Foram encontradas 280 questões.
Considerando os resultados das duas perguntas ("Você acredita que existe machismo no Brasil?" e "Você diria que é uma pessoa machista?"), feitas a 2500 pessoas sobre o machismo no Brasil, analise as alternativas a seguir e assinale a que interpreta os dados corretamente:
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Na tirinha apresentada, o menino diz: "Não se mete, Fê! Isso é papo de homem!" Essa fala revela um comportamento machista. Com base nessa situação, analise as afirmações que seguem considerando a língua portuguesa e a construção linguística que mais contribui para a exclusão de gênero:
I.O uso do verbo "meter-se" no imperativo, direcionado à irmã, em uma construção que limita a fala dela, destaca o papel de autoridade do menino sobre o assunto.
II.A utilização do termo "papo de homem", que desconsidera a irmã como interlocutora válida, reforça a ideia de que discussões sobre certos temas são exclusivas para o gênero masculino.
III.A construção "Não se mete, Fê!" utiliza a negação como estratégia de inclusão de todos na conversa, sem fazer distinção de gênero.
É correto o que se afirma em:
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O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
1."[...] circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental " que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente".
2."Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal".
3." A CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas".
4."Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora".
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre a frase e a figura de linguagem indicada:
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O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
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Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
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com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
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Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
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com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
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Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
I.A exposição de um "contrato de estupro acidental" na imprensa internacional revela como o machismo no futebol pode se manifestar não apenas em comportamentos sociais, mas também na tentativa de institucionalizar a isenção de responsabilidade por crimes graves.
II.O autor sugere que o problema do machismo no futebol se limita ao comportamento de atletas famosos, como Robinho e Daniel Alves, sendo minimamente influenciado pela cultura dos torcedores ou pela omissão de entidades como a CBF.
III.Embora o texto reconheça iniciativas positivas no combate ao machismo, como o protocolo "Fale Agora", o autor enfatiza que campanhas e ações superficiais, sem mudanças culturais e institucionais profundas, são insuficientes para efetivamente combater a violência de gênero no esporte.
IV.A referência ao futebol europeu e às iniciativas de clubes mineiros sugere que o problema do machismo no futebol é universal, mas o texto argumenta que a forma como ele é tratado no Brasil reflete uma negligência específica de entidades esportivas nacionais, como a CBF.
Com base no texto, está correto o que se afirma em:
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com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
1."Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério Público da Suécia que , segundo a imprensa internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian Mbappé".
2."Sua advogada garante a inocência dele".
3."Ainda na Espanha, circulou na imprensa mundial, um 'contrato de estupro acidental' que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo".
4."O documento, além de frágil judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no futebol".
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Questão presente nas seguintes provas
O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
(__)O termo "jogadores de futebol" é um hipônimo de "atletas", já que "atletas" engloba uma categoria mais ampla de pessoas que praticam esportes, enquanto "jogadores de futebol" é uma subdivisão.
(__)A palavra "machismo" pode ser considerada um hipônimo de "violência contra a mulher", uma vez que machismo é um tipo de violência que pode se manifestar de várias formas.
(__)O termo "jogadores" é um hiperônimo de "Robinho" e "Daniel Alves", pois jogadores fazem parte do grupo mais amplo de atletas mencionados no texto.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta:
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