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Ao servidor regido pela Lei n.º 8.112/90, não aprovado em estágio probatório, será aplicado o instituto da
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A gestão dos cargos do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos em Educação observará os seguintes princípios e diretrizes, EXCETO:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: CEFET-MG
Orgão: CEFET-MG
- LDB: Lei de Diretrizes e BasesDa Educação e Dos Princípios e Fins da Educ. Nacional (arts. 1º ao 3º)
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação é um (a)
I. faculdade do Estado.
II. dever do Estado.
III. faculdade da família.
IV. dever da família.
Assinale os itens corretos
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Com relação à Administração Pública, conforme preceitua a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, analise as seguintes afirmativas
I. Pode ser classificada como direta ou indireta.
II. Diz respeito somente ao Poder Executivo.
III. Deve obedecer ao princípio da eficiência.
IV. Pode ser da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Assinale os itens corretos
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Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: CEFET-MG
Orgão: CEFET-MG
- UniãoExecutivoDecreto 1.171/1994: Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
Conforme prevê o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil, diante de uma ordem de seu superior hierárquico que vise obter vantagens indevidas em decorrência de ação manifestamente ilegal, o servidor público deve
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Tintim
Luís Fernando Veríssimo
Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tintim: o que queria dizer aquilo? Imaginei que fosse alguma misteriosa medida de outros tempos que sobrevivera ao sistema métrico, como a braça, a légua, etc. Outro mistério era o triz. Qual a exata definição de um triz? É uma subdivisão de tempo ou de espaço. As coisas deixam de acontecer por um triz, por uma fração de segundo ou de milímetro. Mas que fração? O triz talvez correspondesse a meio tintim, ou o tintim a um décimo de triz. Tanto o tintim quanto o triz pertenceriam ao obscuro mundo das microcoisas. Há quem diga que não existe uma fração mínima de matéria, que tudo pode ser dividido e subdividido. Assim como existe o infinito para fora – isto é, o espaço sem fim, depois que o Universo acaba – existiria o infinito para dentro. A menor fração da menor partícula do último átomo ainda seria formada por dois trizes, e cada triz por dois tintins, e cada tintim por dois trizes, e assim por diante, até a loucura.
(...)
Comédias para se ler na escola, Ed.Objetiva, 2002.
A função do termo sublinhado foi corretamente identificada em:
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Tintim
Luís Fernando Veríssimo
Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tintim: o que queria dizer aquilo? Imaginei que fosse alguma misteriosa medida de outros tempos que sobrevivera ao sistema métrico, como a braça, a légua, etc. Outro mistério era o triz. Qual a exata definição de um triz? É uma subdivisão de tempo ou de espaço. As coisas deixam de acontecer por um triz, por uma fração de segundo ou de milímetro. Mas que fração? O triz talvez correspondesse a meio tintim, ou o tintim a um décimo de triz. Tanto o tintim quanto o triz pertenceriam ao obscuro mundo das microcoisas. Há quem diga que não existe uma fração mínima de matéria, que tudo pode ser dividido e subdividido. Assim como existe o infinito para fora – isto é, o espaço sem fim, depois que o Universo acaba – existiria o infinito para dentro. A menor fração da menor partícula do último átomo ainda seria formada por dois trizes, e cada triz por dois tintins, e cada tintim por dois trizes, e assim por diante, até a loucura.
(...)
Comédias para se ler na escola, Ed.Objetiva, 2002.
A dúvida está impressa nas frases a seguir, EXCETO em:
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Tintim
Luís Fernando Veríssimo
Durante alguns anos, o tintim me intrigou. Tintim por tintim: o que queria dizer aquilo? Imaginei que fosse alguma misteriosa medida de outros tempos que sobrevivera ao sistema métrico, como a braça, a légua, etc. Outro mistério era o triz. Qual a exata definição de um triz? É uma subdivisão de tempo ou de espaço. As coisas deixam de acontecer por um triz, por uma fração de segundo ou de milímetro. Mas que fração? O triz talvez correspondesse a meio tintim, ou o tintim a um décimo de triz. Tanto o tintim quanto o triz pertenceriam ao obscuro mundo das microcoisas. Há quem diga que não existe uma fração mínima de matéria, que tudo pode ser dividido e subdividido. Assim como existe o infinito para fora – isto é, o espaço sem fim, depois que o Universo acaba – existiria o infinito para dentro. A menor fração da menor partícula do último átomo ainda seria formada por dois trizes, e cada triz por dois tintins, e cada tintim por dois trizes, e assim por diante, até a loucura.
(...)
Comédias para se ler na escola, Ed.Objetiva, 2002.
Observe as afirmativas abaixo:
I. O triz e o tintim assemelham-se a unidades de medida.
II. O átomo é formado por trizes e tintins.
III. O infinito para dentro refere-se à possibilidade ilimitada de se dividir algo.
IV. A palavra triz possui um sentido mais obscuro do que a palavra tintim.
Estão corretas as alternativas
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TIM TIM
Luis Fernando Veríssimo
Não se veem mais patacas e dobrões, a não ser em filme de pirata. Moedas de encher algibeiras e baús e pesar no bolso. Moedas sonantes e ressonantes.
Uma vez fui investigar a origem da expressão “tim tim por tim tim” e não encontrei nenhuma raiz grega ou tupi-guarani. “Tim” era apenas a reprodução onomatopéica do barulho que fazia uma moeda batendo na outra. O som de metal contra metal. Pagar alguém era colocar moedas na sua mão, e o ruído de um metal sobre o outro – tim, tim, tim, tim – era o registro de uma transação bem saldada, de algo trocado pelo seu valor em ouro ou prata, com todos tins devidos. As moedas não representavam outra coisa, as moedas eram o dinheiro – soavam como dinheiro. Depois veio o papel moeda que tecnicamente não é dinheiro, é uma vaga promessa de algum dia se transformar em ouro ou prata, e começamos nosso afastamento tim tim. Culminando com as vastas somas virtuais que hoje cruzam os céus de computador para computador, em silêncio.
Ganhamos o dinheiro asséptico, intocado por mãos humanas, mas perdemos a onomatopéia.
Cartões de crédito, por exemplo. Nada numa transação com cartão de crédito evoca um sonoro pagamento com patacões. O cartão de crédito substitui o papel moeda, que por sua vez é uma representação da moeda mesmo, e assim é quase a sombra de uma sombra. E sombras não fazem barulho. Ouve-se apenas o “suish” do cartão sendo passado na maquininha. Não surpreende que, na falta do tim tim, as pessoas se esqueçam de que o cartão de crédito também não é dinheiro, é apenas uma promessa de pagamento futuro, uma presunção de que haverá ouro para cobri-lo. E se o pressuposto pagador não é nem quem usou o cartão, é a firma, o governo, o tesouro nacional ou qualquer outra entidade tão remota que parece etérea, compreendem-se os abusos. Faltou autocontrole diante da tentação, faltaram supervisão e regras claras, faltou inteligência. Mas, acima de tudo, faltou o tim tim.
***
Há alguns dias, conheci a minha neta. Antigamente só se tinha este prazer depois da criança nascer. Não se sabia nem de que sexo seria. Hoje, com a ecografia, fica-se sabendo tudo. Já vi o seu rosto, o movimento da sua boca – e juro que ela botou a língua! Talvez contrariada com aquela invasão da sua privacidade pré-natal. E mais não conto em respeito a meus ex-companheiros do Movimento dos Sem Neto. Não quero humilhar o Scliar.
Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br, acessado em 20 de março de 2010
Os termos sublinhados foram corretamente substituídos, EXCETO em:
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TIM TIM
Luis Fernando Veríssimo
Não se veem mais patacas e dobrões, a não ser em filme de pirata. Moedas de encher algibeiras e baús e pesar no bolso. Moedas sonantes e ressonantes.
Uma vez fui investigar a origem da expressão “tim tim por tim tim” e não encontrei nenhuma raiz grega ou tupi-guarani. “Tim” era apenas a reprodução onomatopéica do barulho que fazia uma moeda batendo na outra. O som de metal contra metal. Pagar alguém era colocar moedas na sua mão, e o ruído de um metal sobre o outro – tim, tim, tim, tim – era o registro de uma transação bem saldada, de algo trocado pelo seu valor em ouro ou prata, com todos tins devidos. As moedas não representavam outra coisa, as moedas eram o dinheiro – soavam como dinheiro. Depois veio o papel moeda que tecnicamente não é dinheiro, é uma vaga promessa de algum dia se transformar em ouro ou prata, e começamos nosso afastamento tim tim. Culminando com as vastas somas virtuais que hoje cruzam os céus de computador para computador, em silêncio.
Ganhamos o dinheiro asséptico, intocado por mãos humanas, mas perdemos a onomatopéia.
Cartões de crédito, por exemplo. Nada numa transação com cartão de crédito evoca um sonoro pagamento com patacões. O cartão de crédito substitui o papel moeda, que por sua vez é uma representação da moeda mesmo, e assim é quase a sombra de uma sombra. E sombras não fazem barulho. Ouve-se apenas o “suish” do cartão sendo passado na maquininha. Não surpreende que, na falta do tim tim, as pessoas se esqueçam de que o cartão de crédito também não é dinheiro, é apenas uma promessa de pagamento futuro, uma presunção de que haverá ouro para cobri-lo. E se o pressuposto pagador não é nem quem usou o cartão, é a firma, o governo, o tesouro nacional ou qualquer outra entidade tão remota que parece etérea, compreendem-se os abusos. Faltou autocontrole diante da tentação, faltaram supervisão e regras claras, faltou inteligência. Mas, acima de tudo, faltou o tim tim.
***
Há alguns dias, conheci a minha neta. Antigamente só se tinha este prazer depois da criança nascer. Não se sabia nem de que sexo seria. Hoje, com a ecografia, fica-se sabendo tudo. Já vi o seu rosto, o movimento da sua boca – e juro que ela botou a língua! Talvez contrariada com aquela invasão da sua privacidade pré-natal. E mais não conto em respeito a meus ex-companheiros do Movimento dos Sem Neto. Não quero humilhar o Scliar.
Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br, acessado em 20 de março de 2010
“Hoje, com a ecografia, fica-se sabendo tudo”.
O uso de vírgula na frase acima é justificado pela mesma razão que em:
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