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A palavra manipulação, apesar de largamente aceita e disseminada, é complexa, uma vez que se associa a diferentes conceitos. Se, na área da farmacologia, manipular substâncias para produzir medicamentos é um gesto intrínseco e necessário, no campo da comunicação, afirmar que alguém manipulou dados e informações quase sempre tem caráter pejorativo. Isso porque manipulação seria, ao mesmo tempo, operar em algo, interferir na sua integridade e afetar o seu fluxo natural.
A ideia de manipulação da informação transita com muita facilidade na sociedade e no senso comum. É natural criticar profissionais e organizações informativas porque manipularam notícias. A assertiva pode conter elementos que caracterizem interferência indevida, justificando a crítica, mas existem casos também em que a manipulação é resultado mais da não correspondência (de expectativas de conteúdo ou de forma) do que propriamente de distorção, desvio ou construção artificial de um relato.
Manipular o noticiário significa controlar, coagir, sugerir, induzir por meio da razão ou dos afetos. Atende à vontade de dominar indivíduos ou populações, orientando suas condutas. Assim, a manipulação é um complexo de controle social que contribui para a massificação das sociedades e para a emergência de indivíduos que se movem por vontades alheias às suas.
Rogério Christofoletti. Padrões de manipulação no jornalismo brasileiro: fake news e a crítica de Perseu Abramo 30 anos depois. In: Rumores, v. 12, n.º 23, jan.-jun./2018, p. 59-60 (com adaptações)
Julgue o item seguinte, com base no texto anterior.
No primeiro parágrafo, o termo “Se”, no período “Se, na área ... caráter pejorativo.”, é empregado para mostrar aceitação, pelo autor do texto, dos significados atribuídos à palavra “manipular”.
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O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.
Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
No terceiro período do primeiro parágrafo do texto, o conectivo “Ainda que” estabelece uma oposição entre argumentos, dos quais o que tem maior força argumentativa é o contido na oração “eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público”.
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- História das ComunicaçõesPolíticas, Filosofias, Problemas, Tendências e Discussões Sobre Comunicação
O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.
Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
No segundo parágrafo, os períodos “No momento em que define ... longe de ser objetivos.”, “Quando o jornalismo ... importante por isso.” e “Quando aplica ... os relevantes.” desenvolvem, por meio de exemplificação, a ideia contida no período “A imparcialidade ... estamos ligados.”.
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O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.
Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
Manteria as qualidades de coerência e de correção gramatical a seguinte reescrita do último parágrafo do texto: Trata-se de exigência para o efetivo funcionamento do regime democrático a pluralidade de conteúdos veiculados na mídia aliada à diversidade de pontos de vista disputando a esfera pública.
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O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.
Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
A expressão “Essa narrativa”, no início do segundo parágrafo, refere-se às afirmações feitas no primeiro parágrafo.
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Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe de ser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
O segundo parágrafo do texto reúne as características de um parágrafo padrão, e seu desenvolvimento se estrutura com base em um encadeamento de argumentos que se inicia no período “No momento em que define ... longe de ser objetivos.” e prossegue até o período “Quando aplica ... os relevantes.”.
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O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.
Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe deser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.
Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.
Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.
O primeiro período do primeiro parágrafo constitui o tópico frasal desse parágrafo.
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Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.
Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.
Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos
direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.
No último período do primeiro parágrafo, a expressão as quais, no trecho “por meio das quais”, refere-se, de modo conjunto, a “uma particular cosmovisão”, “uma ontologia” e “ideias e crenças”.
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Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.
Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.
Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos
direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.
O primeiro período do segundo parágrafo apresenta um sinal claro do contexto de produção do texto.
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Acerca de temas emergentes da comunicação, julgue o item subsequente.
Segundo a teoria das redes sociais, uma rede social é composta por nós e atores, ou laços, e nela as pessoas são representadas pelos laços e interligadas pelos nós, os quais podem ser fortes, fracos ou ausentes.
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