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1338423 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Sobre os pinos intrarradiculares, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) e marque a sequência correta.

( ) Pelo menos 2 mm de material obturador endodôntico deve permanecer na região apical.

( ) O pino deve se estender ao menos por metade do comprimento da raiz suportada por tecido ósseo.

( ) As paredes circundantes do canal devem ser desgastadas ao mínimo durante o preparo para colocação do pino.

 

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Texto I para a questão

Mundo sem sacolas

Em 1955 meu pai conseguiu realizar em Araraquara o projeto de sua vida, depois de ter trabalhado durante 35 anos na estrada de ferro, sem uma única falta. Chovesse, ventasse, estivesse doente, ele saía de manhã e ia para a Contadoria, escritório central. Uma imagem que guardo até hoje é a do velho Antonio de galocha, capa e guarda-chuva, chegando do trabalho, tomando banho e desfrutando uma gemada quente. Ao deixar a ferrovia, ele recebeu uma boa quantia, relativa à licença-prêmio, e com esse dinheiro abriu sua fábrica de sacos de papel, a primeira da cidade. Ele tinha percebido que nos armazéns (estava distante ainda o primeiro supermercado) e quitandas, os fregueses reclamavam da mercadoria embrulhada em jornal. Os donos respondiam: “Então, tragam suas sacolas, vou fazer o quê?”

A fábrica Brandão foi bem-sucedida. Começou na garagem de um médico tradicional, o doutor Aufiero (hoje pronto-socorro), cresceu, mudou para a Rua Cinco, a mais bela da cidade, com seus oitis que sofrem, constantemente, a ação impiedosa de podadores da prefeitura que os mutilam. Depois, outro pioneirismo, a fábrica se mudou para o bairro de Quitandinha (por que se chama assim? Influência do velho hotel de Petrópolis?), num tempo em que ninguém construía nada por ali. Meu pai acreditava nos sacos de papel e tinha em mente, no futuro, criar sacolas com alças. “Um dia vão ser de plástico”, garantia. Porém o comércio reagia contrariamente à ideia, alegava custos.

Mais tarde, quando meu pai já tinha vendido a fábrica ao sócio (na altura dos seus 75, 76 anos), as mentalidades mudaram, chegaram os supermercados, adotaram-se as sacolas, veio o plástico e hoje não há quem o dispense, em Araraquara, no Brasil e no mundo. Meu pai e seus sonhos envolvendo sacos de papel e sacolas de plástico me vieram à cabeça quando fui morar em Berlim. Passei a notar forte relação entre alemães e suas sacolas. Via amigos guardando cuidadosamente as sacolinhas sempre que chegavam de alguma compra. Até que fui apanhado desprevenido num supermercado. A caixa perguntou se eu queria sacola, disse que sim e ela me cobrou. Aprendi então que, sempre que a sacola não trazia publicidade, era vendida. Se trazia anúncio, era de graça. Alemão se recusa a ser objeto de merchandising e ainda pagar por isso (como essa gente que paga para usar camiseta de Coca-Cola, por exemplo). Porém, o que eu mais notava é que 9 entre 10 alemães andavam com sacola na mão. Feliz, considerei que tinha feito uma grande observação. Até o dia em que, aqui no Brasil, meu filho me olhou e perguntou: “Pai, por que o senhor está sempre com uma sacolinha na mão?”

Era verdade. Mais do que isso. Não somente eu. Passei a observar as ruas, contar o número de pessoas que carregam sacolas, sacolinhas, sacoletas. Podia ver o que algumas continham: verduras, revistas, remédios, filmes de vídeo, livros, roupas, presentes, cosméticos (esta é uma das palavras mais feias da língua portuguesa). Portanto, não só na Alemanha, é no Brasil, no mundo. Somos todos sacoleiros. Universais. Pois não existem até os “sacolões” de frutas e verduras? Que tanta coisa temos a carregar? Eu já me senti estranho ao perceber que estava de mãos vazias. Quantas vezes não voltei a algum lugar para ver se tinha esquecido alguma coisa? Não tinha.

(...)

E me veio, subitamente, a imagem de que no mundo moderno é impossível viver sem a sacola. Mais do que necessidade, a sacola é o novo membro do corpo humano. No futuro, teremos uma raça humana diferente anatomicamente. As pessoas vão nascer com a sacola do lado, grudada ao ombro por uma alça, ou presa à cintura, uma raça prática.

(Brandão, Ignácio de Loyola, 1936.Coleção Melhores Crônicas – 1ª edição, Global Editora, São Paulo, 2004)

Quanto às orações grifadas nas frases, informe se é verdadeiro ( V ) ou falso ( F ) o que se afirma abaixo e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) “Uma imagem que guardo até hoje é a do velho Antonio...” – oração adjetiva restritiva

( ) “Ao deixar a ferrovia, ele recebeu uma boa quantia...” – oração principal

( ) “A caixa perguntou se eu queria sacola...” – oração subordinada adverbial condicional

( ) “Feliz, considerei que tinha feito uma grande observação.” – oração subordinada substantiva objetiva direta

( ) “Começou na garagem de um médico tradicional (...) cresceu, mudou para a Rua Cinco para...” – oração coordenada assindética

 

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1338335 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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A dentina cariada fica subdividida em duas camadas: infectada (irreversivelmente desnaturada) e contaminada (passível de remineralização). Dentre os métodos existentes para remoção da dentina cariada, qual apresenta a vantagem de permitir a remoção da dentina infectada e oferecer uma forma de resistência ao preparo cavitário?

 

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Texto I para a questão

Mundo sem sacolas

Em 1955 meu pai conseguiu realizar em Araraquara o projeto de sua vida, depois de ter trabalhado durante 35 anos na estrada de ferro, sem uma única falta. Chovesse, ventasse, estivesse doente, ele saía de manhã e ia para a Contadoria, escritório central. Uma imagem que guardo até hoje é a do velho Antonio de galocha, capa e guarda-chuva, chegando do trabalho, tomando banho e desfrutando uma gemada quente. Ao deixar a ferrovia, ele recebeu uma boa quantia, relativa à licença-prêmio, e com esse dinheiro abriu sua fábrica de sacos de papel, a primeira da cidade. Ele tinha percebido que nos armazéns (estava distante ainda o primeiro supermercado) e quitandas, os fregueses reclamavam da mercadoria embrulhada em jornal. Os donos respondiam: “Então, tragam suas sacolas, vou fazer o quê?”

A fábrica Brandão foi bem-sucedida. Começou na garagem de um médico tradicional, o doutor Aufiero (hoje pronto-socorro), cresceu, mudou para a Rua Cinco, a mais bela da cidade, com seus oitis que sofrem, constantemente, a ação impiedosa de podadores da prefeitura que os mutilam. Depois, outro pioneirismo, a fábrica se mudou para o bairro de Quitandinha (por que se chama assim? Influência do velho hotel de Petrópolis?), num tempo em que ninguém construía nada por ali. Meu pai acreditava nos sacos de papel e tinha em mente, no futuro, criar sacolas com alças. “Um dia vão ser de plástico”, garantia. Porém o comércio reagia contrariamente à ideia, alegava custos.

Mais tarde, quando meu pai já tinha vendido a fábrica ao sócio (na altura dos seus 75, 76 anos), as mentalidades mudaram, chegaram os supermercados, adotaram-se as sacolas, veio o plástico e hoje não há quem o dispense, em Araraquara, no Brasil e no mundo. Meu pai e seus sonhos envolvendo sacos de papel e sacolas de plástico me vieram à cabeça quando fui morar em Berlim. Passei a notar forte relação entre alemães e suas sacolas. Via amigos guardando cuidadosamente as sacolinhas sempre que chegavam de alguma compra. Até que fui apanhado desprevenido num supermercado. A caixa perguntou se eu queria sacola, disse que sim e ela me cobrou. Aprendi então que, sempre que a sacola não trazia publicidade, era vendida. Se trazia anúncio, era de graça. Alemão se recusa a ser objeto de merchandising e ainda pagar por isso (como essa gente que paga para usar camiseta de Coca-Cola, por exemplo). Porém, o que eu mais notava é que 9 entre 10 alemães andavam com sacola na mão. Feliz, considerei que tinha feito uma grande observação. Até o dia em que, aqui no Brasil, meu filho me olhou e perguntou: “Pai, por que o senhor está sempre com uma sacolinha na mão?”

Era verdade. Mais do que isso. Não somente eu. Passei a observar as ruas, contar o número de pessoas que carregam sacolas, sacolinhas, sacoletas. Podia ver o que algumas continham: verduras, revistas, remédios, filmes de vídeo, livros, roupas, presentes, cosméticos (esta é uma das palavras mais feias da língua portuguesa). Portanto, não só na Alemanha, é no Brasil, no mundo. Somos todos sacoleiros. Universais. Pois não existem até os “sacolões” de frutas e verduras? Que tanta coisa temos a carregar? Eu já me senti estranho ao perceber que estava de mãos vazias. Quantas vezes não voltei a algum lugar para ver se tinha esquecido alguma coisa? Não tinha.

(...)

E me veio, subitamente, a imagem de que no mundo moderno é impossível viver sem a sacola. Mais do que necessidade, a sacola é o novo membro do corpo humano. No futuro, teremos uma raça humana diferente anatomicamente. As pessoas vão nascer com a sacola do lado, grudada ao ombro por uma alça, ou presa à cintura, uma raça prática.

(Brandão, Ignácio de Loyola, 1936.Coleção Melhores Crônicas – 1ª edição, Global Editora, São Paulo, 2004)

Considerando o processo de formação de palavras, relacione a coluna da direita com a da esquerda e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Derivação regressiva

(2) Parassíntese

(3) Sufixação

(4) Composição por justaposição

( ) sacola.

( ) guarda-chuva.

( ) esclarecer.

( ) compra.

 

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Texto II para a questão

Sacolas plásticas na mira

Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano – para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental.

Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção(a), elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses(c). Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes(d), o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.

Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis(b), como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. “Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável”, explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo.

Restringir o uso de sacolas plásticas tem impacto significativo no ambiente?

Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. “Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis”, diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.

(Veja – 01/06/2011 / com adaptações)

Com base no período em destaque, responda à questão.

“Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio.”

No fragmento, é possível identificar o uso de uma linguagem figurada. O mesmo ocorre em

 

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1338328 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Em relação aos princípios de oclusão ideal para a dentição natural, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) e marque a alternativa correta.

( ) Relação oclusal deve ser tipo cúspide fossa.

( ) Coincidir a relação cêntrica com a máxima intercuspidação habitual.

( ) Em todos os movimentos mandibulares, não deve haver, através da guia anterior, a desoclusão de todos os dentes posteriores, em protrusão, trabalho e balanceio.

 

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1338324 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Nos géis clareadores, qual é a substância que tem como função tornar mais lenta a liberação do oxigênio?

 

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1338266 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Das lesões cervicais não cariosas a seguir relacionadas, qual apresenta como etiologia o trauma oclusal e se apresenta clinicamente em forma de cunha, com margens bem definidas?

 

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1338212 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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O policarboxilato de cálcio é um poliácido resultante da presa inicial do cimento de ionômero de vidro convencional, altamente susceptível à sorção de água, fato que justifica a proteção do material, após sua inserção na cavidade, com

 

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1338204 Ano: 2011
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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No isolamento do campo operatório, grampos com várias numerações são utilizados para estabilização do lençol de borracha. Qual dos grampos listados está indicado para dentes posteriores com coroas curtas e/ou expulsivas?

 

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