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Foram encontradas 60 questões.

3323488 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, atribuído a um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos. Para responder à questão, considere também o texto de Ruffato.

DATILOGRAFIA

Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!

Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes.

Outrora.

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.

Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato
[de névoa;

A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.

Na outra não há caixões, nem mortes,
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer;
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...

Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de
[escrever
.

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Acerca da incorporação feita por Ruffato de alguns versos desse poema, afirma-se corretamente:

 

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3323485 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

...e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista.

O fragmento acima, em seu contexto, autoriza inferir que

 

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3323483 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases(a), suas palavras grudaram, chiclete no cabelo(b). Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me(c) no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos(d) (e), e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Considerado o contexto, é INCORRETA a seguinte afirmação sobre um segmento do primeiro parágrafo:

 

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3323482 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Considerando o que o texto afirma acerca de Quando fui outro, está correta a seguinte alternativa:

 

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3323481 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Assinale a alternativa correta acerca do segundo parágrafo do texto.

 

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3323480 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

A forma de definição do momento do primeiro encontro entre o autor e Fernando Pessoa

 

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3323479 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

De acordo com o texto,

 

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Questão presente nas seguintes provas
3323478 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo. Trata-se de um fragmento da apresentação da antologia Quando fui outro, que reúne textos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Como se sabe, esse poeta, na composição de suas obras, assumiu complexas personalidades fictícias, conhecidas como heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis são alguns deles.

Era outono e azul quando apresentei-me a Fernando Pessoa. Recostado num sofá de napa amarela, a tarde mergulhada no para-sempre de Cataguases, suas palavras grudaram, chiclete no cabelo. Adveio ânsia, febre, sede de estabelecer-me no mundo: tornamo-nos íntimos. Sucederam-se os dias, as paisagens, os rostos, e cresceu em mim a convicção de que, mais que poeta, convivia com um grande ficcionista. Tão original que, a criar personagens em romances, preferiu dotá-los de nome, biografia, autonomia, personalidade − e chamou-os “heterônimos”. Espraiado em cada um deles, as contradições, as excentricidades, os inconfessáveis desejos. Mas, como nos pais já estão engendradas as marcas indeléveis do filho, para Pessoa confluem todas as nossas inquietudes.

Sempre imaginei como seria abordá-lo pela manhã antes de, lavado o rosto, estabelecer-se à frente do espelho para escolher a máscara com que frequentaria o mundo. Ouso dizer que Quando fui outro tem essa pretensão: espiar o homem em sua vida verdadeira, “que é a que sonhamos na infância, / E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa”. Pessoa desvestido de seus heterônimos. Insuflado por Isa Pessôa, que traz no próprio nome a sina, aceitei o desafio e o que se desdobra daqui para a frente é leitura pessoal, arriscada e perigosa, como é a vida. Os especialistas que autopsiaram- no em milhares de artigos e os antologistas que recortaram-no em diversos temas devem se indignar.

(Luiz Ruffato (Org.). 2006. In: O homem que tinha urgência de viver. Fernando Pessoa. Quando fui outro. Rio de Janeiro: Objetiva. 2011. p. 6)

Obs.: Cataguases é uma cidade do interior de Minas Gerais.

Assinale a alternativa correta.

 

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3323477 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).

Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.

Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.

Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites, dos caminhos que trilhamos, especialmente quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.

Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.

O texto permite que o leitor construa corretamente a seguinte imagem do autor: é alguém que

 

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3323472 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: ALERN

Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).

Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.

Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.

Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites, dos caminhos que trilhamos, especialmente quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.

Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.

Em seu texto, o autor

 

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