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Sabendo que o número complexo \( \sqrt{2} \) \( \left(\ \cos\ \dfrac{\pi}{4}\ +\ isen\ \dfrac{\pi}{4}\right) \) é raiz do polinômio P(x) = x3 + ax2 + bx − 4, com a e b ∈ IR, então o valor de a – b é igual a:
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Curva de aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação existente entre a evolução de um indivíduo e a quantidade de treinamento possuída por esse indivíduo. Um exemplo de curva de aprendizagem é dado pela expressão Q = −625 ∙ \( \left(\dfrac{4}{25}\right)^{\dfrac{t}{20}} \) + 16 que modela o treinamento e a evolução obtida por um cadete aviador em um simulador de voo, para os quais Q é o índice de evolução e t, t ∈ IN∗ , é o tempo de treinamento no simulador, em semanas.
Analise as afirmativas abaixo conforme a curva de aprendizagem.
(I) A tendência de maximização do índice de evolução se dá para Q = 16
(II) Entre a 50ª e a 60ª semana o índice de evolução de um cadete aumenta em 3,84
(III) O índice de evolução de um cadete começa a ser positivo a partir da 41ª semana.
É correto afirmar que
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Observe a figura abaixo na qual está representada uma esfera com uma parte inserida em um recipiente em formato de tronco de cone.

A esfera está tangente à base menor desse tronco e também à borda superior do recipiente.
Se os raios maior, menor e a altura do recipiente são, respectivamente, 2x cm, (x + 2) cm e x cm, e se o volume do que sobra do recipiente, ao ser inserida a esfera, é igual a 420 cm³, considerando π = 3, então, é correto afirmar que a área da esfera, em cm², é igual a
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TEXTO IV
O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”
O corpo da disciplina
A loucura do Alienista não é uma tragédia somente
pessoal. Ele assumiu em seu corpo, coerentemente, todos
os projetos científicos da época - e isso o levou ao
desastre. Mas uma coisa é certa: eram projetos científicos.
5 Enlouquecidos, talvez, mas colados ao discurso
positivista.
Tratava-se de “estudar profundamente a loucura, os
seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir,
enfim, a causa do fenômeno e o remédio universal”
10 (p. 256). Projeto partilhado por inúmeros colegas de
Bacamarte, tanto de ontem quanto de hoje. Projeto
elevado, acima de interesses pessoais ou busca de
honrarias: “trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma
experiência científica” (p. 260). Experiência assumida com
15 todos os cuidados e escrúpulos exigidos pela ciência:
Digo experiência, porque não me atrevo a assegurar
desde já a minha idéia (sic); nem a ciência é outra
coisa, Sr. Soares - (diz ele ao boticário Crispim) - senão
20 uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a
face da terra. A loucura, objeto de meus estudos, era
até agora uma ilha perdida no oceano da razão;
começo a suspeitar que é um continente (p. 260)
25
A ciência, adverte o texto, não está livre de pretensões
enlouquecidas, que não são exclusivas de Simão
Bacamarte, aliás. Não se trata apenas de investigar (um
investigar sem pretensão e metafísico), mas de
30 conquistar. A ilha perseguida se revela um continente - o
universo acanhado de Itaguaí se amplia, universaliza-se
ao toque mágico da abstração científica. E, metáfora
geográfica, diante deste continente, o Alienista se coloca
como um cavaleiro andante.
35 Mesmo que se queira evitar, em vários momentos nos
invade a mente a imagem do Quixote. E nem lhe falta um
Sancho Pança na figura servil, medrosa e chã de Crispim
Soares, que seria a imagem vivaz do vulgo. Em seus
combates, Bacamarte cruza lanças não contra moinhos de
40 vento ou cavaleiros andantes, mas contra teorias e idéias
(sic) vulgares - as quais, submetidas a seu espírito
privilegiado, acabam se revelando igualmente
fantasmagóricas. Desastrado e delirante como Quixote, sua
empreitada também terminará em morte. Mal erguia seu
45 próprio mito, a ciência já encontrava um quixote-alienista
para lhe apontar seu fim (enquanto meta e enquanto morte)
- mas, no caso, os quixotes eram multidão triunfante, não só
na ciência, mas também na política e nas artes. Enquanto o
século delirava, Machado limitava-se a compor seu texto.
50 E, nele, o projeto do Alienista ganha corpo:
Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu
fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é
a razão; por outros termos, demarquemos
55 definitivamente os limites da razão e da loucura. A
razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades;
fora daí, insânia e só insânia (p. 261).
Pe. Lopes, a quem o Alienista confia a nova teoria, vê nela
60 um absurdo, ou, pelo menos, uma tarefa colossal. Mas nada
pode resistir ao triunfo da ciência. Para o esperto e assustado
padre, a tarefa do Alienista tem dupla face: é absurda, pois
assim a vê do ângulo da teologia cristã, certamente alarmado
com o pecado que é a pretensão de se desvendar a última
65 razão dos mistérios da mente humana: soberba e sacrilégio,
desejo satânico de ser Deus [...].
(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993)
Em relação à temática discorrida, ao longo dos textos I, II, III e IV, considere as afirmativas a seguir.
I. No texto II, o narrador demonstra ficar aterrorizado perante a deterioração do corpo, a partir da morte; fato que se repete nas literaturas de horror que se criaram a partir de Frankenstein.
II. Simão Bacamarte transforma Itaguaí em uma espécie de laboratório, bem como seus moradores em objetos de investigação. O personagem demonstra igual fascínio pela ciência, encontrado em Victor Frankenstein e, para ambos, não há limites para a pesquisa.
III. As pesquisas elaboradas, a partir de dados bioquímicos, a exemplo do texto I e seus fragmentos, não são similares àquelas que relacionam ciência, morte e matéria, a exemplo do texto II; pois, para a cultura de dados, há limites impostos.
IV. O sistema de dados corporativos e o econômico digital também podem ser inseridos nas discussões acerca do tratamento, armazenamento e veiculação de dados; tal como os dados bioquímicos, eles também requerem regulamentação.
Está(ão) correta(s)
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TEXTO IV
O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”
O corpo da disciplina
A loucura do Alienista não é uma tragédia somente
pessoal. Ele assumiu em seu corpo, coerentemente, todos
os projetos científicos da época - e isso o levou ao
desastre. Mas uma coisa é certa: eram projetos científicos.
5 Enlouquecidos, talvez, mas colados ao discurso
positivista.
Tratava-se de “estudar profundamente a loucura, os
seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir,
enfim, a causa do fenômeno e o remédio universal”
10 (p. 256). Projeto partilhado por inúmeros colegas de
Bacamarte, tanto de ontem quanto de hoje. Projeto
elevado, acima de interesses pessoais ou busca de
honrarias: “trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma
experiência científica” (p. 260). Experiência assumida com
15 todos os cuidados e escrúpulos exigidos pela ciência:
Digo experiência, porque não me atrevo a assegurar
desde já a minha idéia (sic); nem a ciência é outra
coisa, Sr. Soares - (diz ele ao boticário Crispim) - senão
20 uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a
face da terra. A loucura, objeto de meus estudos, era
até agora uma ilha perdida no oceano da razão;
começo a suspeitar que é um continente (p. 260)
25
A ciência, adverte o texto, não está livre de pretensões
enlouquecidas, que não são exclusivas de Simão
Bacamarte, aliás. Não se trata apenas de investigar (um
investigar sem pretensão e metafísico), mas de
30 conquistar. A ilha perseguida se revela um continente - o
universo acanhado de Itaguaí se amplia, universaliza-se
ao toque mágico da abstração científica. E, metáfora
geográfica, diante deste continente, o Alienista se coloca
como um cavaleiro andante.
35 Mesmo que se queira evitar, em vários momentos nos
invade a mente a imagem do Quixote. E nem lhe falta um
Sancho Pança na figura servil, medrosa e chã de Crispim
Soares, que seria a imagem vivaz do vulgo. Em seus
combates, Bacamarte cruza lanças não contra moinhos de
40 vento ou cavaleiros andantes, mas contra teorias e idéias
(sic) vulgares - as quais, submetidas a seu espírito
privilegiado, acabam se revelando igualmente
fantasmagóricas. Desastrado e delirante como Quixote, sua
empreitada também terminará em morte. Mal erguia seu
45 próprio mito, a ciência já encontrava um quixote-alienista
para lhe apontar seu fim (enquanto meta e enquanto morte)
- mas, no caso, os quixotes eram multidão triunfante, não só
na ciência, mas também na política e nas artes. Enquanto o
século delirava, Machado limitava-se a compor seu texto.
50 E, nele, o projeto do Alienista ganha corpo:
Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu
fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é
a razão; por outros termos, demarquemos
55 definitivamente os limites da razão e da loucura. A
razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades;
fora daí, insânia e só insânia (p. 261).
Pe. Lopes, a quem o Alienista confia a nova teoria, vê nela
60 um absurdo, ou, pelo menos, uma tarefa colossal. Mas nada
pode resistir ao triunfo da ciência. Para o esperto e assustado
padre, a tarefa do Alienista tem dupla face: é absurda, pois
assim a vê do ângulo da teologia cristã, certamente alarmado
com o pecado que é a pretensão de se desvendar a última
65 razão dos mistérios da mente humana: soberba e sacrilégio,
desejo satânico de ser Deus [...].
(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993)
Considerando que o vocábulo se pode aparecer em uma estrutura frasal e assume diferentes classificações, assinale a alternativa correta.
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemComparação (Figura de Linguagem)
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemEufemismo
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemMetáfora
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemMetonímia
TEXTO IV
O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”
O corpo da disciplina
A loucura do Alienista não é uma tragédia somente
pessoal. Ele assumiu em seu corpo, coerentemente, todos
os projetos científicos da época - e isso o levou ao
desastre. Mas uma coisa é certa: eram projetos científicos.
5 Enlouquecidos, talvez, mas colados ao discurso
positivista.
Tratava-se de “estudar profundamente a loucura, os
seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir,
enfim, a causa do fenômeno e o remédio universal”
10 (p. 256). Projeto partilhado por inúmeros colegas de
Bacamarte, tanto de ontem quanto de hoje. Projeto
elevado, acima de interesses pessoais ou busca de
honrarias: “trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma
experiência científica” (p. 260). Experiência assumida com
15 todos os cuidados e escrúpulos exigidos pela ciência:
Digo experiência, porque não me atrevo a assegurar
desde já a minha idéia (sic); nem a ciência é outra
coisa, Sr. Soares - (diz ele ao boticário Crispim) - senão
20 uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a
face da terra. A loucura, objeto de meus estudos, era
até agora uma ilha perdida no oceano da razão;
começo a suspeitar que é um continente (p. 260)
25
A ciência, adverte o texto, não está livre de pretensões
enlouquecidas, que não são exclusivas de Simão
Bacamarte, aliás. Não se trata apenas de investigar (um
investigar sem pretensão e metafísico), mas de
30 conquistar. A ilha perseguida se revela um continente - o
universo acanhado de Itaguaí se amplia, universaliza-se
ao toque mágico da abstração científica. E, metáfora
geográfica, diante deste continente, o Alienista se coloca
como um cavaleiro andante.
35 Mesmo que se queira evitar, em vários momentos nos
invade a mente a imagem do Quixote. E nem lhe falta um
Sancho Pança na figura servil, medrosa e chã de Crispim
Soares, que seria a imagem vivaz do vulgo. Em seus
combates, Bacamarte cruza lanças não contra moinhos de
40 vento ou cavaleiros andantes, mas contra teorias e idéias
(sic) vulgares - as quais, submetidas a seu espírito
privilegiado, acabam se revelando igualmente
fantasmagóricas. Desastrado e delirante como Quixote, sua
empreitada também terminará em morte. Mal erguia seu
45 próprio mito, a ciência já encontrava um quixote-alienista
para lhe apontar seu fim (enquanto meta e enquanto morte)
- mas, no caso, os quixotes eram multidão triunfante, não só
na ciência, mas também na política e nas artes. Enquanto o
século delirava, Machado limitava-se a compor seu texto.
50 E, nele, o projeto do Alienista ganha corpo:
Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu
fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é
a razão; por outros termos, demarquemos
55 definitivamente os limites da razão e da loucura. A
razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades;
fora daí, insânia e só insânia (p. 261).
Pe. Lopes, a quem o Alienista confia a nova teoria, vê nela
60 um absurdo, ou, pelo menos, uma tarefa colossal. Mas nada
pode resistir ao triunfo da ciência. Para o esperto e assustado
padre, a tarefa do Alienista tem dupla face: é absurda, pois
assim a vê do ângulo da teologia cristã, certamente alarmado
com o pecado que é a pretensão de se desvendar a última
65 razão dos mistérios da mente humana: soberba e sacrilégio,
desejo satânico de ser Deus [...].
(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993)
Analise o seguinte enunciado do texto IV:
“A loucura, objeto de meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão. Começo a suspeitar que é um continente [...]” (l. 22 - 24)
Considerando o enunciado acima, no que se refere ao seu (con)texto, o locutor empreende relações entre alguns elementos, por meio de figuras de linguagem, para atribuir sentido ao termo loucura, cujos termos correspondentes são
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TEXTO IV
O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”
O corpo da disciplina
A loucura do Alienista não é uma tragédia somente
pessoal. Ele assumiu em seu corpo, coerentemente, todos
os projetos científicos da época - e isso o levou ao
desastre. Mas uma coisa é certa: eram projetos científicos.
5 Enlouquecidos, talvez, mas colados ao discurso
positivista.
Tratava-se de “estudar profundamente a loucura, os
seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir,
enfim, a causa do fenômeno e o remédio universal”
10 (p. 256). Projeto partilhado por inúmeros colegas de
Bacamarte, tanto de ontem quanto de hoje. Projeto
elevado, acima de interesses pessoais ou busca de
honrarias: “trata-se de coisa mais alta, trata-se de uma
experiência científica” (p. 260). Experiência assumida com
15 todos os cuidados e escrúpulos exigidos pela ciência:
Digo experiência, porque não me atrevo a assegurar
desde já a minha idéia (sic); nem a ciência é outra
coisa, Sr. Soares - (diz ele ao boticário Crispim) - senão
20 uma investigação constante. Trata-se, pois, de uma
experiência, mas uma experiência que vai mudar a
face da terra. A loucura, objeto de meus estudos, era
até agora uma ilha perdida no oceano da razão;
começo a suspeitar que é um continente (p. 260)
25
A ciência, adverte o texto, não está livre de pretensões
enlouquecidas, que não são exclusivas de Simão
Bacamarte, aliás. Não se trata apenas de investigar (um
investigar sem pretensão e metafísico), mas de
30 conquistar. A ilha perseguida se revela um continente - o
universo acanhado de Itaguaí se amplia, universaliza-se
ao toque mágico da abstração científica. E, metáfora
geográfica, diante deste continente, o Alienista se coloca
como um cavaleiro andante.
35 Mesmo que se queira evitar, em vários momentos nos
invade a mente a imagem do Quixote. E nem lhe falta um
Sancho Pança na figura servil, medrosa e chã de Crispim
Soares, que seria a imagem vivaz do vulgo. Em seus
combates, Bacamarte cruza lanças não contra moinhos de
40 vento ou cavaleiros andantes, mas contra teorias e idéias
(sic) vulgares - as quais, submetidas a seu espírito
privilegiado, acabam se revelando igualmente
fantasmagóricas. Desastrado e delirante como Quixote, sua
empreitada também terminará em morte. Mal erguia seu
45 próprio mito, a ciência já encontrava um quixote-alienista
para lhe apontar seu fim (enquanto meta e enquanto morte)
- mas, no caso, os quixotes eram multidão triunfante, não só
na ciência, mas também na política e nas artes. Enquanto o
século delirava, Machado limitava-se a compor seu texto.
50 E, nele, o projeto do Alienista ganha corpo:
Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu
fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é
a razão; por outros termos, demarquemos
55 definitivamente os limites da razão e da loucura. A
razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades;
fora daí, insânia e só insânia (p. 261).
Pe. Lopes, a quem o Alienista confia a nova teoria, vê nela
60 um absurdo, ou, pelo menos, uma tarefa colossal. Mas nada
pode resistir ao triunfo da ciência. Para o esperto e assustado
padre, a tarefa do Alienista tem dupla face: é absurda, pois
assim a vê do ângulo da teologia cristã, certamente alarmado
com o pecado que é a pretensão de se desvendar a última
65 razão dos mistérios da mente humana: soberba e sacrilégio,
desejo satânico de ser Deus [...].
(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993)
O texto IV apresenta o fragmento de um artigo científico que analisa o conto O Alienista, de Machado de Assis. Acerca desse fragmento, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
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TEXTO III

(Vida de suporte. Proteção de Dados. Publicado em 10/12/2020 em Publieditorial,
SUPORTE - A Série. Acesso em: 20/02/2025).
A charge se caracteriza como um gênero que, via de regra, debate um tema de cunho social, por meio do recurso do humor. Levando em consideração que o humor, na língua, é um recurso argumentativo, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: AFA
TEXTO II
FRANKENSTEIN
Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia
Como pode o verme ser o herdeiro das maravilhas de um
olho ou de um cérebro?
“Os cientistas antigos procuraram o elixir da vida eterna,
a pedra filosofal e outras tolices. Os mestres de nosso tempo
5 prometem pouco, mas podem fazer muito".
As palavras de Herr Waldman me deixaram
profundamente impressionado. Não consegui fechar os olhos
aquela noite. Eu iria descobrir algo que faria a humanidade
dar passos de gigante. Mas o quê?
10 Enquanto não tinha a resposta, resolvi que o melhor seria
dedicar-me fervorosamente a certos estudos para os quais
me julgava predestinado: química, biologia, anatomia,
filosofia natural.
Pelos dois anos seguintes, atirei-me aos livros e às
15 pesquisas com um fanático entusiasmo. Um fenômeno que
me fascinava em meus estudos era o da estrutura do ser
humano e de qualquer animal vivo. Eu me perguntava: de
onde vem o princípio da vida?
Concluí que, para descobrir as causas da vida, temos de
20 recorrer à morte.
Decidido a examinar as causas e a evolução da
degeneração do corpo, forcei-me a passar dias e noites no
necrotério da universidade, praticando autópsias.
Dediquei-me a observar como a vida se transformava em
25 morte e a morte em vida — até que, no meio daquelas trevas,
uma luz subitamente se impôs aos meus olhos.
Minha descoberta pode ter sido um milagre, mas os
estágios em que ela se deu foram absolutamente distintos,
em dias e noites de trabalho e fadiga quase intoleráveis, e
30 podem ser descritos passo a passo.
Descobri como e por que a vida é gerada.
Mais impressionante ainda: tornei-me capaz de dar vida
à matéria inanimada — de transformar a morte em vida.
Embora eu possuísse a capacidade de dar vida à matéria
35 morta, o trabalho de preparar uma estrutura para recebê-la,
com seu intrincado complexo de fibras, músculos e veias,
parecia de uma magnitude e dificuldade inconcebíveis.
Mas estava excitado demais para me permitir dar vida a
um animal menos complexo e maravilhoso do que o homem.
40 Como a extrema minúcia das partes do organismo
pudesse ser um obstáculo à ansiedade de contemplar a
minha criação, decidi construir um ser de estatura gigante —
de 2,5 metros de altura, com todos os órgãos
proporcionalmente grandes.
45 Transformei um quarto em laboratório, separado dos
outros aposentos por corredores e por uma longa galeria.
Ninguém será capaz de imaginar as sensações que me
impulsionaram em minha tarefa.
Foram esses pensamentos que me estimularam
50 enquanto eu me atirava ao trabalho e me esquecia do resto.
Muitas vezes, quando me julgava na iminência de
resolver um problema complicado, como dar vida a um feixe
de nervos ou devolver a luz a um olho, eu fracassava. Então
me agarrava à esperança de que, no dia seguinte, triunfaria
55 — o que inevitavelmente acontecia.
Mas quem poderá conceber os horrores dessa obra
secreta, cuja grandeza só era igualada pelos atos da mais
baixa e fria desumanidade que, em nome da ciência, eu era
obrigado a cometer?
60 A sala de dissecação da universidade e o próprio
matadouro local foram por mim invadidos à procura de ossos
e vísceras, e apenas a Lua era testemunha de minhas voltas
furtivas para casa, sobraçando aqueles horrores. Muitas
vezes torturei animais vivos, tentando — e conseguindo —
65 roubar-lhes a chama que eu iria emprestar ao barro ainda
informe à minha frente.
(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19).
O romance de Mary Shelley, como Literatura Gótica ou de Horror, inaugura a ficção científica, gênero que, mais tarde, inspirou obras literárias cinematográficas. Acerca desse diálogo do texto com obras mais atuais, a partir dos enunciados que explicam tais obras, analise os tópicos abaixo.
I. O homem Bicentenário - um robô se torna humano, ao longo de dois séculos, e o faz questionando o significado da humanidade e da vida.
II. O médico e o monstro - Dr. Jeky faz pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos mais profundos. Ele acaba por criar uma droga que libera os seus impulsos mais primitivos.
III. Pobres Criaturas - a civilização que pesa entre nós - Bella Baxter é trazida de volta à vida pelo cientista e guardião Dr. Godwin. Bela está ansiosa para aprender sobre o mundo ao seu redor, embora sob a proteção de Godwin.
IV. Entrevista com Vampiro - Um vampiro chamado Louit de Point du Lac, atormentado pela morte de seu irmão, busca a morte de todas as formas possíveis. Louit é transformado em vampiro por Lestat. Louit sobrevive de animais mortos pois acha repugnante matar humanos para sobreviver.
Assinale a alternativa correta em que os textos estabelecem relação temática com o texto de Frankenstein.
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TEXTO II
FRANKENSTEIN
Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia
Como pode o verme ser o herdeiro das maravilhas de um
olho ou de um cérebro?
“Os cientistas antigos procuraram o elixir da vida eterna,
a pedra filosofal e outras tolices. Os mestres de nosso tempo
5 prometem pouco, mas podem fazer muito".
As palavras de Herr Waldman me deixaram
profundamente impressionado. Não consegui fechar os olhos
aquela noite. Eu iria descobrir algo que faria a humanidade
dar passos de gigante. Mas o quê?
10 Enquanto não tinha a resposta, resolvi que o melhor seria
dedicar-me fervorosamente a certos estudos para os quais
me julgava predestinado: química, biologia, anatomia,
filosofia natural.
Pelos dois anos seguintes, atirei-me aos livros e às
15 pesquisas com um fanático entusiasmo. Um fenômeno que
me fascinava em meus estudos era o da estrutura do ser
humano e de qualquer animal vivo. Eu me perguntava: de
onde vem o princípio da vida?
Concluí que, para descobrir as causas da vida, temos de
20 recorrer à morte.
Decidido a examinar as causas e a evolução da
degeneração do corpo, forcei-me a passar dias e noites no
necrotério da universidade, praticando autópsias.
Dediquei-me a observar como a vida se transformava em
25 morte e a morte em vida — até que, no meio daquelas trevas,
uma luz subitamente se impôs aos meus olhos.
Minha descoberta pode ter sido um milagre, mas os
estágios em que ela se deu foram absolutamente distintos,
em dias e noites de trabalho e fadiga quase intoleráveis, e
30 podem ser descritos passo a passo.
Descobri como e por que a vida é gerada.
Mais impressionante ainda: tornei-me capaz de dar vida
à matéria inanimada — de transformar a morte em vida.
Embora eu possuísse a capacidade de dar vida à matéria
35 morta, o trabalho de preparar uma estrutura para recebê-la,
com seu intrincado complexo de fibras, músculos e veias,
parecia de uma magnitude e dificuldade inconcebíveis.
Mas estava excitado demais para me permitir dar vida a
um animal menos complexo e maravilhoso do que o homem.
40 Como a extrema minúcia das partes do organismo
pudesse ser um obstáculo à ansiedade de contemplar a
minha criação, decidi construir um ser de estatura gigante —
de 2,5 metros de altura, com todos os órgãos
proporcionalmente grandes.
45 Transformei um quarto em laboratório, separado dos
outros aposentos por corredores e por uma longa galeria.
Ninguém será capaz de imaginar as sensações que me
impulsionaram em minha tarefa.
Foram esses pensamentos que me estimularam
50 enquanto eu me atirava ao trabalho e me esquecia do resto.
Muitas vezes, quando me julgava na iminência de
resolver um problema complicado, como dar vida a um feixe
de nervos ou devolver a luz a um olho, eu fracassava. Então
me agarrava à esperança de que, no dia seguinte, triunfaria
55 — o que inevitavelmente acontecia.
Mas quem poderá conceber os horrores dessa obra
secreta, cuja grandeza só era igualada pelos atos da mais
baixa e fria desumanidade que, em nome da ciência, eu era
obrigado a cometer?
60 A sala de dissecação da universidade e o próprio
matadouro local foram por mim invadidos à procura de ossos
e vísceras, e apenas a Lua era testemunha de minhas voltas
furtivas para casa, sobraçando aqueles horrores. Muitas
vezes torturei animais vivos, tentando — e conseguindo —
65 roubar-lhes a chama que eu iria emprestar ao barro ainda
informe à minha frente.
(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19).
Todas as afirmativas podem ser consideradas a partir do texto II, EXCETO:
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