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Foram encontradas 275 questões.

1708083 Ano: 2018
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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Atualmente, quase todos os sistemas de estoque são informatizados. O computador pode ser programado para produzir um aviso para uma contagem cíclica do estoque

I. quando o registro mostrar um estoque disponível alto (na contagem cíclica, quanto maior a quantidade de itens, mais fácil contar).

II. quando o registro indicar um saldo positivo, mas for solicitado um pedido pendente, indicando uma discrepância.

III. depois de algum nível especificado de atividade.

IV. para sinalizar uma revisão baseada na importância do item (como no sistema ABC).

É correto o que se afirma, apenas, em

 

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1707452 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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A água da Rainha

A etimologia não é uma ciência exata. Definir a origem de palavras muitas vezes envolve mais palpite e fantasia do que rigor escolástico. Será verdade que “toast”, a palavra inglesa para “brinde”, vem do hábito de mergulhar uma torrada (também “toast” em inglês) numa taça de bebida, que fazia a ronda dos convivas até voltar para quem tinha proposto o brinde, que a comia? Na corte de Henrique 8.º da Inglaterra a torrada seria colocada num copo contendo a água do banho da rainha e o copo faria a ronda dos cortesãos – presume-se que reunidos em torno da banheira da rainha, com a rainha ainda dentro –, cabendo ao último gentil-homem o privilégio de comê-la. A torrada. Encontrei esta versão num livro fascinante chamado Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis, de Domingos de Castro Lopes, que nem o Google conhece, publicado em 1909.

Sim, tenho ido longe para me distanciar do tétrico noticiário do dia.

Mas o costume de beber a água do banho da rainha seria anterior ao século 16. Escreve Castro Lopes (atualizei a ortographia): “Reinava como soberana em Alcázar a bela D.

Maria de Padilha, amante de Pedro, o Cruel. A célebre favorita tinha adotado para seu uso o ‘Banho das Sultanas’, para o qual entrava em presença da corte, exigindo a polidez que cada cortesão bebesse no covo da mão da favorita um pouco da água do banho. Recusou-se a fazê-lo um dos grandes da Espanha e perguntou-lhe o príncipe a razão de tal injúria. ‘Depois de ter provado o molho’, respondeu ele, ‘receio que se me abra o apetite para o peixe’”.

Castro Lopes odiava galicismos e anglicismos. Propôs alguns neologismos para substituir barbarismos dispensáveis.

Em vez de “turista”, que vem do “tourist” dos ingleses, “aqueles insulares que muito incita a bossa da locomoção”, sugeriu “ludâmbulo” – de “ludus”, divertimento, passatempo, e “ambulo”, andar, passear. Assim como existem sonâmbulos, existiriam ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se divertir. Como o “ludopédio” para substituir “futebol”, do Chico Buarque, a sugestão do Castro Lopes não teve futuro. Valeu a sua boa intenção, neste e em outros casos, de proteger nossa bela língua dos invasores. Pelo menos ele foi poupado de ver “entrega” virar “delivery” e “caipira” virar “country”.

Curioso, na frase do Castro Lopes sobre os ingleses citada, o uso da palavra “bossa”. Com o sentido de compulsão, se bem entendi. Não sou nenhum filólogo, mas essa bossa pra mim é nova.

(Luís Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo, 08.04.2018. Adaptado).

“Assim como existem sonâmbulos, existiriam ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se divertir”. Os verbos em destaque estão, respectivamente, no

 

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1705567 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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Em meados de 2016, o Ministério da Saúde anunciou a interrupção da circulação endêmica do vírus que provoca determinada doença, porém, em março deste ano, um surto dessa doença foi detectado em Roraima. Pouco tempo depois, as autoridades da área de saúde declararam uma epidemia dessa doença no mesmo local. Trata-se do(a)
 

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1705084 Ano: 2018
Disciplina: Comunicação Social
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Sobre a comunicação corporativa e a gestão de crises, analise as proposições abaixo.
I. A reputação de uma organização é construída a partir da qualidade dos relacionamentos que a empresa mantém com seus empregados, clientes, fornecedores e demais stakeholders, além de refletir as práticas cotidianas que mostram sua identidade e fortalecem sua imagem.
II. Crise é um evento de qualquer natureza, previsível ou não, que possa prejudicar somente a imagem e nunca a reputação de uma organização.
III. Em tempos de internet e de redes sociais, as crises de imagem podem tomar proporções gigantescas. Por isso, a gestão de crise é importante para que a empresa esteja preparada para lidar com situações problemáticas.
É correto o que se afirma em
 

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1704832 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Assinale a alternativa em que a classificação da conjunção destacada está correta.
 

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1690448 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Enunciado 3007267-1
Em “‘Nesta’ família não há chefes”, o termo destacado é um
 

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Marcos precisa acessar o programa de configuração (Setup) do computador para mudar algumas configurações de inicialização do Sistema Operacional. Para acessar o Setup do BIOS na maioria dos computadores (e nesse caso específico de Marcos) deve-se usar o teclado e apertar a tecla
 

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1684018 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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A água da Rainha

A etimologia não é uma ciência exata. Definir a origem de palavras muitas vezes envolve mais palpite e fantasia do que rigor escolástico. Será verdade que “toast”, a palavra inglesa para “brinde”, vem do hábito de mergulhar uma torrada (também “toast” em inglês) numa taça de bebida, que fazia a ronda dos convivas até voltar para quem tinha proposto o brinde, que a comia? Na corte de Henrique 8.º da Inglaterra a torrada seria colocada num copo contendo a água do banho da rainha e o copo faria a ronda dos cortesãos – presume-se que reunidos em torno da banheira da rainha, com a rainha ainda dentro –, cabendo ao último gentil-homem o privilégio de comê-la. A torrada. Encontrei esta versão num livro fascinante chamado Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis, de Domingos de Castro Lopes, que nem o Google conhece, publicado em 1909.

Sim, tenho ido longe para me distanciar do tétrico noticiário do dia.

Mas o costume de beber a água do banho da rainha seria anterior ao século 16. Escreve Castro Lopes (atualizei a ortographia): “Reinava como soberana em Alcázar a bela D.

Maria de Padilha, amante de Pedro, o Cruel. A célebre favorita tinha adotado para seu uso o ‘Banho das Sultanas’, para o qual entrava em presença da corte, exigindo a polidez que cada cortesão bebesse no covo da mão da favorita um pouco da água do banho. Recusou-se a fazê-lo um dos grandes da Espanha e perguntou-lhe o príncipe a razão de tal injúria. ‘Depois de ter provado o molho’, respondeu ele, ‘receio que se me abra o apetite para o peixe’”.

Castro Lopes odiava galicismos e anglicismos. Propôs alguns neologismos para substituir barbarismos dispensáveis.

Em vez de “turista”, que vem do “tourist” dos ingleses, “aqueles insulares que muito incita a bossa da locomoção”, sugeriu “ludâmbulo” – de “ludus”, divertimento, passatempo, e “ambulo”, andar, passear. Assim como existem sonâmbulos, existiriam ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se divertir. Como o “ludopédio” para substituir “futebol”, do Chico Buarque, a sugestão do Castro Lopes não teve futuro. Valeu a sua boa intenção, neste e em outros casos, de proteger nossa bela língua dos invasores. Pelo menos ele foi poupado de ver “entrega” virar “delivery” e “caipira” virar “country”.

Curioso, na frase do Castro Lopes sobre os ingleses citada, o uso da palavra “bossa”. Com o sentido de compulsão, se bem entendi. Não sou nenhum filólogo, mas essa bossa pra mim é nova.

(Luís Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo, 08.04.2018. Adaptado).

Em relação à origem do termo “brinde”, pode-se deduzir do texto que, curiosamente, ele

 

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1683950 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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Leia as palavras abaixo.
fu__ível / ressu__itar / regur__itar / fa__ínio
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
 

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1683200 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
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Trilhão
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. [...] A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta manter-se aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha". Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborréia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.
"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Diziase "trilhão" em vez de se dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. [...] "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito, eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:
– Numerosa.
Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito.
Se não chegaríamos à desmoralização completa.
– E o troco do meu tri?
– Serve uma bala?
Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão" você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. [...] "Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. [...] A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrillião". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.
E "caos", você sabe. É uma palavra chiclé-balão. Pode explodir na nossa cara.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias da Vida Pública, 1997).
A crônica “Trilhão”, de Luís Fernando Veríssimo, visa criticar
 

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