Foram encontradas 120 questões.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Se for necessário escolher dois piratas para carregar os feridos, há exatamente 153 maneiras distintas de fazer essa escolha.
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Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Se, além dos dois piratas feridos, outros quatro também ficassem de fora da divisão, as moedas poderiam ser distribuídas igualmente entre os demais tripulantes, sem sobra.
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Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
O baú contém um total de 826 moedas.
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Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
O número total de piratas é igual a 18.
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Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram papel fundamental na formação da biodiversidade
encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
Internet:<terrasindigenas.org.br>
No que se refere à correção e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos retirados do texto, julgue o item seguinte.
“Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa importância sejam cumpridas (...)” (linhas 26 e 27): Atualmente, os povos indígenas pelejam ao comprimento das leis derivadas do reconhecimento de sua importância (...).
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Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram papel fundamental na formação da biodiversidade
encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
Internet:<terrasindigenas.org.br>
No que se refere à correção e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos retirados do texto, julgue o item seguinte.
“enquanto 20% da floresta já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais (...)” (linhas 13 e 14): 20% da floresta, nos últimos 40 anos, já foi desmatada ao passo que as terras indígenas perderam, juntas, apenas 1,2% de suas florestas originais (...).
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Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram papel fundamental na formação da biodiversidade
encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
Internet:<terrasindigenas.org.br>
No que se refere à correção e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos retirados do texto, julgue o item seguinte.
“Estima-se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas nesse processo.” (linhas 9 e 10): Estima-se que, nesse processo, as características de pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico tenham sido transformadas.
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Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram papel fundamental na formação da biodiversidade
encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
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No que diz respeito à pontuação e à concordância verbal no texto, julgue o item a seguir.
A flexão da forma verbal “deve-se” (linha 23) na terceira pessoa do singular justifica-se por sua concordância com o termo “quantidade” (linha 22), que é o núcleo do sujeito da oração expressa pela referida forma verbal.
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encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
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No que diz respeito à pontuação e à concordância verbal no texto, julgue o item a seguir.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência textual caso a vírgula empregada após o vocábulo “fértil” (linha 8) fosse substituída pelo sinal de dois-pontos.
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Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram papel fundamental na formação da biodiversidade
encontrada na América do Sul. Muitas plantas surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a
castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. A castanha‑do‑pará e a araucária, por exemplo, teriam
sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.
O manejo desses povos sobre a biodiversidade foi essencial para a formação de diferentes paisagens no Brasil, seja
na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, seja no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os
recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Suas formas de manejo têm‑se mostrado muito importantes para a
conservação da biodiversidade no Brasil, como a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a terra
preta de índio. Estima‑se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas
nesse processo.
No Sul do Brasil, por exemplo, a terra indígena Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de
araucária nativas do mundo, e, no sul da Bahia, os Pataxó da terra indígena Barra Velha ajudam a proteger uma das áreas
remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta
já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as terras indígenas perderam apenas 1,2% de suas florestas originais, segundo
dados do Projeto Mapbiomas (2023).
E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um
momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, os
povos indígenas são os guardiões fiéis da agrobiodiversidade. O sistema agrícola dos índios na região do Alto Rio Negro é um
grande centro de diversidade de plantas cultivadas, tendo sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil.
A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa e a presença de muitos alimentos hoje nas mesas
brasileiras, como a do açaí, do amendoim, de diversas espécies de batata e de pimentas, assim como uma grande quantidade
de sementes de milho e feijão, entre outras, deve‑se aos sistemas agrícolas dos povos indígenas.
A importância das terras indígenas para a conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal
para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental
de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que as leis derivadas do reconhecimento dessa
importância sejam cumpridas, para a garantia de que de suas terras estejam livres de invasores e em condições ambientais
que lhes permitam viver de acordo com suas tradições.
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No que diz respeito à pontuação e à concordância verbal no texto, julgue o item a seguir.
Estaria preservada a correção gramatical do texto caso o trecho “para a conservação da biodiversidade” (linha 24) estivesse destacado entre vírgulas.
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