A descrição da “chegada do nosso sagrado no Museu da República”, por Mãe Meninazinha de Oxum et al., é um texto que trata da “Coleção Nosso Sagrado” como símbolo de resistência e da identidade nacional brasileira. Os objetos dessa Coleção refletem a diversidade de cultos de matriz africana praticados no Rio de Janeiro, a partir da experiencia diaspórica. Entre tantas possibilidades, torna-se instigante pensar também o próprio campo do Patrimônio Cultural a partir dessa Coleção. De acordo com a análise dos autores do referido texto, o delicado equilíbrio da gestão deste acervo encontra-se
Na obra Cibercultura, o filósofo Pierre Lévy apresenta
reflexões oportunas para se repensar os caminhos da
humanidade e, em especial, da aprendizagem, com o
advento das tecnologias digitais. No capítulo X, intitulado “A nova relação com o saber”, ressalta que, com
o advento do ciberespaço, o saber se articula à nova
perspectiva de educação, em função das novas formas
de se construir conhecimento.
Assinale a alternativa que apresenta a forma como o pensador francês vê o impacto da Cibercultura e do Ciberespaço nos processos de ensino e aprendizagem.
Waldisa Russio Camargo Guarnieri foi uma professora, museóloga e servidora pública paulista, que iniciou sua atuação no campo das políticas culturais na década de 1960 e se inseriu no campo da museologia na década de 1970, permanecendo nele até seu falecimento em 1990. Dentre os seus vários escritos, destacou a importância dos processos de preservação do patrimônio cultural, ao afirmar que “... preservação do patrimônio cultural é um ato e um fato político e temos que assumi-lo como tal...”. Seguindo os passos dessa importante referência mundial do pensamento museológico, assinale a alternativa correta.
O tema da decolonialidade integra o debate da museologia contemporânea. Presente nos cursos de museologia,
nas curadorias e seminários promovidos por diferentes
Museus brasileiros e latino-americanos, entre eles o
MASP, o pensamento decolonial tem motivado exercícios
de ressignificação de coleções, exposições e ações educativas. Assinale a alternativa que apresenta uma visão
equivocada sobre a decolonialidade.
Em suas reflexões com bases teóricas sobre as estruturas coloniais dos museus, Bruno Brulon afirma que “... os Museus não são feitos só de paredes. Seus objetos são investidos de um discurso encenado por certos atores. Suas vitrines são o resultado de escolhas de outros. Aquilo que materializam é produto de um processo complexo e politicamente determinado que intitulamos teoricamente de musealização. Musealizar é uma forma de construir consenso sobre o valor e sobre a matéria...” Seguindo a linha de análise do professor Bruno Brulon a respeito do processo de musealização, é correto afirmar que é
De acordo com o indígena Suzenalson da Silva Santos,
o Museu Indígena Kanindé (MK) foi criado no Ceará em
1995 pelo seu fundador cacique Sotero, para mostrar o
indígena na sociedade. Desde a sua criação, o museu
dos Kanindé vem chamando atenção, principalmente por
suas atividades realizadas em torno da educação escolar
indígena e em museologia indígena. Assinale a alternativa correta sobre o elemento essencial que este Museu se
tornou após a sua criação pelo cacique Sotero.
Em sua tese de doutorado, intitulada “Museus de Ciências e Tecnologia no Brasil: uma história da museologia
entre as décadas de 1950–1970”, Maria Esther Alvarez
Valente apresenta uma importante contribuição para a
história da museologia brasileira, com foco nos museus
de ciências e tecnologia. Segundo a tese defendida pela
autora, é correto afirmar que a concepção de Museus de
Ciências e Tecnologia adotada é
Em seus textos, o professor Ulpiano Bezerra de Meneses
frequentemente trata de temas cruciais, mas por vezes
marginalizados nas discussões museológicas. Em suas
análises, ele não ignora as tarefas educacionais (que
podem se tornar mera doutrinação), a função estética,
o lúdico, o afetivo, o devaneio, o sonho, a mística da comunicação e da comunhão, a curiosidade, a necessidade
de mera informação nos Museus. Muito menos ignora as
responsabilidades sociais – e políticas – dos museus, especialmente os históricos. Reconhecer essa gama multiforme de possibilidades é recusar o modelo único de
museu, chave da sua natureza e camisa de força. O que
o autor aborda não é a trilha que todo museu histórico
deverá seguir, mas as direções em que ele pode trazer
uma contribuição específica e, portanto, insubstituível.
Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao
tema central dessas discussões.
Camilo de Mello Vasconcellos, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, ressalta em artigo o desenvolvimento do campo museal nos últimos anos e, como possível consequência disso, passamos a presenciar a disputa entre dois reinos no interior das instituições museológicas contemporâneas. Essa disputa, segundo ele, é o resultado de uma visão elitista e hierárquica que ainda persiste nessas instituições. Em seu artigo, o professor se refere ao reino dos
Em relação às exposições museológicas, com base em
Francisca Hernandez, em seu artigo, “El protagonismo
de los visitantes dentro del museo”, assinale a alternativa que corresponda aos modelos definidos pela autora
como participativos.