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A terapia cognitiva proposta por Aron Beck na década de 1960 tem como objetivo, “ensinar o paciente a reconhecer as cognições negativas e sua conexão com o afeto e comportamento; examinar as evidencias contra e a favor à tais pensamentos e substituí–los por interpretações mais orientadas para a realidade”. Esse objetivo foi desenvolvido a partir da constatação, em estudos científicos, que a perspectiva negativista de pacientes deprimidos possuía acerca de si mesmos, do mundo e do futuro, portanto distorcida, desencadeava o quadro depressivo em que se encontravam. Posteriormente a esses achados, esse modelo psicoterápico foi estendido a outras modalidades de transtornos psicológicos tais como ansiedade, alimentares, de personalidade, dentre outros. Julgue as sentenças que salientam distorções ou cognições negativas, informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) A catastrofização ou adivinhação consiste em predizer o futuro negativamente, sem levar em consideração outros resultados mais prováveis.
( ) O filtro mental ou abstração seletiva consiste em chegar a uma conclusão negativa abrangente que extrapola a situação em questão.
( ) A hipergeneralização ou supergeneralização consiste em prestar atenção num pequeno detalhe, ao invés de ver o quadro por inteiro.
( ) O pensamento polarizado, tudo ou nada, preto e branco ou dicotômico, envolve a percepção de uma situação de forma dicotômica, em apenas duas categorias, ao invés de um continum.
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Texto I para responder a questão abaixo.
Democracia e autoritarismo
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos prontos.
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política.
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia.
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.)
De acordo com o posicionamento assumido pela autora no texto, informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras
(V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Sua posição é contrária a todo e qualquer tipo de manifestação popular.
( ) Diante do desconhecimento acerca da democracia, o autoritarismo instala-se.
( ) A ignorância social em relação ao assunto abordado pode ser suprida através de conquistas de caráter apenas pessoal.
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De acordo com o Barlow (1999), “os ‘ataques de pânico’ são episódios distintos de temor ou medo intenso, acompanhados por sintomas físicos e cognitivos”. Esses episódios se caracterizam pela experiência de determinadas sensações somáticas associadas a uma sensação elevada de ameaça e perigo. Segundo o autor, os transtornos de pânico com ou sem agorafobia – TP/TPA possuem estimativas de prevalência, respectivamente, de 2,7% (12 meses) e 4,7% (na vida). Além disso, podem estar associados com histórico de exposição direta ou indireta a situações de violência doméstica. Tais características evidenciam a importância da compreensão das diversas variáveis de tratamentos como o setting, o formato, contexto interpessoal, dentre outras. Em relação a setting clínico da terapia cognitivo comportamental para pacientes ambulatoriais e atenção primária com TP/TPA é correto afirmar que
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Texto II para responder a questão abaixo.
O que diria e o que faria Mandela?
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações(a) com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos(c). [...]
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos(d). No entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios saqueados eram sul-africanos.
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura(b) e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte.
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.)
Quanto à construção dos referentes textuais e suas estratégias de referenciação, indique a alternativa que apresenta expressão que foi utilizada com tal intencionalidade, ou seja, a retomada de um elemento ou expressão como estratégia de referenciação.
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No texto “Recordar, repetir e elaborar”, Freud (1970) menciona que “o início do tratamento em si ocasiona uma mudança na atitude consciente do paciente para com sua doença. Ele, habitualmente, se contentava em lamentá-la, desprezá-la como absurda e subestimar sua importância; quanto ao resto, estendeu às manifestações dela a política de avestruz de repressão que adotara em relação às suas origens. Assim, pode acontecer que não saiba corretamente em que condições sua fobia se manifesta, não escute o fraseado preciso de suas ideias obsessivas ou não apreenda o intuito real de seu impulso obsessivo. O tratamento, naturalmente, não é auxiliado por isto”.
Com base nesse fragmento de texto, o início do tratamento seria auxiliado na verdade
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Texto II para responder a questão abaixo.
O que diria e o que faria Mandela?
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. [...]
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios saqueados eram sul-africanos.
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte.
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.)
Acerca dos elementos evidenciados, informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Em “para a Europa”, o “para” contém uma ideia de finalidade.
( ) As duas ocorrências da expressão “no entanto” apresentam o mesmo valor.
( ) No último parágrafo do texto, “sempre” traz uma ideia de tempo, assim como “ainda”.
( ) O segmento “o drama humanitário e os dilemas europeus” é sujeito composto pois possui dois núcleos.
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Texto I para responder a questão abaixo.
Democracia e autoritarismo
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos prontos.
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política.
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia.
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.)
O título do texto é composto de elementos que
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A psicoterapia pode ser entendida como um procedimento que se estende para além dos limites da sessão, mediante um profissional devidamente qualificado. Isso significa que fora das sessões o paciente deve assumir uma atitude de auto-observação permanente em relação aos seus sintomas, condutas, inibições, pensamentos, emoções ou sentimentos diversos. Nesse sentido, um dos primeiros objetivos da psicoterapia consiste em fazer com que o paciente adote a postura de auto-observação numa perspectiva tanto interna, quanto externa a si mesmo. Em relação a todas as atitudes necessárias para o desenvolvimento do hábito da auto-observação no processo psicoterápico, assinale a opção correta.
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Texto I para responder a questão abaixo.
Democracia e autoritarismo
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos prontos.
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política.
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia.
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.)
“Há de tomar o pregador uma só matéria, há de defini-la para que se conheça, há de dividi-la para que se distinga, há de prová-la com a Escritura, há de declará-la com a razão, há de confirmá-la com o exemplo, há de amplificá-la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão de seguir, com os inconvenientes que se devem evitar; há de responder às dúvidas, há de satisfazer as dificuldades, há de impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários, e depois disso há de colher, há de apertar, há de concluir, há de persuadir, há de acabar.”
(VIEIRA, A. Pe. Sermões e lugares seletos. Seleção, introdução e notas de Mário Gonçalves Viana. Porto:
Educação Nacional, 1941.)
O trecho anterior faz parte do Sermão da Sexagésima de autoria do padre Antônio Vieira, em 1655. Tendo em vista o texto “Democracia e Autoritarismo”, afirma-se que a estrutura proposta por Vieira
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Em 2010, o Conselho Federal de Psicologia e o Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) divulgaram uma cartilha de práticas profissionais de psicólogos a atenção básica à saúde, a qual traz considerações importantes acerca da atuação multiprofissional do profissional da psicologia, principalmente por salientar que esse tipo de atuação faz parte dos objetivos e da organização do trabalho na Atenção Básica à Saúde, cabendo ao profissional, portanto, planejar, realizar e avaliar as ações desenvolvidas nesse contexto. Dentre as diversas ações em equipe, destacam-se as reuniões para discussão e supervisão de casos clínicos. Essas discussões abrangem, entre outros temas, os procedimentos, diagnósticos, a formulação dos casos, e o planejamento, acompanhamento e possíveis desfechos dos tratamentos. Abrangem, inclusive, a formulação cultural de um caso clínico, a qual pauta-se:
I. Em uma abordagem de assistência, em que o entendimento da cultura norteia a compreensão das causas dos comportamentos de indivíduos e grupos e que independa do tipo de identificação cultural que eles possuam.
II. Na consideração das normas e crenças culturais, visto que, estas exercem impacto mais significativo sobre indivíduos que se identificam fortemente com sua cultura de origem.
III. Em um modelo de atendimento em que, embora os sintomas do paciente não representem uma síndrome ligada a cultura, os clínicos devam levar em conta a estrutura cultural de indivíduos e grupos como um pano de fundo.
IV. No exame da formação cultural do paciente, como uma maneira de determinar os apoios culturais disponíveis, visto que, estes fornecem importantes recursos emocionais que funcionam com estratégias de enfrentamento de eventos estressores.
Analisando as sentenças, os aspectos privilegiados na formulação cultural, estão corretas apenas nas afirmativas
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