Foram encontradas 45 questões.
Determine a negação da proporção “André é alto e Arthur é baixo”.
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O terreno do Sr. Carlos tem forma retangular, como mostra a figura a seguir:

Quanto mede o maior lado do terreno?
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Observe a sequência de figuras abaixo, formadas por triângulos brancos e pretos:

Qual das expressões corresponde ao número total de triângulos do termo de ordem n?
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Uma escola realizou uma pesquisa com seus 200 estudantes do Ensino Médio sobre a preferência para realização do itinerário formativo entre duas opções, Humanas e Linguagens, que pretende oferecer no próximo ano, e ela mostrou que, entre os estudantes pesquisados, 115 preferem humanas; 135, linguagens; e 10 ainda não souberam opinar.
Entre os estudantes pesquisados, o total que prefere apenas a área de Humanas é igual a
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
O problema é que as tecnologias de produção em larga escala não estão 100% consolidadas. (L.29-30)
A segunda oração do período acima se classifica como
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
No entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma dificuldade técnica relevante: o transporte e armazenamento. (L.109-112)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao dito no trecho imediatamente anterior, exerce papel de
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
O texto, em relação ao seu propósito e tipologia, se classifica como
Provas
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
No entanto, como o mercado é promissor, empresas estão apostando no desenvolvimento da indústria de H2V. (L.34-36)
A circunstância indicada pelo segmento sublinhado no período acima é de
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10
Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência
O elemento mais abundante do universo vive uma
espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a
pegada ambiental de setores intensivos em carbono e
alavancar o processo de transição energética, o
5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do
futuro, com ares de superstar.
Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o
mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –
chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil
10 tem condições de liderar globalmente.
É que, embora exista em grande quantidade na
natureza, raramente ele é encontrado em sua forma
elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma
matéria-prima, que hoje é principalmente de origem
15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.
O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado
da água, num processo de extração que usa energia
elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o
hidrogênio gasoso do oxigênio.
20 Segundo a Agência Internacional de Energia,
apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde
ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas
de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino
Unido e Indonésia somadas.
25 Se considerar o potencial para substituir outros
combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por
exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode
ser ainda maior.
O problema é que as tecnologias de produção em
30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,
transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o
armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta
pressão, dificultando a logística.
No entanto, como o mercado é promissor,
35 empresas estão apostando no desenvolvimento da
indústria de H2V. Num momento em que a crise climática
se mistura com a crise energética na Europa, a corrida
ganhou senso de urgência.
Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.
40 O país tem condições de se tornar um dos principais
produtores e exportadores de hidrogênio verde, por
apresentar condições climáticas favoráveis à geração de
energia solar e eólica.
Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais
45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA
e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais
competitivos em termos de preço.
Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como
um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um
50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o
longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.
Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará
investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200
bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da
55 consultoria McKinsey.
Franceli Jodas, líder global de energia da
consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se
movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda
são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo
60 globalmente.
"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito
cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.
Segundo Jodas, é preciso passar por um período de
maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões
65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer
ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos
querem atender às demandas de energia da Europa, mas
o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico
ainda."
70 (...)
Atualmente, o Nordeste concentra a maior
movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer
se posicionar como um polo produtor, devido ao alto
potencial para geração de energia solar e eólica, além da
75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado
europeu.
O Ceará é o estado com o maior número de
projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e
Rio Grande do Norte vêm logo atrás.
80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia
na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o
estado possui mais de 24 memorandos de entendimento
feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que
representa uma sinalização de investimento superior a
85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).
"Nós temos condições de produzir no Brasil, no
Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio
verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando
que a complementaridade da produção de energia eólica
90 e solar é um fator diferencial da região.
Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está
sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o
projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$
626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari
95 e deve entrar em operação até o final de 2023.
Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,
explica que o interesse da companhia na indústria está na
amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.
A empresa atua no setor químico e petroquímico, e
100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido
principalmente através da sintetização do gás natural.
Após assumir as fábricas de fertilizantes da
Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de
amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de
105 hidrogênio verde.
Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter
todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte
de energia, combustível marítimo e para a fabricação de
fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No
110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma
dificuldade técnica relevante: o transporte e
armazenamento.
"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para
armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa
115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um
produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e
o cliente reverte o processo."
A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já
tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas
120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil
toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil
toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê
expandir a produção em dez vezes.
(...)
(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.
10.jan.2023)
Assinale a alternativa em que, no texto, analisando o processo de formação da palavra como um todo, esteja indicada uma palavra que não tenha sido formada por composição.
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