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Foram encontradas 179 questões.

972458 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev
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enunciado 972458-1

A principal crítica apresentada no texto é a de que
 

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972457 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev
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Operários cruzam os braços por melhores condições de trabalho

Centenas de operários que trabalham na obra de ampliação do aeroporto de Vitória paralisaram as atividades nesta segunda-feira (29). Eles reivindicaram melhores condições de trabalho. Além da troca do restaurante que serve aos trabalhadores, eles pediram o fim da dupla função, auxílio periculosidade para eletricistas e o pagamento da rescisão de contrato por uma empresa que saiu do consórcio. Os operários também pediram reajuste salarial. Todas as reivindicações foram atendidas e a obra não corre risco de novas paralisações.

O estopim para o movimento foi na última semana, quando dezenas de funcionários teriam passado mal com a comida do restaurante. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado (Sintracost), Paulo Peres, a principal exigência foi a substituição do fornecedor da alimentação. “Semana passada teve um dia em que 70 operários passaram mal por causa da alimentação e foram hospitalizados. Mas isso não é de hoje, tem seis meses que os trabalhadores reclamam da qualidade da alimentação”, disse.

Na manhã desta terça-feira (30), os operários realizaram uma assembleia. O consórcio da obra atendeu as reivindicações, além de conceder um aumento de 6%, de acordo com o sindicato. Nenhum trabalhador quis comentar o assunto.

O diretor-presidente do consórcio JL, João Luiz Félix, responsável pelas obras no Aeroporto de Vitória, informou que todas as questões foram resolvidas com a ideia de não haver discussões e, consequentemente, atrasos na ampliação da estrutura do terminal aéreo. Ele acrescentou que no total são 1.350 pessoas trabalhando no canteiro de obras, entre operários, engenheiros e funcionários dos setores administrativos. DIAS, Kaique. Operários cruzam os braços por melhores condições de trabalho.

Disponível em:<http://www.gazetaonline.com.br/cbn_ vitoria/reportagens /2017/05/operarios-cruzam-os-bracospor-melhores-condicoes-de-trabalho-1014060665.html> . Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).

No terceiro parágrafo, o autor afirma que os trabalhadores não quiserem comentar o assunto. Depreende-se, da leitura do texto, que isso ocorreu, provavelmente, porque eles
 

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972456 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev

Leia o texto a seguir para responder à questão.

enunciado 972456-1

Disponível em: <https://mariajoaoredatora.wordpress.com/>. Acesso em: 20 jan. 2018.
No trecho “Crianças com menos de 16 anos trabalhando na rua não é brincadeira”, o efeito de sentido foi construído explorando, principalmente, o recurso da
 

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972455 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev
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Recentemente pesquisei diversas situações de trabalho escravo, principalmente em Minas Gerais. Não vi nenhuma situação de caracterização de trabalho escravo por ausência de CTPS, ou por atos isolados como mencionados pelo autor, dormir em rede e comer mandioca. Pelo contrário, vi situações em que as más condições de trabalho eram inúmeras e diversas. O fato de um trabalhador do norte do país não ter água potável em casa, não justifica o fato de que, trazido para o Sudeste do país sob a falsa promessa de trabalho de forma a sustentar a família que permanece na cidade de origem, seja submetido às mesmas ou piores condições que estava sujeito em casa. A fiscalização do trabalho é feita por agentes capacitados, tem o respaldo do Ministério Público do Trabalho, não sendo realizada por qualquer indivíduo que classifica as condições de trabalho como análoga à escravidão por bel-prazer. Não concordo com a opinião do autor, que carece de vivência prática.

FERNANDES, Ana Paula, A dicotomia do trabalho escravo. Disponível em:<http://www.migalhas.com.br/Leitores/268224> . Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado).

A alternativa em que a acentuação de todas as palavras se justifica pela mesma regra é:
 

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972454 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Trabalho infantil


Há muita gente conceituada que é a favor do trabalho infantil, principalmente os mais velhos, pois ainda vivem o saudosismo, sem perceber que o mundo mudou e as relações humanas e de trabalho também. Recentemente, um vereador na Câmara Municipal de Birigüi manifestou-se favoravelmente em discurso feito da tribuna.
Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade de 14 anos. O trabalho infantil é proibido por lei. As formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil também constituem crime. O programa Bolsa-Família é uma tentativa de diminuir o número de crianças em idade escolar que estejam fora da escola.
É comum em países subdesenvolvidos o trabalho infantil. A maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Por isso os programas sociais que unem o auxílio com alimentação e a obrigação de presença escolar são importantes.
Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, não é hábito dos juízes puni-los. A ação da justiça aplica-se mais a quem contrata menores. Essa postura do Judiciário precisa mudar.
O trabalho apresenta duas consequências funestas. A primeira parece menos sentida porque tem apenas consequências psíquicas. A pessoa que começa a trabalhar muito cedo tem a sua infância roubada, quando adulto, tornase uma pessoa despreparada para o lazer, na maioria das vezes, pois só sabe trabalhar. É o conhecido workaholic. A outra consequência apresenta efeito mais visível, porque é comum o trabalho deixar o adolescente ou a criança estressada e não ir à escola. Assim, a sociedade estará produzindo mais um trabalhador de mão-de-obra não qualificada, um futuro brasileiro de baixa renda ou desempregado.
Antigamente, um jovem não precisava se preparar tanto para se inserir no mercado de trabalho, pois a sociedade era mais rural. Hoje, o mercado está cada vez mais exigente, por isso se faz necessário estudar, se possível, adentrar os portais da universidade.
Se a criança começar a trabalhar muito cedo e abandonar a escola, será um desastre. A criança e o adolescente são o nosso futuro, cuidar deles é nossa obrigação.
FOLHA DA REGIÃO. Araçatuba, 24/01/2018. Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/2.633/editorial-trabalho-infantil-1.92332>. Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado).
Com relação ao gênero, o texto apresenta características que o classificam como
 

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972453 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Trabalho infantil


Há muita gente conceituada que é a favor do trabalho infantil, principalmente os mais velhos, pois ainda vivem o saudosismo, sem perceber que o mundo mudou e as relações humanas e de trabalho também. Recentemente, um vereador na Câmara Municipal de Birigüi manifestou-se favoravelmente em discurso feito da tribuna.
Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade de 14 anos. O trabalho infantil é proibido por lei. As formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil também constituem crime. O programa Bolsa-Família é uma tentativa de diminuir o número de crianças em idade escolar que estejam fora da escola.
É comum em países subdesenvolvidos o trabalho infantil. A maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Por isso os programas sociais que unem o auxílio com alimentação e a obrigação de presença escolar são importantes.
Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, não é hábito dos juízes puni-los. A ação da justiça aplica-se mais a quem contrata menores. Essa postura do Judiciário precisa mudar.
O trabalho apresenta duas consequências funestas. A primeira parece menos sentida porque tem apenas consequências psíquicas. A pessoa que começa a trabalhar muito cedo tem a sua infância roubada, quando adulto, tornase uma pessoa despreparada para o lazer, na maioria das vezes, pois só sabe trabalhar. É o conhecido workaholic. A outra consequência apresenta efeito mais visível, porque é comum o trabalho deixar o adolescente ou a criança estressada e não ir à escola. Assim, a sociedade estará produzindo mais um trabalhador de mão-de-obra não qualificada, um futuro brasileiro de baixa renda ou desempregado.
Antigamente, um jovem não precisava se preparar tanto para se inserir no mercado de trabalho, pois a sociedade era mais rural. Hoje, o mercado está cada vez mais exigente, por isso se faz necessário estudar, se possível, adentrar os portais da universidade.
Se a criança começar a trabalhar muito cedo e abandonar a escola, será um desastre. A criança e o adolescente são o nosso futuro, cuidar deles é nossa obrigação.
FOLHA DA REGIÃO. Araçatuba, 24/01/2018. Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/2.633/editorial-trabalho-infantil-1.92332>. Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado).
O texto apresenta uma série de argumentos e informações em defesa de uma tese. A tese defendida é a de que
 

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972452 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev
Texto 1
O muro de Berlin visto de baixo
Uma balada do poeta alemão Theodor Fontane (1819-1898) narra a história de um velho e generoso nobre, o sr. von Ribbeck. No pomar de von Ribbeck, na cidade de Ribbeck, havia uma pereira frondosa, cujos frutos maduros ele distribuía às crianças pobres, no outono. Dizem os versos de Fontane que o previdente velho, cujo herdeiro era um avaro, antes de morrer pediu para ser enterrado junto com uma pera.
O filho, conforme o velho von Ribbeck imaginara, deixou de distribuir as frutas do pomar, mas três anos depois da sua morte, a pera que com ele descera ao túmulo germinou para se transformar numa árvore, em meio ao cemitério. Os meninos e as meninas pobres, então, passaram a colher as frutas desta pereira mítica, ouvindo os sussurros fantasmagóricos do finado.
A balada de Fontane foi o pretexto para o surgimento de um verdadeiro culto às pereiras em Ribbeck, a 40 km de distância de Berlim, no território da ex-Alemanha Oriental. Em 1990, depois da queda do Muro de Berlim, uma caravana de abastados alemães-ocidentais pôs-se a caminho da cidadezinha.
A bordo de seus reluzentes e possantes automóveis, que provocavam olhares arregalados nos camponeses locais, levavam uma muda de pereira para plantar na cidade. E como a provar que sua generosidade não se destinava, como a do velho nobre da balada de Fontane, só ao futuro, levavam também, para consumo imediato, centenas de litros de cerveja e sopa de ervilhas, quilos de salsichas, centenas de canetas esferográficas, e – por que não? – caixas e mais caixas de aguardente de pera, para distribuir aos camponeses pobres do Leste.
O momento de encontro entre os generosos e consumistas ocidentais e os orientais endurecidos pelas décadas de opressão do regime comunista é o pretexto para o escritor alemão Friedrich Christian Delius colocar-se na pele de um camponês de Ribbeck.
“As Peras de Ribbeck'', que acaba de ser lançado em versão portuguesa, é um longo monólogo anônimo. maneira do poema de Fontane (que está na primeira página do livro), é também uma longa balada – só que em prosa. De um só fôlego vão se desenrolando, como numa anamnese psicanalítica, os infindáveis ciclos de opressão e de sofrimento a que este personagem anônimo, seus familiares, vizinhos e antepassados foram sujeitos ao longo dos últimos séculos.
O texto tem a monotonia das liturgias e o poder sugestivo do discurso oral. Da opressão feudal à guerra franco-prussiana; da invasão sueca à ascensão de Hitler; da vitória dos russos sobre o nazismo à implantação do comunismo alemão-oriental, e deste à chegada dos abastados irmãos do Oeste, são gerações de vítimas que desfilam, num dramático, porém sincero, rio de lamúrias.
Com tal passado nas costas, não espanta que as generosas oferendas dos ocidentais e as benesses prometidas pela sociedade de consumo sejam recebidas com grande desconfiança. E não surpreende que o personagem anônimo não possa conceber seu futuro senão como uma continuação da desastrosa sequência de sofrimentos das gerações passadas. Ao colocar monólogo na boca de um ''eu'' coletivo, polifônico, Delius retoma um recurso já usado pelos trágicos gregos: o coro, que tradicionalmente representa a voz do bom senso, da moderação, a vox populi.
O livro chega ao leitor brasileiro com atraso, quando muito do impacto dos acontecimentos nele registrados já se perdeu. Mas é uma obra literária que se autossustenta e não depende de “reforços'' externos. Vem numa tradução de primeira qualidade, que proporciona ao leitor de língua portuguesa um excelente contato com a nova literatura alemã.
KRAUSZ, LUIS S. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs020329.htm>.
Acesso em: 20 jan. 2018.
Que fato confirma a qualificação de o sr. von Ribbeck como um homem previdente?
 

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972451 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O triste aumento do trabalho infantil no Brasil

Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de crianças economicamente ativas é 20% menor do que o registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas, quando elas estiverem mais velhas, também podem promover o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado na segunda-feira, 12, em todo o mundo. A data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação”, disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016. Entre as formas mais graves descritas na Convenção Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.
“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar a prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal", declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a meta de erradicação das piores formas foi reagendada para 2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015, quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução apontada pelo IBGE em 2015.
Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-triste-aumento-do-trabalho-infantilno-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).
No terceiro parágrafo, que trata dos dados do censo do IBGE sobre o trabalho infantil na faixa etária dos 5 aos 9 anos, a relação estabelecida entre os resultados da pesquisa de 2015 e os que poderão ser mostrados na próxima é de:
 

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972450 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O triste aumento do trabalho infantil no Brasil

Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de crianças economicamente ativas é 20% menor do que o registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas, quando elas estiverem mais velhas, também podem promover o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado na segunda-feira, 12, em todo o mundo. A data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação”, disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016. Entre as formas mais graves descritas na Convenção Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.
“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar a prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal", declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a meta de erradicação das piores formas foi reagendada para 2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015, quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução apontada pelo IBGE em 2015.
Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-triste-aumento-do-trabalho-infantilno-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).
Nas citações diretas do discurso da socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), Isa Oliveira, no sétimo parágrafo, há o predomínio do registro de uma linguagem
 

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972449 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: AparecidaPrev
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enunciado 972449-1

Há elementos no texto que lhe conferem tom de informalidade. Linguisticamente, essa informalidade se materializa, principalmente, pelo emprego
 

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