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Foram encontradas 548 questões.

3323492 Ano: 2013
Disciplina: Enfermagem
Banca: FCC
Orgão: ALERN

De acordo com os Parâmetros para Controle Biológico da Exposição Ocupacional a alguns Agentes Químicos descritos na NR 7, o agente químico e o indicador biológico (material biológico e análise) correspondentes estão indicados em

Agente Químico
Indicador Biológico
Material Biológico Análise
 

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3323491 Ano: 2013
Disciplina: Medicina
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Dentre as doenças relacionadas ao trabalho, que constam na Portaria 1.339/GM 99, o agravo relacionado com o trabalho e o respectivo agente etiológico/fatores de risco de natureza ocupacional, estão descritos em:

Agravo Agente etiológico/fatores de risco de natureza ocupacional
 

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3323488 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, atribuído a um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos. Para responder à questão, considere também o texto de Ruffato.

DATILOGRAFIA

Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!

Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes.

Outrora.

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.

Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato
[de névoa;

A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.

Na outra não há caixões, nem mortes,
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer;
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...

Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de
[escrever
.

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Acerca da incorporação feita por Ruffato de alguns versos desse poema, afirma-se corretamente:

 

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3323485 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

...e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista.

O fragmento acima, em seu contexto, autoriza inferir que

 

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3323483 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases(a), suas palavras grudaram, chiclete no cabelo(b). Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me(c) no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos(d) (e), e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Considerado o contexto, é INCORRETA a seguinte afirmação sobre um segmento do primeiro parágrafo:

 

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3323482 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Considerando o que o texto afirma acerca de Quando fui outro, está correta a seguinte alternativa:

 

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3323481 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Assinale a alternativa correta acerca do segundo parágrafo do texto.

 

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3323480 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

A forma de definição do momento do primeiro encontro entre o autor e Fernando Pessoa

 

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3323479 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

De acordo com o texto,

 

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3323478 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Assinale a alternativa correta.

 

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