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Diva.
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
Disponível em: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/diva.pd
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Diva.
Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Visitando o negociante, vi ao entrar na sala uma linda moça, que não reconheci.
Estava só. De pé no vão da janela cheia de luz, meio reclinada ao peitoril, tinha na mão um livro aberto e lia com
atenção.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Sem considerar possíveis locuções, assinale a alternativa que contém a correta quantificação dos adjetivos, verbos e substantivos presentes no excerto acima.
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Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém, na
mesma delicadeza do porte, esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma deliciosa suavidade
nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas da magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo
do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha
de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa
um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela
se preparava para sua celeste ascensão.
Às vezes, porém, a impressão da leitura turbava a serena elação da sua figura, e despertava nela a mulher. Então
desferia alma por todos os poros. Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do
nervoso organismo. Nesses momentos toda ela era somente coração, porque toda ela palpitava e sentia.
Eu tinha parado na porta, e admirava: afinal adiantei-me para cumprimentá-la. Ouvindo o rumor dos meus passos, ela
voltou-se.
- Minha senhora!... Murmurei inclinando-me.
As cores fugiram-lhe. Ela vestiu-se como de uma túnica lívida e glacial: logo depois sua fisionomia anuviou-se, e eu vi
lampejos fuzilarem naquela densidade de uma cólera súbita.
Fulminou-me com um olhar augusto e desapareceu.
Acreditas, Paulo, que essa moça que te descrevi fosse Emília, a menina feia e desgraciosa que eu deixara dois anos
antes? Que sublime trabalho de florescência animada não realizara a natureza nessa mulher!
Emília teria então dezessete anos. Sentia-se, olhando-a, a influência misteriosa que um espírito superior tinha exercido
na revolução operada em sua pessoa. O trajo, ainda nimiamente avaro dos encantos que ocultava, era de um molde severo;
mas havia, no gracioso da forma e na combinação do enfeite, uns toques artísticos, que se revelavam também no basto
trançado do luxuoso cabelo negro.
Voltei impressionado por essa visão de sala em pleno dia.
Se a transformação de Emília produzira em mim uma admiração grande, maior foi a humilhação que sofri com o seu
desdém. Já não era uma menina; estava moça, e não me devia só a cortesia a que tem direito o homem delicado, devia-me
gratidão.
- Talvez ignore! Disse eu comigo.
Nos dias que se seguiram, surgiu alguma vez em meu espírito aquela imagem de moça; mas essa lembrança me
incomodava.
Uma tarde encontrei-me com o irmão:
- Ia à tua casa! Disse-me Geraldo.
- Pois vamos.
- Não. Já que te encontrei poupa-me essa maçada. Minha tia manda-te dizer que amanhã toma-se chá em sua casa.
Julinha faz anos.
- Ah! D. Matilde?...
- Sim. Adeus.
- Espera.
- Não posso. Ainda vou à chácara, e tenho de voltar para o teatro.
D. Matilde é casada com um irmão de Duarte. Seu marido vive constantemente na fazenda, trabalhando para tirar
dela os avultados rendimentos necessários ao luxo que sua família ostenta na corte. Ainda moça, bonita e muito elegante,
ela é perdida pelo cortejo e galanteio de sala. Nunca a honra conjugal sucumbiu a essa fascinação, mas a casta dignidade da
esposa foi sacrificada sem reserva.
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Você está na cama, tentando dormir e seus pensamentos não param. Seu cérebro está ocupado fazendo planos
detalhados para o dia seguinte, repetindo momentos vergonhosos (“por que eu disse isso ou aquilo?”) ou produzindo
pensamentos aleatórios (“onde está minha certidão de nascimento?”).
Muitas pessoas compartilharam vídeos nas redes sociais sobre como dormir mais rápido, evocando “cenários falsos”,
como uma história romântica na qual você é o protagonista. Mas o que a ciência diz sobre isso? O que pensamos antes de
dormir tem alguma influência nas nossas noites de sono?
Pessoas que dormem bem dizem ter principalmente imagens sensoriais visuais ao adormecer (elas veem pessoas e
objetos e têm experiências semelhantes às de um sonho).
Elas podem ter menos pensamentos organizados e mais experiências alucinatórias, como imaginar que estão
participando de eventos do mundo real. Para pessoas com insônia, os pensamentos antes de dormir tendem a ser menos
visuais e mais focados no planejamento e na resolução de problemas reais. Esses pensamentos são geralmente menos
agradáveis e menos aleatórios em comparação com os de pessoas que dormem bem.
Pessoas com insônia também têm maior probabilidade de ficar estressadas com o sono quando tentam dormir, o
que leva a um ciclo vicioso, já que fazem um esforço para tentar dormir e ficam ainda mais acordadas. Quem tem insônia
frequentemente relata preocupação, planejamento ou pensamento em coisas importantes na hora de dormir. Elas também
se concentram em problemas ou ruídos no ambiente e têm uma preocupação geral por não dormir. Infelizmente, toda essa
atividade mental prévia pode impedir que você adormeça.
Um estudo revelou que pessoas que normalmente dormem bem podem ter problemas para cair no sono se estiverem
estressadas com alguma coisa ao se deitar (como ter que fazer um discurso na manhã seguinte). Mesmo níveis moderados
de estresse na hora de dormir podem afetar seu sono naquela noite.
Outro estudo com 400 jovens adultos investigou como programas e séries de TV podem afetar o sono. Os pesquisadores
descobriram que níveis mais elevados de compulsão alimentar estão associados a uma pior qualidade do sono, mais fadiga
e um aumento nos sintomas de insônia. A “excitação cognitiva”, ou ativação mental, desencadeada por uma narrativa
interessante e identificação com personagens, também podem desempenhar um papel nesse sentido.
A boa notícia é que existem técnicas que você pode usar para mudar o estilo e o conteúdo dos seus pensamentos antes
de dormir. Isso pode ajudá-lo a reduzir a excitação cognitiva noturna ou substituir pensamentos indesejados por outros mais
agradáveis. Essas técnicas são chamadas de “reorientação cognitiva”.
A reorientação cognitiva, desenvolvida pelo psicólogo e pesquisador americano Les A. Gellis, consiste em se distrair
com pensamentos agradáveis antes de dormir. São como os “cenários falsos” que as pessoas publicam nas redes sociais,
mas o truque é pensar em uma situação que não seja tão interessante.
JACKSON, Melinda; MEAKLIM, Hailey. São Paulo: The Conversation Brasil /BBC News Brasil, 2023 Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl3vpk2rdgo (adaptado).
JACKSON, Melinda; MEAKLIM, Hailey. São Paulo: The Conversation Brasil /BBC News Brasil, 2023 Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl3vpk2rdgo (adaptado)
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Você está na cama, tentando dormir e seus pensamentos não param. Seu cérebro está ocupado fazendo planos
detalhados para o dia seguinte, repetindo momentos vergonhosos (“por que eu disse isso ou aquilo?”) ou produzindo
pensamentos aleatórios (“onde está minha certidão de nascimento?”).
Muitas pessoas compartilharam vídeos nas redes sociais sobre como dormir mais rápido, evocando “cenários falsos”,
como uma história romântica na qual você é o protagonista. Mas o que a ciência diz sobre isso? O que pensamos antes de
dormir tem alguma influência nas nossas noites de sono?
Pessoas que dormem bem dizem ter principalmente imagens sensoriais visuais ao adormecer (elas veem pessoas e
objetos e têm experiências semelhantes às de um sonho).
Elas podem ter menos pensamentos organizados e mais experiências alucinatórias, como imaginar que estão
participando de eventos do mundo real. Para pessoas com insônia, os pensamentos antes de dormir tendem a ser menos
visuais e mais focados no planejamento e na resolução de problemas reais. Esses pensamentos são geralmente menos
agradáveis e menos aleatórios em comparação com os de pessoas que dormem bem.
Pessoas com insônia também têm maior probabilidade de ficar estressadas com o sono quando tentam dormir, o
que leva a um ciclo vicioso, já que fazem um esforço para tentar dormir e ficam ainda mais acordadas. Quem tem insônia
frequentemente relata preocupação, planejamento ou pensamento em coisas importantes na hora de dormir. Elas também
se concentram em problemas ou ruídos no ambiente e têm uma preocupação geral por não dormir. Infelizmente, toda essa
atividade mental prévia pode impedir que você adormeça.
Um estudo revelou que pessoas que normalmente dormem bem podem ter problemas para cair no sono se estiverem
estressadas com alguma coisa ao se deitar (como ter que fazer um discurso na manhã seguinte). Mesmo níveis moderados
de estresse na hora de dormir podem afetar seu sono naquela noite.
Outro estudo com 400 jovens adultos investigou como programas e séries de TV podem afetar o sono. Os pesquisadores
descobriram que níveis mais elevados de compulsão alimentar estão associados a uma pior qualidade do sono, mais fadiga
e um aumento nos sintomas de insônia. A “excitação cognitiva”, ou ativação mental, desencadeada por uma narrativa
interessante e identificação com personagens, também podem desempenhar um papel nesse sentido.
A boa notícia é que existem técnicas que você pode usar para mudar o estilo e o conteúdo dos seus pensamentos antes
de dormir. Isso pode ajudá-lo a reduzir a excitação cognitiva noturna ou substituir pensamentos indesejados por outros mais
agradáveis. Essas técnicas são chamadas de “reorientação cognitiva”.
A reorientação cognitiva, desenvolvida pelo psicólogo e pesquisador americano Les A. Gellis, consiste em se distrair
com pensamentos agradáveis antes de dormir. São como os “cenários falsos” que as pessoas publicam nas redes sociais,
mas o truque é pensar em uma situação que não seja tão interessante.
JACKSON, Melinda; MEAKLIM, Hailey. São Paulo: The Conversation Brasil /BBC News Brasil, 2023 Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl3vpk2rdgo (adaptado).
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Você está na cama, tentando dormir e seus pensamentos não param. Seu cérebro está ocupado fazendo planos
detalhados para o dia seguinte, repetindo momentos vergonhosos (“por que eu disse isso ou aquilo?”) ou produzindo
pensamentos aleatórios (“onde está minha certidão de nascimento?”).
Muitas pessoas compartilharam vídeos nas redes sociais sobre como dormir mais rápido, evocando “cenários falsos”,
como uma história romântica na qual você é o protagonista. Mas o que a ciência diz sobre isso? O que pensamos antes de
dormir tem alguma influência nas nossas noites de sono?
Pessoas que dormem bem dizem ter principalmente imagens sensoriais visuais ao adormecer (elas veem pessoas e
objetos e têm experiências semelhantes às de um sonho).
Elas podem ter menos pensamentos organizados e mais experiências alucinatórias, como imaginar que estão
participando de eventos do mundo real. Para pessoas com insônia, os pensamentos antes de dormir tendem a ser menos
visuais e mais focados no planejamento e na resolução de problemas reais. Esses pensamentos são geralmente menos
agradáveis e menos aleatórios em comparação com os de pessoas que dormem bem.
Pessoas com insônia também têm maior probabilidade de ficar estressadas com o sono quando tentam dormir, o
que leva a um ciclo vicioso, já que fazem um esforço para tentar dormir e ficam ainda mais acordadas. Quem tem insônia
frequentemente relata preocupação, planejamento ou pensamento em coisas importantes na hora de dormir. Elas também
se concentram em problemas ou ruídos no ambiente e têm uma preocupação geral por não dormir. Infelizmente, toda essa
atividade mental prévia pode impedir que você adormeça.
Um estudo revelou que pessoas que normalmente dormem bem podem ter problemas para cair no sono se estiverem
estressadas com alguma coisa ao se deitar (como ter que fazer um discurso na manhã seguinte). Mesmo níveis moderados
de estresse na hora de dormir podem afetar seu sono naquela noite.
Outro estudo com 400 jovens adultos investigou como programas e séries de TV podem afetar o sono. Os pesquisadores
descobriram que níveis mais elevados de compulsão alimentar estão associados a uma pior qualidade do sono, mais fadiga
e um aumento nos sintomas de insônia. A “excitação cognitiva”, ou ativação mental, desencadeada por uma narrativa
interessante e identificação com personagens, também podem desempenhar um papel nesse sentido.
A boa notícia é que existem técnicas que você pode usar para mudar o estilo e o conteúdo dos seus pensamentos antes
de dormir. Isso pode ajudá-lo a reduzir a excitação cognitiva noturna ou substituir pensamentos indesejados por outros mais
agradáveis. Essas técnicas são chamadas de “reorientação cognitiva”.
A reorientação cognitiva, desenvolvida pelo psicólogo e pesquisador americano Les A. Gellis, consiste em se distrair
com pensamentos agradáveis antes de dormir. São como os “cenários falsos” que as pessoas publicam nas redes sociais,
mas o truque é pensar em uma situação que não seja tão interessante.
JACKSON, Melinda; MEAKLIM, Hailey. São Paulo: The Conversation Brasil /BBC News Brasil, 2023 Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl3vpk2rdgo (adaptado).
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