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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O termo "consequências deletérias" (L.36-37) significa resultados que não podem ser apagados, alterados.
 

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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

A expressão "Para tanto" (L.29) retoma as ideias apresentadas no trecho "um planejamento (...) sociedade civil" (L.24-28).
 

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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

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Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O emprego de "Até" (L.21) contribui para reforçar o argumento apresentado pelo autor na defesa de suas ideias, mas a retirada desse termo não acarretaria prejuízo à correção gramatical do trecho em questão.
 

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que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




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Com relação às ideias do texto, julgue os itens do 1 ao 5.

Embora o texto apresente passagens que denotam imparcialidade do autor, determinadas escolhas vocabulares feitas por ele vão de encontro a essa imparcialidade.
 

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A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

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simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




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Com relação às ideias do texto, julgue os itens do 1 ao 5.

A conservação ambiental e as desigualdades sociais são matérias cuja relevância se encontra no mesmo nível nos dias atuais.
 

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A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O emprego do sinal indicativo de crase na expressão "à espera" (L.43) é obrigatório; portanto, sua retirada acarretaria prejuízo ao sentido do texto.
 

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que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

A supressão da preposição antes dos vocábulos "antecipação" (L.4) e "voluntarismo" (L.5), com a manutenção dos artigos definidos, não acarretaria prejuízo sintático ao texto.
 

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humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O vocábulo "baseada" (L.17) faz referência aos termos "implosão" (L.16) e "contrarreforma" (L.17), mas concorda apenas com o último.
 

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parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O sentido da expressão "mal das pernas" (L.19-20), característica da oralidade, seria prejudicado caso se substituísse "mal" por mau.
 

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829269 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Considerando que um capital seja investido à taxa de 10% ao ano, julgue o item que segue, tomando 1,04 e 0,3 como valores aproximados de log1011 e log102, respectivamente.

No regime de capitalização composta, esse capital dobrará de valor em menos de 8 anos.

 

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