A idéia de que a alteridade é um aspecto fundante da antropologia, sem a qual a disciplina não reconhece a si própria está presente em
autores como Roberto da Mata e Marisa Peirano. Esta última desenvolve o argumento que a tendência da Antropologia no Brasil tem sido a
de tomar o Brasil como caso etnográfico privilegiado. No artigo “Antropologia no Brasil” esta autora apresenta uma tipologia onde
pretende abarcar os quatro movimentos principais da Antropologia no Brasil: a alteridade radical; o contato com a alteridade; a alteridade
próxima; a alteridade mínima. Estes movimentos equivalem respectivamente a
Durante todo o século XIX, o conceito de raça foi muito utilizado por intelectuais que procuravam analisar as diferenças entre as sociedades
humanas. A crítica às teorias racistas constitui importante capítulo na história da Antropologia fazendo emergir o relativismo cultural. Um
dos aspectos mais importantes desta critica consistiu em distinguir a noção de evolução biológica da noção de evolução social e cultural.
Para Claude Lévi Strauss no artigo “Raça e História”,
Segundo Clifford Geertz, “nós somos animais incompletos e inacabados que nos completamos e acabamos através da cultura – não através
da cultura em geral, mas através de formas altamente particulares de cultura: dobuana e javanesa, Hopi e italiana, de classe alta e classe
baixa, acadêmica e comercial.” Para este antropólogo, a Antropologia Cultural define-se como
Adam Kuper em seu ensaio “Cultura, Diferença, Identidade” chama a atenção para o surgimento, nas décadas de 1980 e 1990, no contexto
dos Estados Unidos, de uma teoria popular da cultura”. Kuper assinala que “os antropólogos contemporâneos estão apreensivos com o
essencialismo implícito nessa teoria popular da cultura”. Segundo esta teoria, “uma pessoa tem uma identidade essencial, que deriva do
caráter essencial da coletividade à qual pertence”. No entendimento dos antropólogos contemporâneos, os conceitos de cultura e identidade
são
A respeito da construção cultural da natureza, julgue os itens de 115
a 120.
De acordo com a visão antropológica, o ser humano cria
deuses para estabelecer sua própria natureza divina, mas nem
todas as religiões podem ser consideradas, por isso,
antropocêntricas. As religiões politeístas têm, muitas vezes,
deuses com aparência de animais ou de seres andrógenos.
A respeito da construção cultural da natureza, julgue os itens de 115
a 120.
Na África, diferentemente do que ocorre no Brasil, os orixás
são compreendidos como ancestrais divinizados da linhagem
de um indivíduo ou grupo social e cada um dos entes
divinizados tem determinado poder sobre algum elemento da
natureza, o qual também manipula, sendo esse poder
circunscrito a certas questões e não, infinito.
Acerca da organização social da produção e da distribuição, julgue os itens subsequentes.
Nas sociedades nômades, mesmo com um território mais ou
menos fixo para os deslocamentos, a inexistência de
comportamentos solidários na estrutura dos relacionamentos
sociais é um traço motivado pelos hábitos competitivos típicos
dos grupos caçadores-coletores.