Foram encontradas 55 questões.
Considerando-se o Estatuto dos Servidores Públicos
Municipais, analise as afirmativas a seguir e identifique a
correta:
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A Lei Orgânica do Município de Brusque, em seu art.24,
afirma que compete à Câmara Municipal, privativamente,
entre outras, as seguintes atribuições:
I.Exercer, com o auxílio do Tribunal de Contas, a fiscalização financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município.
II.Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.
III.Julgar as contas anuais do Município e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.
É correto o que se afirma em:
I.Exercer, com o auxílio do Tribunal de Contas, a fiscalização financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município.
II.Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.
III.Julgar as contas anuais do Município e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.
É correto o que se afirma em:
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Conforme o art. 157, do Estatuto dos Servidores
Públicos Municipais, dentre outros, será considerado
como de exercício o afastamento em virtude de:
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Conforme a Lei Orgânica do Município de Brusque, fica
fixado em __________ o número de Vereadores da
Câmara Municipal de Brusque. O número de habitantes a ser utilizado como base de cálculo para fixação do
número de Vereadores será fornecido mediante certidão
pelo __________.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche a lacuna no excerto:
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche a lacuna no excerto:
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Segundo a Lei Orgânica do Município de Brusque,
analise as asserções a seguir e a relação proposta entre
elas:
I.A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias, solenes e secretas, conforme dispuser o seu Regimento Interno.
AO ENCONTRO DISSO
II.A sessão legislativa ordinária será interrompida com a deliberação do Projeto de Lei Orçamentária.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I.A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias, solenes e secretas, conforme dispuser o seu Regimento Interno.
AO ENCONTRO DISSO
II.A sessão legislativa ordinária será interrompida com a deliberação do Projeto de Lei Orçamentária.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
Embora o autor mencione problemas sociais e ambientais atuais, o foco principal do texto é fornecer uma análise jurídica sobre o Código Florestal brasileiro, buscando uma revisão legislativa sem envolver questões éticas ou debates sobre a relação entre desenvolvimento sustentável e justiça social.
No contexto, o conectivo "embora" estabelece uma relação. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação estabelecida pelo conectivo "embora":
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
"As mudanças climáticas têm provocado alterações significativas no ecossistema e afetam não apenas a biodiversidade, mas também a vida das comunidades que dependem desse ambiente. Ele, por sua vez, se bem conservado, garante a manutenção das atividades econômicas e a saúde humana."
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