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Foram encontradas 250 questões.

995260 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna; desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia; o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.

Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto, julgue o item a seguir.

A substituição de “castigava-se” por castigavam não prejudicaria as informações veiculadas no texto.

 

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995257 Ano: 2017
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Hay hábitos que ya se dan por asumidos, pero que realmente uno no reconsidera por qué se han escogido de esa manera. Uno de ellos es sin duda una secuencia que resultará muy familiar a quienes hayan acompañado a los ordenadores desde sus orígenes: el conocido Ctrl+Alt+Supr*; una secuencia mágica que nos saca de cualquier aprieto y fuerza a la máquina a detener un proceso acabando con su agonía. Sí, el Ctrl+Alt+Supr ha sacado a millones de usuarios de apuros y devuelto el PC a la vida, pero… ¿por qué esa combinación tan extraña?
La duda ha sobrevolado de forma inesperada en un debate del mundo de los negocios en que se encontraba el fundador de Microsoft, Bill Gates, que se ha visto sorprendido por una pregunta del moderador del debate: “¿Bill, por qué escogiste la secuencia Ctrl+Alt+Supr?”. El magnate explica que aquella era la única forma de forzar a las máquinas IBM a detener un proceso. “Las personas involucradas en esa tarea deberían haber escogido una tecla más obvia al efecto”, se lamenta. “¿Te arrepientes de esta elección?”, insiste el moderador.
En este punto, Gates responde, divertido: “Claro, si hubiera podido cambiarlo, habría elegido una sola tecla”, explicó, añadiendo que lo haría siempre que pudiera dar marcha atrás en el tiempo y no pusiera en riesgo “otras decisiones” de su vida.
*Ctrl+Alt+Del, en portugués.
El gran error de Bill Gates: Ctrl+Alt+Supr. Internet: <https://elpais.com> (con adaptaciones).
De acuerdo con las ideas y estructuras gramaticales del texto, juzgue lo siguiente ítem.
Sin perjuicio al sentido del texto, el término “extraña” podría ser sustituido por rara o por extravagante.
 

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995179 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Texto
O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança internacionais.
Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.
Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:
Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o próximo item.
A palavra “dissuadir” foi empregada no sentido de afastar.
 

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995163 Ano: 2017
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Com relação aos direitos humanos, julgue o próximo item.

Para garantir a dignidade da pessoa humana, o conjunto normativo dos direitos humanos apresenta-se como um rol predeterminado, em que os direitos são listados de forma taxativa.

 

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995141 Ano: 2017
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Acerca dos direitos e das garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir.

Entre os direitos sociais assegurados constitucionalmente aos militares incluem-se a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno e o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal.

 

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995116 Ano: 2017
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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A respeito da matéria e de sua constituição química, julgue o item a seguir.
O mol é a unidade de medida da grandeza quantidade de matéria.
 

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995113 Ano: 2017
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Vicente é bombeiro militar há quinze anos e pretende concorrer ao pleito de vereador em seu município nas próximas eleições.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsecutivo.

Por estar há mais de dez anos em serviço, Vicente, caso se candidate, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará para a inatividade.

 

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995104 Ano: 2017
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Como período e como crise, a época atual mostra-se como coisa nova. Como período, as suas variáveis características instalam-se em toda parte e a tudo influenciam, direta ou indiretamente. Daí a denominação de globalização. Como crise, as mesmas variáveis construtoras do sistema estão continuamente chocando-se e exigindo novas definições e novos arranjos.
Este período e esta crise são diferentes daqueles do passado, porque os dados motores e os respectivos suportes, que constituem fatores de mudança, não se instalam gradativamente como antes, tampouco são privilégio de alguns continentes e países, como outrora. Tais fatores dão-se concomitantemente e se realizam com muita força em toda parte.
Milton Santos. Uma outra globalização: do pensamento
único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Considerando o texto apresentado como referência inicial, julgue o item a seguir, que trata de aspectos diversos das relações entre os países em um mundo globalizado.
A queda na chegada de migrantes à Europa em 2017 mostra que a chamada crise dos refugiados terminou, principalmente em decorrência da política adotada pela Alemanha, país que recebeu a maioria dos refugiados no continente.
 

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995095 Ano: 2017
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Julgue o próximo item, relativo aos princípios e aos poderes administrativos.

O poder de polícia tem como pressuposto o princípio da legalidade, uma vez que se trata de atividade estatal incidente sobre a liberdade e a propriedade, somente podendo ocorrer com base no que predispuser a lei.

 

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995058 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Texto
O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança internacionais.
Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.
Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:
Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.
A expressão “nuvens radioativas em forma de cogumelo” é uma alusão à cena consequente à explosão de uma bomba atômica.
 

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