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Foram encontradas 55 questões.

3323124 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: IGETEC
Orgão: CBM-MG
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Assinale a alternativa CORRETA quanto ao uso do acento indicador de crase:

 

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3323123 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: IGETEC
Orgão: CBM-MG
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Assinale a alternativa em que há ERRO de concordância:

 

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3323122 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: IGETEC
Orgão: CBM-MG
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Leia o texto, a seguir, e responda as questão:

Falsas idéias que se repetem no dia-a-dia estimulam visões distorcidas sobre os idiomas

José Luiz Fiorin

Você já deve ter ouvido muitas pessoas dizerem que o português é a língua mais difícil do mundo. Isso não é verdade, pois nenhum idioma é complicado para o falante nativo. Por outro lado, aprender uma outra língua, qualquer que ela seja, exige bastante esforço.

Ao lado do que poderíamos chamar reflexão sistemática sobre a linguagem, realizada por professores e estudantes nas escolas, por lingüistas e gramáticos, circula na sociedade um conjunto de idéias lingüísticas, constituído das noções que os falantes comuns têm da língua e que se traduzem em julgamentos de valor.

Nessas concepções espontâneas, os falantes investem nos idiomas valores afetivos, estéticos, ideológicos, políticos. DIZ-SE então que há línguas civilizadas e línguas primitivas, línguas musicais e línguas dissonantes, há pronúncias feias e bonitas, há modos de falar harmoniosos e não harmoniosos. AFIRMA-SE que o inglês é uma língua fácil. AFIANÇA-SE que as línguas sem tradição literária, tal como a conhecemos, são menos desenvolvidas do que as outras. ASSEVERA-SE que alguns povos são mais dotados para línguas do que outros. Diz-se que o francês é a língua da clareza; que o italiano é uma língua musical, própria para expressar o amor; que o alemão é a única língua em que se pode filosofar. Uma língua é, portanto, considerada como mais próxima da natureza das coisas do que outra. Nesses enunciados lingüísticos do senso-comum, diz-se, por exemplo, que o português está em decadência. Um antigo embaixador do Brasil em países africanos afirmou, numa entrevista, que as línguas africanas, porque são primitivas, têm muitas vogais e, principalmente, muitos /a/. E por aí poderíamos continuar. Essas idéias, em geral, não têm nenhum apoio na realidade lingüística, elas são fantasias sobre a linguagem e a natureza das línguas.

Essas afirmações do senso-comum, apesar de, na maior parte dos casos, não serem verdadeiras, são inócuas. No entanto, elas devem ser combatidas, quando as simplificações e as idéias falsas que veiculam podem dificultar a compreensão do outro, podem dar argumentos a todas as formas de preconceitos e de exclusões, podem servir de base até mesmo para idéias racistas. Quando se considera uma variante lingüística feia e isso leva a ridicularizar, a desrespeitar, a pôr de lado quem a usa, é preciso dizer, com clareza, que as variantes são apenas diferenças e não são feias nem bonitas; que respeitar o modo de falar do outro é aprender a conviver com as diferenças. Quando se diz que os falantes de línguas "primitivas" não são capazes de raciocínio lógico, é necessário mostrar que não há línguas primitivas e desenvolvidas, porque todas as línguas possuem grande complexidade fônica, gramatical e lexical e que todas elas dão suporte ao pensamento lógico, que se acha presente em todas as culturas. Muitas vezes, as idéias do senso-comum sobre a linguagem estão, sem que percebamos, na base de muitos de nossos preconceitos.

IN: http://revistalingua.uol.com.br/textos, acesso em 02/01/2008.

Assinale a alternativa CORRETA sobre os verbos: DIZ-SE, AFIRMA-SE, AFIANÇA-SE e ASSEVERA-SE, destacados no texto:

 

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3323121 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: IGETEC
Orgão: CBM-MG
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Leia o texto, a seguir, e responda as questão:

Falsas idéias que se repetem no dia-a-dia estimulam visões distorcidas sobre os idiomas

José Luiz Fiorin

Você já deve ter ouvido muitas pessoas dizerem que o português é a língua mais difícil do mundo. Isso não é verdade, pois nenhum idioma é complicado para o falante nativo. Por outro lado, aprender uma outra língua, qualquer que ela seja, exige bastante esforço.

Ao lado do que poderíamos chamar reflexão sistemática sobre a linguagem, realizada por professores e estudantes nas escolas, por lingüistas e gramáticos, circula na sociedade um conjunto de idéias lingüísticas, constituído das noções que os falantes comuns têm da língua e que se traduzem em julgamentos de valor.

Nessas concepções espontâneas, os falantes investem nos idiomas valores afetivos, estéticos, ideológicos, políticos. Diz-se então que há línguas civilizadas e línguas primitivas, línguas musicais e línguas dissonantes, há pronúncias feias e bonitas, há modos de falar harmoniosos e não harmoniosos. Afirma-se que o inglês é uma língua fácil. Afiança-se que as línguas sem tradição literária, tal como a conhecemos, são menos desenvolvidas do que as outras. Assevera-se que alguns povos são mais dotados para línguas do que outros. Diz-se que o francês é a língua da clareza; que o italiano é uma língua musical, própria para expressar o amor; que o alemão é a única língua em que se pode filosofar. Uma língua é, portanto, considerada como mais próxima da natureza das coisas do que outra. Nesses enunciados lingüísticos do senso-comum, diz-se, por exemplo, que o português está em decadência. Um antigo embaixador do Brasil em países africanos afirmou, numa entrevista, que as línguas africanas, porque são primitivas, têm muitas vogais e, principalmente, muitos /a/. E por aí poderíamos continuar. Essas idéias, em geral, não têm nenhum apoio na realidade lingüística, elas são fantasias sobre a linguagem e a natureza das línguas.

Essas afirmações do senso-comum, apesar de, na maior parte dos casos, não serem verdadeiras, são inócuas. No entanto, elas devem ser combatidas, quando as simplificações e as idéias falsas que veiculam podem dificultar a compreensão do outro, podem dar argumentos a todas as formas de preconceitos e de exclusões, podem servir de base até mesmo para idéias racistas. Quando se considera uma variante lingüística feia e isso leva a ridicularizar, a desrespeitar, a pôr de lado quem a usa, é preciso dizer, com clareza, que as variantes são apenas diferenças e não são feias nem bonitas; que respeitar o modo de falar do outro é aprender a conviver com as diferenças. Quando se diz que os falantes de línguas "primitivas" não são capazes de raciocínio lógico, é necessário mostrar que não há línguas primitivas e desenvolvidas, porque todas as línguas possuem grande complexidade fônica, gramatical e lexical e que todas elas dão suporte ao pensamento lógico, que se acha presente em todas as culturas. Muitas vezes, as idéias do senso-comum sobre a linguagem estão, sem que percebamos, na base de muitos de nossos preconceitos.

IN: http://revistalingua.uol.com.br/textos, acesso em 02/01/2008.

Assinale a alternativa CORRETA com respeito ao texto:

 

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3323120 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IGETEC
Orgão: CBM-MG
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Leia o texto, a seguir, e responda a questão:

“Nova Canção do Exílio”

Carlos Drummond de Andrade

Um sabiá

na palmeira, longe.

Estas aves cantam

um outro canto.

O céu cintila

sobre flores úmidas.

Vozes na mata,

e o maior amor.

Só, na noite,

seria feliz:

um sabiá,

na palmeira, longe.

Onde é tudo belo

e fantástico,

só, na noite,

seria feliz.

(Um sabiá,

na palmeira, longe)

Ainda um grito de vida e

voltar

para onde é tudo belo

e fantástico

: a palmeira, o sabiá,

o longe.

Assinale a alternativa CORRETA sobre o texto:

 

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