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Foram encontradas 70 questões.

2518259 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
Texto 1
Embalagem invisível
Vem de Planaltina, no Distrito Federal, a notícia de uma solução boa, bonita e barata para conservar por mais tempo aquele cacho de bananas, os tomates ou o abacaxi pelos quais você pagou caro na feira. Quer uma notícia ainda melhor? A fórmula é totalmente natural e foi desenvolvida dentro de uma universidade pública, por um estudante de apenas 20 anos. Com sua descoberta, Josemar Gonçalves de Oliveira Silva, ou simplesmente Zeca, como gosta de ser chamado, venceu o prêmio de melhor projeto da 4ª Semana de Produção Científica do Instituto Federal de Brasília, onde cursa Licenciatura em Biologia.
Quando mergulhados na solução criada por Zeca, composta por fécula (polvilho ou amido) de mandioca e óleo de cravo-da-índia, os alimentos podem permanecer conservados por até dez dias a mais do que o normal. O custo de produção do litro é inferior a R$ 5 e o preparo é bastante simples. ”A solução pode ser considerada um novo tipo de embalagem, que interage com o alimento e controla determinadas características, como o desenvolvimento de micro-organismos, principalmente os fungos!”, explica o estudante.
A “embalagem” também traz outros benefícios, como retardar o processo de maturação, melhorar as características externas (como o brilho e a consistência da casca) e aumentar o tempo de vida de prateleira ou para transporte dos frutos. Zeca, que já concluiu no mesmo instituto os cursos de Técnico em Agroindústria e Tecnologia em Agroecologia, levou um ano para desenvolver a fórmula. “Iniciamos os estudos para tentar ajudar o problema do desperdício de alimentos. Li em uma pesquisa que 40% das bananas colhidas são perdidas por causa de doenças. Esse número é muito alto. Após testar a fórmula, observei que não houve desenvolvimento de doença nos frutos revestidos”, conta o estudante.
A próxima etapa é verificar a patente e pesquisar alternativas para produção em escala industrial. Por ser de preparação extremamente simples, no entanto, a fórmula já pode ser usada nos lares e por pequenos produtores e comerciantes. “Acredito que a inovação não precisa ser sempre baseada em descobertas complexas. Ás vezes, uma coisa muito simples pode causar impacto e transformar a realidade das pessoas”, defende o aluno, que diz estar “com as cabeças nas nuvens” graças à repercussão do projeto. Nas nuvens, mas nem tanto: no momento, ele se prepara para concorrer a uma vaga no mestrado da Universidade de São Paulo (USP).
Marina Góes
(Fonte: Revista Seleções Readers Digest, abril de 2016, p. 26 e 27)
Assinale a alternativa que apresenta a motivação inicial para o desenvolvimento da fórmula da embalagem invisível segundo Zeca:
 

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2517386 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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Analise a figura abaixo sobre o Microsoft Office Excel (2007):
Enunciado 2778440-1
A célula B6 contém a quantidade de células vazias dentro de um intervalo informado(A2:B5). Assinale a alternativa correta que contenha a funç ão que satisfaça essa condição:
 

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2517205 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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"Nunca esquecerei aquela noite…"
A noite, de Elie Wiesel, é um dos mais
populares relatos da barbárie nazista
HELIO GUROVITZ
10/07/2016 10h00 - Atualizado 10/07 /2016 10h00
Diante dos limites da linguagem para lidar com o horror, vários escritores sobreviventes do nazismo escolheram o suicídio. O poeta Paul Célan se lançou no Rio Sena. O psicólogo Bruno Bettelheim se asfixiou com um saco plástico. O escritor Primo Levi morreu ao cair – não por acidente, segundo a polícia – da escadaria de seu prédio em Turim. Elie Wiesel não. Morreu de causas naturais aos 87 anos, na semana passada. Mas não foi indiferente ao tormento. Consumido pela culpa de não ter salvado o pai no campo de Buchenwald, ficou anos em silêncio. Foi o escritor francês François Mauriac quem o convenceu a escrever. “Aquele olhar, como de um Lázaro levantado dos mortos, mas ainda prisioneiro nos confins sombrios por onde vagara, tropeçando entre os cadáveres da vergonha”, escreveu Mauriac sobre o primeiro encontro com Wiesel. “E eu, que acredito que Deus é amor, que resposta poderia dar ao jovem questionador, cujos olhos escuros ainda traziam o reflexo daquela tristeza angélica (…)?” Depois da conversa com Mauriac, Wiesel escreveu, compulsivamente, algo como 800 páginas em iídiche, idioma materno seu e da maioria dos judeus exterminados. O livro resultante, Un di velt hot geshvign (E o mundo silenciou ), não saiu na íntegra. Com uma fração do tamanho original, foi publicado em francês em 1958, sob o título La nuit (A noite noite).
A noite, de Elie Wiesel é o livro da semana
Entre as quase 60 obras que Wiesel produziu, A noite é a mais conhecida. Tornou Tornou-se um dos mais populares relatos da barbárie nazista, ao lado do Diário de Anne Frank e de É isso um homem?, de Primo Levi. Não fez sucesso no lançamento, nem mesmo depois de traduzido para o inglês, em 1960. Foi conquistando o público nos anos 1960 e 1970. Em 2006, voltou à lista de mais vendidos, escolhido pelo clube do livro da apresentadora Oprah Winfrey. A noite foi escrito com alta carga de sentimento – mas não é sentimental. Muito menos piegas. Não tem um olhar religioso ou vingativo. É tão somente um testemunho e, por isso mesmo, mais contundente.
Narra o encontro de Wiesel, aos 15 anos, com o mal na forma mais absoluta. Do momento em que sua família é arrancada de casa até o instante em que, libertado de Buchenwald, ele enfim olha no espelho pela primeira vez em meses. “Das profundezas do espelho, um cadáver olhou de volta para mim”, diz. “O olhar nos seus olhos, enquanto olhavam os meus, nunca me deixou.”
Dos quatro filhos da família Wiesel, Eliezer era o único menino. Na aldeia judaica de Sighet, passa seu tempo entre estudos rabínicos e as conversas com o zelador da sinagoga, que lhe dá acesso ao estudo da cabala, então proibido a quem tivesse menos de 30 anos. O zelador some, levado pelos nazistas. Por milagre, escapa dos campos e volta à aldeia, onde relata o extermínio. Ninguém acredita nele. Pensam que está louco. Pouco depois, os alemães segregam os judeus em dois guetos. A família Wiesel embarca então no trem da morte. Ao chegar ao complexo de Auschwitz Birkenau, na Polônia ocupada, a mãe e a irmã de 7 anos são separadas. As duas vão direto para as câmaras de gás (outras duas irmãs se salvariam). Pai e filho escapam, na seleção comandada pelo facínora Josef Mengele. São enviados ao campo de trabalho de Buna, onde sobrevivem a uma rotina de fome, tortura, doença e escravidão. Com a aproximação das trop as soviéticas, são levados numa marcha forçada de centenas de quilômetros. A maioria morre de exaustão. Na chegada a Buchenwald, o pai de Wiesel está doente, à beira da morte. O filho faz de tudo para tentar acudi acudi-lo. Também exausto, acaba por largá-lo. Na noite fatídica, 29 de janeiro de 1945, Shlomo Wiesel é levado ao forno crematório.
Dez anos se passariam até que Elie entendesse a única coisa que poderia dar sentido a sua vida depois: prestar testemunho; manter viva a memória. Silêncio e indiferença diante do mal, dizia, são um pecado maior. Sua voz se tornou, desde então, “a consciência da humanidade” e se fez ouvir por toda parte onde os mesmos crimes voltavam a ser cometidos – da Bósnia ao Camboja, de Ruanda a Darfur. Era a mesma voz daquele menino que, diante do mal absoluto, soube encontrar as palavras mais belas e pungentes: “Nunca esquecerei aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou minha vida numa longa noite, sete vezes maldita e sete vezes selada. Nunca esquecerei aquela fumaça. Nunca esquecerei os pequenos rostos das crianças, cujos corpos vi tornados em coroas de fumaça sob um céu azul em silêncio. Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca esquecerei o silêncio noturno que me despojou, por toda a eternidade, do desejo de viver. Nunca esquecerei aqueles momentos que assassinaram meu Deus e minh’alma e transformaram meus sonhos em pó. Nunca esquecerei isso, mesmo que seja condenado a viver tanto quanto o próprio Deus.
Nunca”.
Adaptado: http://epoca.globo.com/colunas colunas-e-
blogs/helio helio-gurovitz/noticia/2016/07/nunca nunca-esquecereiesquecerei-aquelaaquela-noite.html , acesso em 10 de jul, de 2016.
Considere o período abaixo e marque a alternativa correta quanto à classificação da oração sublinha sublinhada:
Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre.
 

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2516550 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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"Nunca esquecerei aquela noite…"
A noite, de Elie Wiesel, é um dos mais
populares relatos da barbárie nazista
HELIO GUROVITZ
10/07/2016 10h00 - Atualizado 10/07 /2016 10h00
Diante dos limites da linguagem para lidar com o horror(D), vários escritores sobreviventes do nazismo escolheram o suicídio. O poeta Paul Célan se lançou no Rio Sena. O psicólogo Bruno Bettelheim se asfixiou com um saco plástico. O escritor Primo Levi morreu ao cair – não por acidente, segundo a polícia – da escadaria de seu prédio em Turim. Elie Wiesel não. Morreu de causas naturais aos 87 anos, na semana passada. Mas não foi indiferente ao tormento. Consumido pela culpa de não ter salvado o pai no campo de Buchenwald, ficou anos em silêncio. Foi o escritor francês François Mauriac quem o convenceu a escrever. “Aquele olhar, como de um Lázaro levantado dos mortos, mas ainda prisioneiro nos confins sombrios por onde vagara, tropeçando entre os cadáveres da vergonha”, escreveu Mauriac sobre o primeiro encontro com Wiesel. “E eu, que acredito que Deus é amor, que resposta poderia dar ao jovem questionador, cujos olhos escuros ainda traziam o reflexo daquela tristeza angélica (…)?” Depois da conversa com Mauriac, Wiesel escreveu, compulsivamente, algo como 800 páginas em iídiche, idioma materno seu e da maioria dos judeus exterminados. O livro resultante, Un di velt hot geshvign (E o mundo silenciou ), não saiu na íntegra. Com uma fração do tamanho original, foi publicado em francês em 1958, sob o título La nuit (A noite noite).
A noite, de Elie Wiesel é o livro da semana
Entre as quase 60 obras que Wiesel produziu, A noite é a mais conhecida. Tornou Tornou-se um dos mais populares relatos da barbárie nazista, ao lado do Diário de Anne Frank e de É isso um homem?, de Primo Levi. Não fez sucesso no lançamento, nem mesmo depois de traduzido para o inglês, em 1960. Foi conquistando o público nos anos 1960 e 1970. Em 2006, voltou à lista de mais vendidos, escolhido pelo clube do livro da apresentadora Oprah Winfrey. A noite foi escrito com alta carga de sentimento – mas não é sentimental. Muito menos piegas. Não tem um olhar religioso ou vingativo. É tão somente um testemunho e, por isso mesmo, mais contundente.
Narra o encontro de Wiesel, aos 15 anos, com o mal na forma mais absoluta. Do momento em que sua família é arrancada de casa até o instante em que, libertado de Buchenwald, ele enfim olha no espelho pela primeira vez em meses. “Das profundezas do espelho, um cadáver olhou de volta para mim”, diz. “O olhar nos seus olhos, enquanto olhavam os meus, nunca me deixou.”
Dos quatro filhos da família Wiesel, Eliezer era o único menino. Na aldeia judaica de Sighet, passa seu tempo entre estudos rabínicos e as conversas com o zelador da sinagoga(E), que lhe dá acesso ao estudo da cabala, então proibido a quem tivesse menos de 30 anos. O zelador some, levado pelos nazistas. Por milagre, escapa dos campos e volta à aldeia, onde relata o extermínio. Ninguém acredita nele. Pensam que está louco. Pouco depois, os alemães segregam os judeus em dois guetos. A família Wiesel embarca então no trem da morte. Ao chegar ao complexo de Auschwitz Birkenau, na Polônia ocupada, a mãe e a irmã de 7 anos são separadas. As duas vão direto para as câmaras de gás (outras duas irmãs se salvariam). Pai e filho escapam, na seleção comandada pelo facínora Josef Mengele. São enviados ao campo de trabalho de Buna, onde sobrevivem a uma rotina de fome, tortura, doença e escravidão. Com a aproximação das trop as soviéticas, são levados numa marcha forçada de centenas de quilômetros. A maioria morre de exaustão. Na chegada a Buchenwald, o pai de Wiesel está doente, à beira da morte. O filho faz de tudo para tentar acudi acudi-lo(C). Também exausto, acaba por largá-lo. Na noite fatídica, 29 de janeiro de 1945, Shlomo Wiesel é levado ao forno crematório.
Dez anos se passariam até que Elie entendesse a única coisa que poderia dar sentido a sua vida depois: prestar testemunho; manter viva a memória. Silêncio e indiferença diante do mal, dizia, são um pecado maior. Sua voz se tornou, desde então, “a consciência da humanidade” e se fez ouvir por toda parte onde os mesmos crimes voltavam a ser cometidos – da Bósnia ao Camboja, de Ruanda a Darfur. Era a mesma voz daquele menino que, diante do mal absoluto, soube encontrar as palavras mais belas e pungentes: “Nunca esquecerei aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou minha vida numa longa noite, sete vezes maldita e sete vezes selada. Nunca esquecerei aquela fumaça(A). Nunca esquecerei os pequenos rostos das crianças, cujos corpos vi tornados em coroas de fumaça sob um céu azul em silêncio. Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca esquecerei o silêncio noturno que me despojou, por toda a eternidade, do desejo de viver. Nunca esquecerei aqueles momentos que assassinaram meu Deus e minh’alma e transformaram meus sonhos em pó. Nunca esquecerei isso, mesmo que seja condenado a viver tanto quanto o próprio Deus.
Nunca”.
Adaptado: http://epoca.globo.com/colunas colunas-e-
blogs/helio helio-gurovitz/noticia/2016/07/nunca nunca-esquecereiesquecerei-aquelaaquela-noite.html , acesso em 10 de jul, de 2016.
Marque a ÚNICA alternativa em que os sintagmas sublinhados não exercem a função sintática de adjunto adverbial:
 

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2516470 Ano: 2016
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
Verônica, nesta época de crise, precisou de um empréstimo e sua irmã lhe socorreu, mas Verônica se comprometeu a pagar juros, pois acha justo com a irmã. Combinaram que os R$ 600,00 que lhe foi emprestado seriam pagos 3 meses depois a juros de 5% ao mês na modalidade de juro simples. Qual o valor pago por Verônica após os três meses?
 

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2515964 Ano: 2016
Disciplina: Arquivologia
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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A arquivologia é a ciência que estuda teorias e métodos de organização e tratamento de documentos, e sua conversão em potencial de informação. Assim, são funções do arquivamento:
I - Recolher e ordenar todos os documentos que circulam na instituição e/ou organização.
II - Garantir o fluxo dos pedidos de documentos provenientes dos diversos órgãos da instituição e/ou organização.
III - Arquivar os documentos, visando a recuperação da informação.
IV - Conservar e assegurar a integridade dos documentos, evitando danos que possam ocasionar a sua perda.
V - Eliminar os documentos imprescindíveis à organização.
Após analisar as assertivas sobre as funções do arquivamento, pode pode-se afirmar como CORRETO:
 

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2515946 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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A sigla ICMBi o, significa:
 

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2515516 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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"Nunca esquecerei aquela noite…"
A noite, de Elie Wiesel, é um dos mais
populares relatos da barbárie nazista
HELIO GUROVITZ
10/07/2016 10h00 - Atualizado 10/07 /2016 10h00
Diante dos limites da linguagem para lidar com o horror, vários escritores sobreviventes do nazismo escolheram o suicídio. O poeta Paul Célan se lançou no Rio Sena. O psicólogo Bruno Bettelheim se asfixiou com um saco plástico. O escritor Primo Levi morreu ao cair – não por acidente, segundo a polícia – da escadaria de seu prédio em Turim. Elie Wiesel não. Morreu de causas naturais aos 87 anos, na semana passada. Mas não foi indiferente ao tormento. Consumido pela culpa de não ter salvado o pai no campo de Buchenwald, ficou anos em silêncio. Foi o escritor francês François Mauriac quem o convenceu a escrever. “Aquele olhar, como de um Lázaro levantado dos mortos, mas ainda prisioneiro nos confins sombrios por onde vagara, tropeçando entre os cadáveres da vergonha”, escreveu Mauriac sobre o primeiro encontro com Wiesel. “E eu, que acredito que Deus é amor, que resposta poderia dar ao jovem questionador, cujos olhos escuros ainda traziam o reflexo daquela tristeza angélica (…)?” Depois da conversa com Mauriac, Wiesel escreveu, compulsivamente, algo como 800 páginas em iídiche, idioma materno seu e da maioria dos judeus exterminados. O livro resultante, Un di velt hot geshvign (E o mundo silenciou ), não saiu na íntegra. Com uma fração do tamanho original, foi publicado em francês em 1958, sob o título La nuit (A noite noite).
A noite, de Elie Wiesel é o livro da semana
Entre as quase 60 obras que Wiesel produziu, A noite é a mais conhecida. Tornou Tornou-se um dos mais populares relatos da barbárie nazista, ao lado do Diário de Anne Frank e de É isso um homem?, de Primo Levi. Não fez sucesso no lançamento, nem mesmo depois de traduzido para o inglês, em 1960. Foi conquistando o público nos anos 1960 e 1970. Em 2006, voltou à lista de mais vendidos, escolhido pelo clube do livro da apresentadora Oprah Winfrey. A noite foi escrito com alta carga de sentimento – mas não é sentimental. Muito menos piegas. Não tem um olhar religioso ou vingativo. É tão somente um testemunho e, por isso mesmo, mais contundente.
Narra o encontro de Wiesel, aos 15 anos, com o mal na forma mais absoluta. Do momento em que sua família é arrancada de casa até o instante em que, libertado de Buchenwald, ele enfim olha no espelho pela primeira vez em meses. “Das profundezas do espelho, um cadáver olhou de volta para mim”, diz. “O olhar nos seus olhos, enquanto olhavam os meus, nunca me deixou.”
Dos quatro filhos da família Wiesel, Eliezer era o único menino. Na aldeia judaica de Sighet, passa seu tempo entre estudos rabínicos e as conversas com o zelador da sinagoga, que lhe dá acesso ao estudo da cabala, então proibido a quem tivesse menos de 30 anos. O zelador some, levado pelos nazistas. Por milagre, escapa dos campos e volta à aldeia, onde relata o extermínio. Ninguém acredita nele. Pensam que está louco. Pouco depois, os alemães segregam os judeus em dois guetos. A família Wiesel embarca então no trem da morte. Ao chegar ao complexo de Auschwitz Birkenau, na Polônia ocupada, a mãe e a irmã de 7 anos são separadas. As duas vão direto para as câmaras de gás (outras duas irmãs se salvariam). Pai e filho escapam, na seleção comandada pelo facínora Josef Mengele. São enviados ao campo de trabalho de Buna, onde sobrevivem a uma rotina de fome, tortura, doença e escravidão. Com a aproximação das trop as soviéticas, são levados numa marcha forçada de centenas de quilômetros. A maioria morre de exaustão. Na chegada a Buchenwald, o pai de Wiesel está doente, à beira da morte. O filho faz de tudo para tentar acudi acudi-lo. Também exausto, acaba por largá-lo. Na noite fatídica, 29 de janeiro de 1945, Shlomo Wiesel é levado ao forno crematório.
Dez anos se passariam até que Elie entendesse a única coisa que poderia dar sentido a sua vida depois: prestar testemunho; manter viva a memória. Silêncio e indiferença diante do mal, dizia, são um pecado maior. Sua voz se tornou, desde então, “a consciência da humanidade” e se fez ouvir por toda parte onde os mesmos crimes voltavam a ser cometidos – da Bósnia ao Camboja, de Ruanda a Darfur. Era a mesma voz daquele menino que, diante do mal absoluto, soube encontrar as palavras mais belas e pungentes: “Nunca esquecerei aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou minha vida numa longa noite, sete vezes maldita e sete vezes selada. Nunca esquecerei aquela fumaça. Nunca esquecerei os pequenos rostos das crianças, cujos corpos vi tornados em coroas de fumaça sob um céu azul em silêncio. Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca esquecerei o silêncio noturno que me despojou, por toda a eternidade, do desejo de viver. Nunca esquecerei aqueles momentos que assassinaram meu Deus e minh’alma e transformaram meus sonhos em pó. Nunca esquecerei isso, mesmo que seja condenado a viver tanto quanto o próprio Deus.
Nunca”.
Adaptado: http://epoca.globo.com/colunas colunas-e-
blogs/helio helio-gurovitz/noticia/2016/07/nunca nunca-esquecereiesquecerei-aquelaaquela-noite.html , acesso em 10 de jul, de 2016.
No período abaixo, os verbos classificam-se, quanto à regência, respectivamente como:
Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre.
 

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2515487 Ano: 2016
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
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As relações interpessoais desenvolvem desenvolvem-se em decorrência do processo de interação. Em situações de trabalho, compartilhadas por duas ou mais pessoas, há atividades predeterminadas a serem executadas bem como interações e sentimentos recomendados. Consideram Consideram-se posturas que favorecem o relacionamento interpessoal nas organizações, EXCETO:
 

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2515330 Ano: 2016
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: AME Apucarana
O uso de produtos de limpeza deve ser feito com cuidado, é recomendável sempre a leitura das instruções dos rótulos para se evitar acidentes. Que produtos abaixo NÃO devem ser misturados pelo fato de gerarem gazes tóxicos quando manipulados em locais fechados?
 

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