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Leia o texto para responder à questão.
Os ipês estão floridos
Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que, se um homem resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem, será considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido.
A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.
Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está pra chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.
Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida. Mas agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que pastoreava os rebanhos do sogro e viu um arbusto pegando fogo, sem se consumir.
Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Deve ter sido um ipê florido. Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas, tendo já cumprido sua vocação de amor.
Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida.
Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia. Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos. Cada um dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.
Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se pudéssemos nos abrir para o amor no inverno...
Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.
(Ruben Alves. Disponível em www.rubemalves.com.br. Adaptado)
Segundo o texto, Thoureau escreveu que se um homem resolvesse viver na mata para desfrutar do mistério da vida selvagem seria considerado
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Leia o texto para responder à questão.
Os ipês estão floridos
Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que, se um homem resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem, será considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido.
A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.
Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está pra chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.
Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida. Mas agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que pastoreava os rebanhos do sogro e viu um arbusto pegando fogo, sem se consumir.
Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Deve ter sido um ipê florido. Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas, tendo já cumprido sua vocação de amor.
Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida.
Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia. Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos. Cada um dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.
Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se pudéssemos nos abrir para o amor no inverno...
Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.
(Ruben Alves. Disponível em www.rubemalves.com.br. Adaptado)
No contexto em que estão inseridas no texto, as expressões destacadas em – ... a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação... – e – O tempo era diferente, moroso como as vacas... – encontram correspondência de sentido, respectivamente, em
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- Estatística DescritivaMedidas de Tendência CentralMédiasMédia AritméticaMédia Ponderada (Agrupados por Valor)
Sandro fez um depósito por mês em sua caderneta de poupança de janeiro à dezembro de 2014. Nesse período, sabendo-se que a média mensal dos depósitos de janeiro até agosto foi de R$ 120,00, e que a de setembro até dezembro foi de R$ 150,00, é correto concluir que a média mensal de depósito, de janeiro à dezembro, foi igual a
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813064
Ano: 2015
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Pradópolis-SP
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Pradópolis-SP
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Conforme dispõe o Regimento Interno da Câmara Municipal de Pradópolis, concluindo a Comissão de Justiça e Redação pela ilegalidade ou inconstitucionalidade de um projeto,
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Observe a planilha exibida a seguir, sendo editada pormeio do MS-Excel 2010, em sua configuração padrão.

Assinale a alternativa que contém a fórmula cujo resultado corresponde ao valor exibido na célula C1.
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Leia o texto para responder à questão.
A era dos excessos
Colocando foco em problemas brasileiros, lembro uma frase atribuída a Paracelso, médico e físico do século 16: “A diferença entre um veneno e um remédio está só na dosagem”.
O país precisa muito refletir sobre essa ideia, que está longe de se aplicar apenas à química e à medicina. Há um claro exagero em quase tudo no país: na polarização política, na ortodoxia econômica e monetária, nas críticas, no denuncismo e no pessimismo geral que deprime cada vez mais os brasileiros.
Nada é mais deprimente, por exemplo, do que o nível das discussões que se desenrolam nas redes sociais. Pessoas xingam-se e acusam-se mutuamente por discordâncias ideológicas ou religiosas, sem nenhum receio de cometer crimes de calúnia, injúria e difamação. É preciso diminuir a dosagem desses atritos para um nível civilizado de discussão de convicções e ideias.
Doses exageradas de crítica têm um nome: intolerância, atitude que, infelizmente, já saiu das redes sociais para a vida real. Todos vimos imagens de um ex-ministro sendo hostilizado em restaurantes, chamado de muitas coisas ruins. Assistimos, durante a Copa do Mundo do ano passado, a presidente ser xingada por grupos de torcedores com uma frase-palavrão que não dá para transcrever. Ambos são responsáveis por acertos e erros, mas não é disso que se trata. Trata-se de educação, civilidade, boas maneiras, respeito às diferenças e tolerância, coisas que estão em falta no atual momento brasileiro.
Esses excessos fazem muito mal ao país. O pessimismo é insuflado de forma estridente nas manchetes de jornais, no rádio, na televisão e, com ódio e intolerância, no dia a dia dos debates das redes sociais. Se você manifestar uma opinião um pouco diferente, é hostilizado imediatamente.
Aqueles que cometem excessos por razões políticas, unicamente pela disputa do poder, e que apostam no “quanto pior, melhor” deveriam saber que o resultado dessa disputa é o desemprego, a desagregação de famílias, o sofrimento de mães e crianças, o aumento da criminalidade, a insegurança e a desesperança geral no país.
Acreditamos que a frase de Paracelso embute uma mensagem que se aplica perfeitamente ao Brasil de hoje. Todos temos a obrigação de dosar as críticas para que elas sejam remédio e não veneno, aceitar diferenças, evitar radicalismos e buscar entendimento.
(Benjamin Steinbruch, Folha de S.Paulo. Adaptado)
No trecho do 5º parágrafo – Esses excessos fazem muito mal ao país. –, a expressão destacada refere-se a
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Os galões, de altura !$ \begin{pmatrix}{ \large x\over\large2}+3 \end{pmatrix} !$ centímetros, de uma fábrica são empilhados em grupos de 12 idênticos, conforme mostra o padrão indicado na figura a seguir, sendo que a altura da prancha de madeira utilizada nas separações mede !$ \large x\over\large5 !$ centímetros.

Se uma determinada pilha contém o total de 48 galões e tem altura de 1,03 m, é correto concluir que a altura de cada galão, em centímetros, é igual a
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Com as inúmeras tarefas e compromissos diários de executivos e secretários, torna-se necessária a utilização de agendas eletrônicas para agilizar o acompanhamento de ambos em relação aos compromissos, bem como para consultas rápidas e filtros a fim de obter informações diversas. Esse tipo de agenda será funcional quando for
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- Organização e Administração de ArquivosArquivamento e Ordenação de DocumentosMétodos de Arquivamento (Ordenação de Documentos)
Para a gestão correta de documentos impressos nas organizações, é preciso ter, de acordo com esses documentos, um método de arquivo para a sua guarda, localização ou mesmo para rápidas consultas. Métodos alfabético, geográfico, numérico simples e ideográfico são os mais utilizados nas empresas com esse objetivo. No que diz respeito ao Método Ideográfico, seu principal elemento é
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Leia a tirinha para responder à questão.

(www.paraalemdocerebro.blogspot.com.br)
A leitura da tirinha permite concluir corretamente que
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