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Foram encontradas 492 questões.

2473454 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Caso alguém pergunte, em um futuro distante, qual terá sido o meio de expressão de maior impacto da era moderna, a resposta será quase unânime: o cinematógrafo. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, o cinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento, seja como fonte de divulgação cultural de todos os povos do globo.

O cinematógrafo aportou no Brasil com Affonso Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio de Janeiro e tornou-se nosso primeiro cineasta, em 1898. Um imenso mercado de entretenimento foi montado em torno da capital federal no início do século XX, quando centenas de pequenos filmes foram produzidos e exibidos para plateias urbanas que, em franco crescimento, demandavam lazer e diversão.

Nos anos 30, iniciou-se a era do cinema falado. Já então, o pioneiro cinema nacional concorria com o forte esquema de distribuição norte americano, em uma disputa que se estende até os nossos dias. A criação do estúdio Vera Cruz, no final da década de 40, representou o desejo de diretores que, influenciados pelo requinte das produções estrangeiras, procuravam realizar um tipo de cinema mais sofisticado.

A reação ao cinema da Vera Cruz representou o movimento que divulgou o cinema nacional para o mundo inteiro: o Cinema Novo. No início da década de 60, um grupo de jovens cineastas começou a realizar uma série de filmes imbuídos de forte temática social. Entre eles, Glauber Rocha, cineasta baiano e símbolo do Cinema Novo. Diretor de filmes como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968), Glauber tornou-se uma figura conhecida no meio cultural brasileiro, tendo redigido manifestos e artigos na imprensa, rejeitado o cinema popular das chanchadas e defendido uma arte revolucionária que promovesse verdadeira transformação social e política.

História do cinema brasileiro. Internet: <http://dc.itamaraty.gov.br> (com adaptações).

No que se refere às ideias do texto acima e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

O Cinema Novo surgiu como um movimento de oposição ao tipo de filme produzido pelo estúdio Vera Cruz, cuja temática era voltada para as elites.

 

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2473453 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

A substituição do vocábulo “onde” por em que manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.

 

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2473452 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

Mantendo-se a correção gramatical do texto, no último período do primeiro parágrafo, o pronome “lhe” poderia ser deslocado para logo depois das formas verbais “importam”, “possibilitam” e “passa”, escrevendo-se importam-lhe, possibilitam-lhe e passa-lhe, respectivamente.

 

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2473451 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

A forma verbal “importam” foi empregada no plural por concordar com “o homem moderno”, expressão de sentido coletivo a que se refere o sujeito da oração em que essa forma verbal ocorre.

 

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2473450 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

Os pronomes “ele”, “sua” e “o” referem-se ao termo “espectador”, com o qual estabelecem uma cadeia coesiva.

 

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2473449 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

Seriam mantidos o sentido original do texto e sua correção gramatical caso o período “O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz” fosse reescrito do seguinte modo: O cinema ideal seria aquele onde não houvessem pontos de luz.

 

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2473448 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue se o item subsequente.

O homem moderno que não vive em ambiente urbano e o que vive nesse ambiente são afetados psicologicamente pelo cinema de maneiras distintas.

 

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2473447 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue se o item subsequente.

A exclusão da realidade trivial da vida corrente faz parte da experiência vivida pelo espectador de cinema.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2473445 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

Texto para o item

Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue se o item subsequente.

Conforme o texto, o cinema ideal não pode existir no mundo real, já que a colocação de letreiros luminosos de emergência e saída é obrigatória, nesses ambientes, por questões de segurança.

 

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2473444 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANCINE

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Quando o homem moderno, particularmente o habitante da cidade, deixa a luz natural do dia ou a luz artificial da noite e entra no cinema, opera-se em sua consciência uma mudança psicológica crucial. Do ponto de vista subjetivo, na maioria dos casos, ele vai ao cinema em busca de distração, entretenimento, talvez até instrução, por um bom par de horas. Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.

Um dos principais aspectos desse ato corriqueiro, que se chama situação cinema, é o isolamento mais completo possível do mundo exterior e de suas fontes de perturbação visual e auditiva. O cinema ideal seria aquele onde não houvesse absolutamente nenhum ponto de luz (tais como letreiros luminosos de emergência e saída etc.) fora da própria tela e onde, fora a trilha sonora do filme, não pudessem penetrar nem mesmo os mínimos ruídos. A eliminação radical de todo e qualquer distúrbio visual e auditivo não relacionado com o filme justifica-se pelo fato de que apenas na completa escuridão podem-se obter os melhores resultados na exibição do filme. A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica. Daí é inevitável a conclusão de que a fuga voluntária da realidade cotidiana é uma característica essencial da situação cinema.

Hugo Mauerhofer. A psicologia da experiência cinematográfica.

In: Ismail Xavier. A experiência do cinema. RJ: Graal, 1983, p. 375-6 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue se o item subsequente.

O indivíduo que vai ao cinema o faz em busca de isolamento, distração, entretenimento e(ou) instrução.

 

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