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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
Os textos seguintes tratam de alguns tipos de linguagem e da regência nominal e verbal.
Texto I
“Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.” (Quem tem alergia à matemática?, Marcelo Viana)
Texto II

Disponível em: <https://bichinhosdejardim.com/mundo-melhor-1/>.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os textos.
( ) No Texto II, a linguagem verbal é representada pelas expressões e os movimentos das personagens e a não verbal, por suas falas.
( ) Na oração “...seguiu o conselho...” (Texto I) há um erro de regência, segundo a norma-padrão, pois o certo é escrever “...seguiu ao conselho...”
( ) Nas frases “Hawking, atento ao pedido...” (Texto I) e “...ser útil à humanidade...” (Texto II), os termos grifados exemplificam um caso de regência nominal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80b, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?d
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questãoc. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!a", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
Preencha as lacunas sobre as funções da linguagem.
Na função ou apelativa o receptor é o foco e seu objetivo principal é o de convencê-lo, pois a linguagem está organizada para influenciá-lo e persuadi- lo. Essa função da linguagem utiliza recursos como verbos no imperativo, pontos de exclamação e, também, o , termo que, como o próprio nome indica, serve para evocar, chamar a atenção do interlocutor, seja ele real ou imaginário. No texto de Marcelo Viana, a função conativa está exemplificada em: .
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
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Quem tem alergia à matemática?
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O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!c". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genialb: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3a, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligented: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
As palavras têm sentidos que podem variar, dependendo do contexto em que são empregadas.
A esse respeito, é correto afirmar que a frase transcrita do texto cujas palavras apresentam sentido literal, denotativo é
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Quem tem alergia à matemática?
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O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
No trecho - “Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!” - a frase vem entre parênteses, no contexto, para
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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
Leia os textos seguintes.
Texto I
“Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.” (Quem tem alergia à matemática?, de Marcelo Viana)
Texto II

Disponível em: http://www.willtirando.com.br/anesia-317/.
Avalie o que se afirma sobre aspectos morfossintáticos dos dois textos.
I – Nos dois textos, é facultativa a colocação do pronome átono “me” antes do verbo.
II – No segundo quadrinho da tira, há somente a presença do registro formal da língua.
III – Em “Então dias melhores virão.” (Texto II), o sujeito é simples e o predicado é verbal.
Está correto apenas o que se afirma em
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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
A coesão normalmente se estabelece entre termos, orações, períodos e parágrafos do texto, contribuindo para a sua construção coesa.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Na frase “...64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra!”, o termo grifado expressa a ideia de ressalva.
( ) Em “O outro caso é ainda mais estranho.”, a palavra destacada tem o sentido de concessão, isto é, expressa a ideia de que um fato pode ocorrer, independentemente de outro, que lhe é contrário.
( ) No trecho “A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias...”, o pronome relativo “que” aparece em seguida à expressão “cerveja Miller64” e a retoma, evitando sua repetição no texto.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
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O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
Preencha as lacunas considerando as características do texto de Marcelo Viana. Para defender seu ponto de vista o autor produz um texto cujo propósito fundamental é o de o leitor e fazê-lo refletir sobre o assunto abordado.
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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado
Os dois textos a seguir, de alguma forma, fazem menção à matemática.
Texto I
“O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.” (Quem tem alergia à matemática, de Marcelo Viana)
Texto II
Poesia matemática
Millôr Fernandes
“Às folhas tantas
Do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos romboides, boca trapezoide,
Corpo octogonal, seios esferoides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela
Até que se encontraram
No Infinito.
“Quem és tu?” indagou ele
Com ânsia radical.
“Eu sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
Disponível em: <http://www.algumapoesia.com.br/poesia4/poesianet440. htm>..
Com relação ao ponto de vista expresso em cada um dos textos, avalie o que se afirma a seguir.
I – O Texto I, por não ser estruturado em versos, impossibilita a construção de interpretações acerca do seu conteúdo.
II – O Texto II, de forma criativa e original, estabelece uma relação entre matemática e poesia para contar uma história de amor.
III – Os dois textos, cada um à sua maneira, dialogam com a matemática: o primeiro por aludir a um fato e, o segundo, por recuperar, no poema, termos dessa área do conhecimento.
Está correto apenas o que se afirma em
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O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado.
No trecho “Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos.”, a palavra “alergia” relacionada aos dois casos a que o autor se refere, no texto, diz respeito, fundamentalmente, a
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Quem tem alergia à matemática?
Marcelo Viana*
O famoso cientista Stephen Hawking contava que quando estava escrevendo "Uma Breve História do Tempo" o seu editor lhe fez um aviso: "Não mencione nenhuma fórmula matemática. A cada fórmula, as vendas caem pela metade!". Hawking, atento ao pedido, seguiu o conselho e o livro foi um dos maiores fenômenos de vendas da história da literatura científica.
Há muitos outros exemplos de como "alergia" à matemática pode gerar prejuízos. Um amigo me comunicou dois casos muito curiosos da área de publicidade nos Estados Unidos.
Nos anos 1980, a empresa A&W lançou um novo hambúrguer para competir com o popular quarteirão, do Mcdonalds. O quarteirão pesa 1/4 de libra (cerca de 110 gramas), e a campanha do novo sanduíche enfatizava que, pelo mesmo preço, ele continha 1/3 de libra de carne. Foi um enorme fracasso, porque muita gente achava que 1/3 é menos do que 1/4, já que 3 é menor do que 4. Para que pagar o mesmo por menos carne?
A A&W e seus publicitários pensaram muito e acabaram achando uma solução genial: substituíram o A&W 1/3 pelo novo A&W 3/9, que pesa 3/9 de libra. Nós sabemos que 3/9 é o mesmo que 1/3, claro, mas para muitos compradores parecia muito mais, já que 3 e 9 são números maiores.
O A&W 3/9 foi um sucesso, a ponto de esgotar de vez em quando. Sempre que isso acontecia, a empresa substituía pelo A&W 2/6 (isso mesmo, 2/6 de libra...) sem cobrar nada a mais por isso!
O outro caso é ainda mais estranho. A empresa Miller lançou a cerveja Miller64, que tem apenas 64 calorias, para competir com a líder do segmento de cervejas superleves, a Bud Light Next 80, que tem 80 calorias.
Mas uma pesquisa de mercado mostrou que boa parte dos clientes potenciais achavam que 64 é mais do que 80, logo a nova cerveja seria de fato mais pesada que a outra! Como você resolveria um imbróglio desses, querida leitora, caro leitor?
A solução da Miller foi original e inteligente: contrataram o matemático Ken Ono, da Universidade da Virgínia, para esclarecer a questão. "Eu trabalho em teoria dos números, sou especialista em congruências de partições, formas modulares, e a Hipótese de Riemann. E garanto que 64 é menos do que 80."
"Nós provamos, 64 é menos do que 80!", conclui o comercial com entusiasmo.
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Folha de São Paulo, Folha corrida, 06 abr. 2022, p. B 8. Adaptado.
O recurso argumentativo presente no título do texto e empregado para envolver o leitor denomina-se
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