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Texto I
Tu és água e à água voltarás
Um novo processo de cremação dissolve o corpo numa solução química e é promovido como sustentável
(Gustavo Simon)
A humanidade já criou diversas formas de se desfazer dos restos mortais dos que vão embora - e agora surgiu mais uma. Chama-se biocremação e consiste em, com a ajuda de uma máquina, dissolver o cadáver numa solução química à base de hidróxido de potássio, substância similar à soda cáustica, usada em produtos de limpeza. Tecnicamente, o método chama-se hidrólise alcalina. No processo, como na cremação convencional, restam apenas os ossos, que são lavados secados e triturados. O corpo, já em estado liquido, não contém mais do que aminoácidos e proteínas. O líquido é filtrado, tratado e reaproveitado na irrigação de jardins, por exemplo. A técnica da biocremação é empregada desde meados dos anos 90 para decompor animais de fazenda e cadáveres usados em pesquisas. Começou a ser utilizada com seres humanos nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, por uma funerária de São Petersburgo, na Flórida. A firma projetava realizar 100 biocremações nos primeiros doze meses. Na semana passada, essa projeção já havia subido para 200. A técnica já foi adotada em outros oito estados americanos, e, no Canadá e na Inglaterra, seu uso só depende de trâmites legais.
Os entusiastas da biocremação alegam que sua grande vantagem é a sustentabilidade. Na cremação convencional, o corpo é queimado à temperatura de 1000 graus num forno a gás. Do processo resultam 400 quilos e de dióxido de carbono - o equivalente à emissão gerada por cinco viagens de avião entre São Paulo e Goiânia. Outros componentes tóxicos, como o mercúrio, utilizado em preenchimentos dentários, também podem ser liberados. Na biocremação, o impacto ambiental é bem menor. O processo consome apenas 15% do gás usado na cremação a calor e reduz em 35% a emissão de dióxido de carbono e em 30% a de outros gases que contribuem para o efeito estufa. "Hoje muitas pesos querem ser verdes até, literalmente, o último momento", disse a VEJA William McCounnaughey, diretor da Matthews lntemationaI, fabricante de máquinas de biocremação nos Estados ,Unidos. Como muitos dos produtos e procedimentos sustentáveis, a técnica, por enquanto, custa caro: 2 100 dólares, contra 1 500 dólares, em média, da cremação tradicional. A biocremação completa em apenas três horas o processo que as bactérias, no caso dos corpos sepultados, podem levar anos para concluir.
(Disponível em:http://cliente.linearclipping.eom.br/cimi/detalhenoticia.asp?cd sistema=42&codnot=2312499 Acesso em 06/0112014)
O título do texto ganha efeito expressivo à medida que se relaciona com uma típica referência à origem humana. Tal referência expressiva é explicitada por meio de um a relação de
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