a) que nos permitam determinar os conhecimentos prévios que cada aluno tem em relação aos novos conteúdos de aprendizagem?
b) cujos conteúdos são propostos de forma que sejam significativos e funcionais para os meninos e as meninas?
c) que possamos inferir que são adequadas ao nível de desenvolvimento de cada aluno?
d) que representem um desafio alcançável para o aluno, quer dizer, que levam em conta suas competências atuais e as façam avançar com a ajuda necessária; portanto, que permitam criar zonas de desenvolvimento proximal e intervir?
e) que provoquem um conflito cognitivo e promovam a atividade mental do aluno, necessária para que estabeleça relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios?
f) que promovam uma atitude favorável, quer dizer, que sejam motivadoras em relação à aprendizagem dos novos conteúdos?
g) que estimulem a autoestima e o autoconceito em relação às aprendizagens que se propõem, quer dizer, que o aluno possa sentir que em certo grau aprendeu, que seu esforço valeu a pena?
h) que ajudem o aluno a adquirir habilidades relacionadas com o aprender a aprender, que lhe permitam ser cada vez mais autônomo em suas aprendizagens?
ZABALA, Antoni. A prática pedagógica: como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998, p. 63-64
Devido ao papel do professor no processo de aprendizagem, qual das alternativas, a seguir, expressa adequadamente a abordagem proposta por Antoni Zabala?
 

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3895830 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“O excesso dos discursos esconde a pobreza das práticas politicas. [...] Por um lado, os professores são olhados com desconfiança, acusados de serem profissionais medíocres e de terem uma formação deficiente; por outro lado, são bombardeados com uma retorica cada vez mais abundante que os considera elementos essenciais para a melhoria da qualidade do ensino e para o progresso social e cultural.”
NÓVOA, António. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Revista Educação e Pesquisa, v.25, n.01, jan/jun, São Paulo, Faculdade de Educação da USP, 1999, p. 13-14

António Nóvoa analisa a realidade discursiva centrada na lógica excesso-pobreza aplicada ao exame da situação dos professores. Sobre as políticas educativas, o autor sinaliza
 

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3895829 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Num mundo no qual argumentos racistas explícitos podem causar constrangimento, como explicar a perpetuação de uma parcela da população nesse limbo? Pelo recurso a versões ambientalistas do desenvolvimento humano, reservando-se ao termo “ambiente” uma concepção acrítica, compatível ao mesmo tempo com uma visão biologizada da vida social e com uma definição etnocêntrica de cultura: de um lado o ambiente é praticamente reduzido a estimulação sensorial proveniente do meio físico; de outro, valores, crenças, normas, hábitos e habilidades tidos como típicos das classes dominantes são considerados como os mais adequados à promoção de um desenvolvimento psicológico sadio.”
PATTO, Maria Helena S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, p. 48

Maria Helena Patto critica a teoria da carência cultural, que, empregada na educação, gera argumentos estigmatizados para justificar o fracasso escolar
 

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