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2568344 Ano: 2021
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Na redação oficial, é necessário atenção para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto. Nesse sentido, avalie o fragmento de texto abaixo e as afirmações subsequentes em relação ao uso dos pronomes de tratamento, considerando que o documento está endereçado ao Presidente da República.

Brasília, 04 de janeiro de 2021.

Nosso Caríssimo Presidente da República,

Submetemos à consideração de Vossa Senhoria a proposta de Documento que tem por objetivo efetivar as ações federais destinadas a entidades filantrópicas e sem fins lucrativos que fazem parte dos atuais ministérios.

[...]

I. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o vocativo está incorretamente utilizado; devendo ser ‘Excelentíssimo Senhor Presidente da República’.

II. O pronome de tratamento indicado em negrito deveria ser substituído por ‘Sua Excelentíssima Autoridade’, visando à correção do texto, conforme preconiza o Manual de Redação da Presidência da República.

III. Tanto o vocativo quanto o pronome de tratamento utilizado no corpo do texto estão adequados ao destinatário, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República.

Quais estão corretas?

 

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2568343 Ano: 2021
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Em relação à redação oficial, avalie as afirmações que seguem:

I. Na redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou aquele/aquela Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o destinatário dessa comunicação é o público, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo ou dos outros Poderes.

II. A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e nos expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos e entidades públicos, o que só é alcançado se, em sua elaboração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade.

III. A redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público e Privado redigem comunicações oficiais e particulares, além de atos normativos. Deve ser utilizada tanto pela administração pública quanto pela privada. A redação oficial é árida e atrelada à construção da língua no que tange a aspectos gramaticais. É inerente a ela comunicar com a imposição de parâmetros fixos, adequados ao uso que se faz da língua em qualquer situação de comunicação, de forma que não seja necessário adequação ao público a que se refira ou à situação de comunicação.

Quais estão corretas?

 

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2568342 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Na frase: ‘os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.’, retirada do texto, caso passássemos a palavra ‘jovens’ para o singular, quantas outras alterações deveriam obrigatoriamente ser feitas para manter a correção do período?

 

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2568341 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei ... conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam ... morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir ... série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e ... substituição, e ... vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

As lacunas pontilhadas e hachuradas, visando à correção do texto, devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

 

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2568340 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos [III] e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Em relação à frase: ‘Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção’, afirma-se que:

I. ‘Quem for diferente da sua tribo’ exerce a função de sujeito da forma verbal ‘parecerá’; é, pois, uma oração subordinada subjetiva.

II. ‘Quem’ é um pronome indefinido, exercendo a função de sujeito indeterminado.

III. ‘lhes’ funciona como objeto direto e se refere a ‘os caquéticos’, termo citado no sexto parágrafo.

Quais estão corretas?

 

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2568339 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Na Língua Portuguesa, muitos vocábulos têm mais letras que fonemas, visto que, em sua estrutura, ocorrem dígrafos. Dentre as palavras abaixo, retiradas do texto, assinale a única que possui dois dígrafos.

 

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2568338 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos [I] e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns [I] beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar [II] com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça [III] usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça [III]” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos [I] e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Avalie as assertivas a seguir, relativas a determinados vocábulos utilizados no texto.

I. ‘caquéticos’ tem o mesmo significado que ‘matusaléns’, podendo um vocábulo ser utilizado em lugar do outro sem causar incorreção aos momentos do texto em que ocorrem.

II. O vocábulo ‘avexar’ poderia ser substituído por ‘sujeitar’, mantendo-se o mesmo sentido e a correção gramatical.

III. A expressão ‘à beça’, utilizada no quinto parágrafo, significa em grande quantidade, podendo ser substituída, correta e adequadamente, por ‘à farta’.

Quais estão corretas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
2568337 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando [I] comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém [II] fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se [III] a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Avalie as afirmações que seguem sobre os conectores destacados em negrito ao longo do texto.

I. A conjunção ‘quando’ introduz ideia de tempo, podendo ser substituída por ‘conquanto’, sem que haja alteração na relação de sentido estabelecida no período.

II. No último parágrafo, ‘porém’, sem que haja alteração de sentido no período, pode ser substituída por ‘entretanto’.

III. A palavra ‘se’ exprime conformidade, podendo ser substituída por ‘porque’.

Quais estão corretas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
2568336 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Modernidade de ocasião

Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa ......... meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão ......... se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês ........ vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde quisermos e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Considerando o uso dos pronomes relativos e os aspectos próprios da regência, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2568335 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Por M. Medeiros

Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos , os jovens reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio.

Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico. Aliás, naquela época não se dizia “que mico”. Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o “tio” e a “tia” jogando a cabeça para e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.

É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo “tipo” em vez de “como”.

Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela grandona, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.

Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês cujo vocábulo equivalente está disponível em nosso dicionário. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um “à beça” do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre esse assunto.

Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti mais cinco minutos sobre a questão e me deparei com a conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos cruéis, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente umas às outras.

Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e às vezes até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é nós na pista, jogando a cabeça para onde e os braços para o alto, pensem o que pensarem.

(Texto especialmente adaptado para esta prova).

Assinale a alternativa cujos vocábulos preenchem, correta e adequadamente, as lacunas tracejadas.

 

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