Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

2204604 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Oh! Minas Gerais
O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.
Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gostoso do mundo.
- Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse uma amiga íntima de longo tempo.
Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que parti.
Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru, Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje mora lá, me ligar e perguntar:
- E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procurando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
- Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo da cama é badacama, conforme for é confórfô, quilo de carne é kidicarne, muito magro é magrilin, atrás da porta é trádaporta, ponto de ônibus é pôndions, litro de leite é lidileiti, massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí.
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras são muito mais curtas.
Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra. Se pisca o amarelo: Prestenção. Quando vem o verde: Podií.
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega também um jeitinho de ser.
A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma capinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e comentou com a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupada querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
- Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante – que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divino que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
- Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito mineiro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria saber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, usou seu modo bem mineiro de ser:
- Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. Sua cama nova é di casal ou di soltero?
ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.
Assinale a alternativa em que o termo em destaque apresenta uma inadequação em relação à regência verbal, com base na norma padrão.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204602 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Para escolher uma boa filmadora de vídeo, é necessário que o FilmMaker conheça quais são os tipos de filmagem que a câmera oferece, os quais definem a qualidade de imagem. Além disso, ele terá que conhecer os formatos de gravação. Dentre esses formatos, qual é o que possui 720 linhas (1280x720p)?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204582 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
As câmeras digitais apresentam configurações equivalentes às das câmeras convencionais em relação à sensibilidade, ou seja, à velocidade do filme. Assim como no filme fotográfico, na câmera digital, quanto maior for a sensibilidade maior é a perda de qualidade. A granulação, no filme fotográfico, é substituída pelo ruído nas câmeras digitais. Então, o ruído, nas câmeras digitais, pode ser notado principalmente em
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204565 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Ao fotografar a curta distância, ou seja, macrofotografia (ou apenas macro) com qualquer sistema que implique o alongamento da objetiva, a luz recebida pelo filme fotográfico é reduzida. Isso significa que quanto maior for o aumento da objetiva maior será o tempo de exposição. Logo, para as câmeras fotográficas sem medição TTL, existem dois sistemas mais comuns para calcular o aumento de exposição. Um desses sistemas de cálculo para saber o quanto será aumentado na exposição é o seguinte:
Enunciado 2676483-1
Então, levando-se em consideração que a distância focal da objetiva é de 200mm e um alongamento de 100mm, qual será o aumento da quantidade de luz que o filme fotográfico terá que receber para que a exposição seja mais correta?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204559 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
O tamanho físico da imagem em megabytes será especificado pelo tipo de arquivo, ou seja, pelo formato. Dentre os formatos mais comuns suportados pelos programas gráficos, o que permite armazenar imagens sem compressão e suporta cores de até 24 bits por pixel é o formato
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204546 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
O Photoshop, muitas vezes, não é o melhor programa para visualizar imagens, pois além de ser pesado, é pago. Na rede, existem vários programas gratuitos para visualização e alguns, ainda, possuem a função de um pequeno editor de imagens. Dentre os programas gratuitos de visualização que também funcionam como pequeno editor de imagens está o
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204530 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Ao fotografar em preto e branco, a cor será registrada em tons de cinza. Assim, em uma cena com folhagens verdes e flores vermelhas, as cores não terão importância. Nesse caso, a cena, as folhagens verdes e as flores vermelhas serão registradas com os mesmos tons de cinza. Para que se possa ter imagens em tons de cinza mais contrastadas, o fotógrafo utiliza o recurso dos filtros fotográficos, que fará perfeitamente a diferenciação dos tons de cinza das folhagens com os tons de cinza das flores. Assim, a fim de que haja a absorção da luz colorida de uma parte do espectro, qual filtro deve ser usado para que os tons de cinza das flores vermelhas fiquem mais claras?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204528 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
Uma das primeiras ponderações que o fotógrafo faz ao escolher uma objetiva é a distância focal, mas isso não deve constituir o único fator a ser considerado importante. Outro fator que se deve levar em conta é a rapidez da objetiva. Assim, ao considerar a rapidez da objetiva, é correto afirmar que ela
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204521 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Oh! Minas Gerais
O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.
Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gostoso do mundo.
- Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse uma amiga íntima de longo tempo.
Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que parti.
Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru, Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje mora lá, me ligar e perguntar:
- E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procurando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
- Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo da cama é badacama, conforme for é confórfô, quilo de carne é kidicarne, muito magro é magrilin, atrás da porta é trádaporta, ponto de ônibus é pôndions, litro de leite é lidileiti, massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí.
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras são muito mais curtas.
Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra. Se pisca o amarelo: Prestenção. Quando vem o verde: Podií.
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega também um jeitinho de ser.
A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma capinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e comentou com a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupada querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
- Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante – que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divino que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
- Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito mineiro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria saber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, usou seu modo bem mineiro de ser:
- Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. Sua cama nova é di casal ou di soltero?
ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. No excerto “Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam o centro de Belo Horizonte de cidade [...]”, a oração destacada possui sujeito indeterminado.
II. No fragmento “Quando vem o verde: Podií”, o termo destacado é equivalente à locução verbal “Pode ir”.
III. Em “Tem dias que Teresa não dorme, preocupada querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma capinha igual, já que ela gostou tanto.”, a palavra destacada exerce a função de adjunto adverbial.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2204505 Ano: 2017
Disciplina: Comunicação Social
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Provas:
O formato RAW é considerado um negativo digital. Esse arquivo não é processado pela câmera e contém toda a informação de cores e tons capturados pelo obturador. Entre os vários programas de edição de imagem, o Photoshop é o mais popular. Assim, ao finalizar o processo de edição de imagem, no formato RAW, há a necessidade de salvar uma cópia editada da imagem. Em quais opções de extensão de arquivo elas poderão ser salvas no Photoshop?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas