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2402546 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador.

Elio Gaspari. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 37-41 (com adaptações).

A partir dessas informações, julgue o item.

Para que o tema da tortura seja explorada em peças teatrais, é necessário se estabelecer um rígido esquema em que bem e mal estejam claramente diferenciados, e também a noção de justiça deve ser predefinida.

 

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2402534 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Para deixar todas essas coisas um pouco na sombra e poder dizer o que delas julgava, sem ser obrigado a seguir nem refutar as opiniões acatadas entre os estudiosos, resolvi deixar todo este mundo aqui para suas discussões e falar somente do que aconteceria em um novo, se Deus criasse, agora, em algum lugar, nos espaços imaginários, matéria suficiente para compô-lo e agitasse, diversamente e sem ordem, as várias partes dessa matéria, a fim de compor, com elas, um caos tão confuso quanto o imaginado pelos poetas e, depois, se limitasse a prestar seu concurso natural à natureza e a deixá-la agir segundo suas leis, que ele estabelecera. A maior parte da matéria desse caos deveria, em decorrência dessas leis, dispor-se e arranjar-se de um certo modo que a tornasse semelhante aos nossos céus, devendo algumas partes compor uma Terra, outras, planetas e cometas, e algumas outras, um Sol e estrelas fixas.

René Descartes. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, p. 76-77 (com adaptações).

Considerando o texto acima, extraído da obra Discurso do Método, de René Descartes, julgue o item subsequente.

Diferentemente da concepção cartesiana do divino, na concepção grega, os deuses manifestavam sentimentos humanos, como paixão, raiva, ciúme e egoísmo, conforme evidenciado nas obras teatrais da Grécia Clássica.

 

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2402198 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2987128-1

Internet:<www.gnosisonline.org>.

A imagem acima representa o ciclo infinito da vida e da morte. Na mitologia grega, os fenômenos vida e morte eram representados pela díade Eros e Tânatos. Eros é a força fundamental do cosmo, e seu poder estende-se sobre todos os seres vivos e todos os elementos da natureza. Eros representa a energia fecundante do universo, consubstanciada no amor físico, que dá origem à vida. Eros constitui o princípio da ação, da vida, o qual se opõe à pulsão de morte e se realiza na libido. Segundo a mitologia grega, Tânatos, conhecido por ter coração de ferro e entranhas de bronze, existe desde antes da criação da humanidade e personifica a morte. Foi descrito como uma figura sinistra coberta de negro, passeando entre os homens com uma foice na mão. Em psicanálise, é a representação mítica da pulsão de morte, um impulso instintivo e inconsciente de busca da morte e(ou) da destruição. Essa dualidade vida-morte está expressa, em linguagem moderna, na letra da canção de Lulu Santos apresentada a seguir.

Eros e Tânatos

Lulu Santos

sou mais meu eros do que o seu tânatos
seu tânatos, seu tânatos.
sou mais meu eros do que o seu tânatos
e aposto tudo que você quiser
você não sabe quase nada da vida
não sabe a curva em que este trem apita
nem manja a hora em que o pinto sai do ovo
nem o tamanho da encrenca que arrumou
vingança é um prato que se come frio
por isso mesmo vou deixar passar
só não me venha com essa cara de inocente
que aqui no prédio ninguém vai acreditar
põe u’a cara boa e uma atitude legal
p’ra não ficar sem pessoal
p’ra não perder o carnaval
normal?

Considerando a imagem, as informações e a letra da canção apresentadas acima, julgue o item.

Considere as informações a seguir. Na dança expressionista, são encontradas referências medievais, como a dança da morte, presente, principalmente, no balé A mesa verde, criado por Curt Jooss em 1932, e a dança relacionada à alegria de viver, que faz parte da obra de
Isadora Duncan. Rudolf Laban trabalhou com oposições no desenvolvimento de sua teoria de análise do movimento expressivo, como peso leve e firme, tempo rápido e lento, espaço focado e multifocado, interno e externo, fluência livre e contida.

Com base nessas informações, é correto afirmar que os mitos Eros e Tânatos podem ser fontes de inspiração artística da dança expressionista.

 

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2402180 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dançar a vida não seria, antes de tudo, tomar consciência de que não apenas a vida, mas também o universo é uma dança, e sentir-se
penetrado e fecundado por esse fluxo do movimento, do ritmo, do todo? Em cada um de nossos gestos, toda a palpitação do mundo, todas as suas interações estão presentes, refletem-se e repetem-se, concentram-se como em um espelho convergente. Nesse diálogo de movimento entre o nosso ser ínfimo e o todo, é a invisível e incessante vida do todo que respira com nosso alento e pulsa com nosso sangue. Viver é, antes de tudo, participar desse fluxo e dessa pulsação orgânica do mundo que está em nós, desse movimento, desse ritmo, dessa totalidade, porque, mesmo durante nosso sono, vela, em nosso peito, a lei da dupla batida, a da nossa respiração e a do nosso coração. Mas, há um século, a física nos ensina que esta energia se degrada inexoravelmente, que esta vida do universo caminha
irreversivelmente para a morte: terá, doravante, o destino definido cientificamente à face da entropia?

Enunciado 2987110-1

Roger Garaudy. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p.26 (com adaptações).

A partir do texto e da figura acima, julgue o item.

O corpo do ator é hierarquizado e sempre significa, em bloco, uma só expressão estética, independentemente da variação de estilos na encenação.

 

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2402176 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dançar a vida não seria, antes de tudo, tomar consciência de que não apenas a vida, mas também o universo é uma dança, e sentir-se
penetrado e fecundado por esse fluxo do movimento, do ritmo, do todo? Em cada um de nossos gestos, toda a palpitação do mundo, todas as suas interações estão presentes, refletem-se e repetem-se, concentram-se como em um espelho convergente. Nesse diálogo de movimento entre o nosso ser ínfimo e o todo, é a invisível e incessante vida do todo que respira com nosso alento e pulsa com nosso sangue. Viver é, antes de tudo, participar desse fluxo e dessa pulsação orgânica do mundo que está em nós, desse movimento, desse ritmo, dessa totalidade, porque, mesmo durante nosso sono, vela, em nosso peito, a lei da dupla batida, a da nossa respiração e a do nosso coração. Mas, há um século, a física nos ensina que esta energia se degrada inexoravelmente, que esta vida do universo caminha
irreversivelmente para a morte: terá, doravante, o destino definido cientificamente à face da entropia?

Enunciado 2987106-1

Roger Garaudy. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p.26 (com adaptações).

A partir do texto e da figura acima, julgue o item.

Assumindo-se que a dança expressionista prioriza a expressão de sentimentos, é correto afirmar que, ao adotarem essa estética, os bailarinos devem, em suas manifestações cênicas, desconsiderar a interação espacial com o ambiente.

 

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2401205 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: UFU
Orgão: UFU
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No processo de criação de um espetáculo, podemos afirmar que a principal função do figurinista é

 

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2401204 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: UFU
Orgão: UFU
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“... Recombinando formas, entrelaçando-as, colando-as, tingindo-as, envelhecendo-as busco um código capaz de permitir a comunicação direta com o mundo da cena”.

ABRANTES, p. 172.

Considerando o processo de criação do figurinista Samuel Abrantes, assinale a alternativa que contenha três procedimentos técnicos acima mencionados.

 

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2401203 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: UFU
Orgão: UFU
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“Você não pode fazer uma peça de época com Microfibra, pois o brilho vai gritar na luz”.

Vestindo os nus, p. 247

Com base na afirmação acima, é possível dizer que a relação entre iluminação e figurino no teatro pode ser

 

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2401202 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Uma apresentação da peça Júlio César, de William Shakespeare, apresentada durante o tempo do autor, mostra os atores em cena trajados

 

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2401201 Ano: 2010
Disciplina: Artes Cênicas
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Tendo como base a apreciação de Carl Köhler, é INCORRETO afirmar que:

 

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