Foram encontradas 275 questões.
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Atualmente, quase todos os sistemas de estoque são informatizados. O computador pode ser programado para produzir um aviso para uma contagem cíclica do estoque
I. quando o registro mostrar um estoque disponível alto (na contagem cíclica, quanto maior a quantidade de itens, mais fácil contar).
II. quando o registro indicar um saldo positivo, mas for solicitado um pedido pendente, indicando uma discrepância.
III. depois de algum nível especificado de atividade.
IV. para sinalizar uma revisão baseada na importância do item (como no sistema ABC).
É correto o que se afirma, apenas, em
Provas
A água da Rainha
A etimologia não é uma ciência exata. Definir a origem de palavras muitas vezes envolve mais palpite e fantasia do que rigor escolástico. Será verdade que “toast”, a palavra inglesa para “brinde”, vem do hábito de mergulhar uma torrada (também “toast” em inglês) numa taça de bebida, que fazia a ronda dos convivas até voltar para quem tinha proposto o brinde, que a comia? Na corte de Henrique 8.º da Inglaterra a torrada seria colocada num copo contendo a água do banho da rainha e o copo faria a ronda dos cortesãos – presume-se que reunidos em torno da banheira da rainha, com a rainha ainda dentro –, cabendo ao último gentil-homem o privilégio de comê-la. A torrada. Encontrei esta versão num livro fascinante chamado Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis, de Domingos de Castro Lopes, que nem o Google conhece, publicado em 1909.
Sim, tenho ido longe para me distanciar do tétrico noticiário do dia.
Mas o costume de beber a água do banho da rainha seria anterior ao século 16. Escreve Castro Lopes (atualizei a ortographia): “Reinava como soberana em Alcázar a bela D.
Maria de Padilha, amante de Pedro, o Cruel. A célebre favorita tinha adotado para seu uso o ‘Banho das Sultanas’, para o qual entrava em presença da corte, exigindo a polidez que cada cortesão bebesse no covo da mão da favorita um pouco da água do banho. Recusou-se a fazê-lo um dos grandes da Espanha e perguntou-lhe o príncipe a razão de tal injúria. ‘Depois de ter provado o molho’, respondeu ele, ‘receio que se me abra o apetite para o peixe’”.
Castro Lopes odiava galicismos e anglicismos. Propôs alguns neologismos para substituir barbarismos dispensáveis.
Em vez de “turista”, que vem do “tourist” dos ingleses, “aqueles insulares que muito incita a bossa da locomoção”, sugeriu “ludâmbulo” – de “ludus”, divertimento, passatempo, e “ambulo”, andar, passear. Assim como existem sonâmbulos, existiriam ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se divertir. Como o “ludopédio” para substituir “futebol”, do Chico Buarque, a sugestão do Castro Lopes não teve futuro. Valeu a sua boa intenção, neste e em outros casos, de proteger nossa bela língua dos invasores. Pelo menos ele foi poupado de ver “entrega” virar “delivery” e “caipira” virar “country”.
Curioso, na frase do Castro Lopes sobre os ingleses citada, o uso da palavra “bossa”. Com o sentido de compulsão, se bem entendi. Não sou nenhum filólogo, mas essa bossa pra mim é nova.
(Luís Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo, 08.04.2018. Adaptado).
“Assim como ‘existem’ sonâmbulos, ‘existiriam’ ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se ‘divertir’”. Os verbos em destaque estão, respectivamente, no
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Provas
Provas
Provas

Provas
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: IMAIS
Orgão: Câm. Sumaré-SP
Provas
A água da Rainha
A etimologia não é uma ciência exata. Definir a origem de palavras muitas vezes envolve mais palpite e fantasia do que rigor escolástico. Será verdade que “toast”, a palavra inglesa para “brinde”, vem do hábito de mergulhar uma torrada (também “toast” em inglês) numa taça de bebida, que fazia a ronda dos convivas até voltar para quem tinha proposto o brinde, que a comia? Na corte de Henrique 8.º da Inglaterra a torrada seria colocada num copo contendo a água do banho da rainha e o copo faria a ronda dos cortesãos – presume-se que reunidos em torno da banheira da rainha, com a rainha ainda dentro –, cabendo ao último gentil-homem o privilégio de comê-la. A torrada. Encontrei esta versão num livro fascinante chamado Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis, de Domingos de Castro Lopes, que nem o Google conhece, publicado em 1909.
Sim, tenho ido longe para me distanciar do tétrico noticiário do dia.
Mas o costume de beber a água do banho da rainha seria anterior ao século 16. Escreve Castro Lopes (atualizei a ortographia): “Reinava como soberana em Alcázar a bela D.
Maria de Padilha, amante de Pedro, o Cruel. A célebre favorita tinha adotado para seu uso o ‘Banho das Sultanas’, para o qual entrava em presença da corte, exigindo a polidez que cada cortesão bebesse no covo da mão da favorita um pouco da água do banho. Recusou-se a fazê-lo um dos grandes da Espanha e perguntou-lhe o príncipe a razão de tal injúria. ‘Depois de ter provado o molho’, respondeu ele, ‘receio que se me abra o apetite para o peixe’”.
Castro Lopes odiava galicismos e anglicismos. Propôs alguns neologismos para substituir barbarismos dispensáveis.
Em vez de “turista”, que vem do “tourist” dos ingleses, “aqueles insulares que muito incita a bossa da locomoção”, sugeriu “ludâmbulo” – de “ludus”, divertimento, passatempo, e “ambulo”, andar, passear. Assim como existem sonâmbulos, existiriam ludâmbulos, os que passeiam pelo mundo para se divertir. Como o “ludopédio” para substituir “futebol”, do Chico Buarque, a sugestão do Castro Lopes não teve futuro. Valeu a sua boa intenção, neste e em outros casos, de proteger nossa bela língua dos invasores. Pelo menos ele foi poupado de ver “entrega” virar “delivery” e “caipira” virar “country”.
Curioso, na frase do Castro Lopes sobre os ingleses citada, o uso da palavra “bossa”. Com o sentido de compulsão, se bem entendi. Não sou nenhum filólogo, mas essa bossa pra mim é nova.
(Luís Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo, 08.04.2018. Adaptado).
Em relação à origem do termo “brinde”, pode-se deduzir do texto que, curiosamente, ele
Provas
Provas
Provas
Caderno Container