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Foram encontradas 45 questões.

2868727 Ano: 2023
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Determine a negação da proporção “André é alto e Arthur é baixo”.

 

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2868699 Ano: 2023
Disciplina: Matemática
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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O terreno do Sr. Carlos tem forma retangular, como mostra a figura a seguir:

Enunciado 2868699-1

Quanto mede o maior lado do terreno?

 

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2868698 Ano: 2023
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Observe a sequência de figuras abaixo, formadas por triângulos brancos e pretos:

Enunciado 2868698-1

Qual das expressões corresponde ao número total de triângulos do termo de ordem n?

 

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2868697 Ano: 2023
Disciplina: Matemática
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Uma escola realizou uma pesquisa com seus 200 estudantes do Ensino Médio sobre a preferência para realização do itinerário formativo entre duas opções, Humanas e Linguagens, que pretende oferecer no próximo ano, e ela mostrou que, entre os estudantes pesquisados, 115 preferem humanas; 135, linguagens; e 10 ainda não souberam opinar.

Entre os estudantes pesquisados, o total que prefere apenas a área de Humanas é igual a

 

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2868693 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

 

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2868692 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

O problema é que as tecnologias de produção em larga escala não estão 100% consolidadas. (L.29-30)

A segunda oração do período acima se classifica como

 

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2868691 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

No entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma dificuldade técnica relevante: o transporte e armazenamento. (L.109-112)

O segmento sublinhado no período acima, em relação ao dito no trecho imediatamente anterior, exerce papel de

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868690 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

O texto, em relação ao seu propósito e tipologia, se classifica como

 

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Questão presente nas seguintes provas
2868675 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

No entanto, como o mercado é promissor, empresas estão apostando no desenvolvimento da indústria de H2V. (L.34-36)

A circunstância indicada pelo segmento sublinhado no período acima é de

 

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2868674 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: CISTRI
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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

O elemento mais abundante do universo vive uma

espécie de corrida do ouro. Com potencial para reduzir a

pegada ambiental de setores intensivos em carbono e

alavancar o processo de transição energética, o

5 hidrogênio é visto por muitos como o combustível do

futuro, com ares de superstar.

Mas não é todo tipo de hidrogênio que empolga o

mercado. O entusiasmo é pela versão sustentável –

chamada de hidrogênio verde – e cuja produção o Brasil

10 tem condições de liderar globalmente.

É que, embora exista em grande quantidade na

natureza, raramente ele é encontrado em sua forma

elementar. A extração precisa ser feita a partir de alguma

matéria-prima, que hoje é principalmente de origem

15 fóssil, como gás natural, petróleo ou carvão.

O hidrogênio verde (H2V), por sua vez, é derivado

da água, num processo de extração que usa energia

elétrica renovável para quebrar a molécula e separar o

hidrogênio gasoso do oxigênio.

20 Segundo a Agência Internacional de Energia,

apenas a substituição do hidrogênio "cinza" pelo verde

ajudaria a economizar cerca de 830 milhões de toneladas

de carbono por ano, o equivalente às emissões de Reino

Unido e Indonésia somadas.

25 Se considerar o potencial para substituir outros

combustíveis poluentes – na siderurgia e na aviação, por

exemplo –, o impacto positivo para o meio ambiente pode

ser ainda maior.

O problema é que as tecnologias de produção em

30 larga escala não estão 100% consolidadas. Além disso,

transportar hidrogênio é desafiador, pois exige que o

armazenamento seja feito em baixas temperaturas e alta

pressão, dificultando a logística.

No entanto, como o mercado é promissor,

35 empresas estão apostando no desenvolvimento da

indústria de H2V. Num momento em que a crise climática

se mistura com a crise energética na Europa, a corrida

ganhou senso de urgência.

Para o Brasil, o setor pode ser uma oportunidade.

40 O país tem condições de se tornar um dos principais

produtores e exportadores de hidrogênio verde, por

apresentar condições climáticas favoráveis à geração de

energia solar e eólica.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais

45 produz energia renovável no mundo, atrás apenas de EUA

e China. A alta oferta também coloca o país entre os mais

competitivos em termos de preço.

Um estudo da BloombergNEF projeta o Brasil como

um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um

50 custo inferior a US$ 1 por quilo até 2030. Considerando o

longo prazo (2050), a cifra pode cair para US$ 0,55/kg.

Mas, para viabilizar esse cenário, o país precisará

investir alto na indústria, algo em torno de US$ 200

bilhões (R$ 1,04 trilhão) até 2040, segundo estimativas da

55 consultoria McKinsey.

Franceli Jodas, líder global de energia da

consultoria KPMG, diz que o Brasil já começou a se

movimentar nessa direção. Os projetos, ela ressalta, ainda

são pilotos, mas isso é algo que está acontecendo

60 globalmente.

"O hidrogênio verde é uma tecnologia nova e muito

cara. Ainda não é tão competitivo", afirma.

Segundo Jodas, é preciso passar por um período de

maturidade não só da tecnologia em si, mas de questões

65 de mercado internacional também. "Todo mundo quer

ser o grande exportador de hidrogênio verde, todos

querem atender às demandas de energia da Europa, mas

o fato é que precisamos de desenvolvimento tecnológico

ainda."

70 (...)

Atualmente, o Nordeste concentra a maior

movimentação em torno do H2V no Brasil. A região quer

se posicionar como um polo produtor, devido ao alto

potencial para geração de energia solar e eólica, além da

75 localização estratégica dos portos em relação ao mercado

europeu.

O Ceará é o estado com o maior número de

projetos já anunciados, mas Bahia, Pernambuco, Piauí e

Rio Grande do Norte vêm logo atrás.

80 Segundo Joaquim Rolim, coordenador de energia

na Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), o

estado possui mais de 24 memorandos de entendimento

feitos com empresas nacionais e estrangeiras, o que

representa uma sinalização de investimento superior a

85 US$ 29,7 bilhões (R$ 154,9 bilhões).

"Nós temos condições de produzir no Brasil, no

Nordeste e, particularmente, no Ceará, o hidrogênio

verde mais barato do mundo", diz Rolim, acrescentando

que a complementaridade da produção de energia eólica

90 e solar é um fator diferencial da região.

Mas é na Bahia que a primeira fábrica de H2V está

sendo construída. Em julho de 2022, a Unigel anunciou o

projeto, com investimento inicial de US$ 120 milhões (R$

626 milhões). A usina ficará no Polo Industrial de Camaçari

95 e deve entrar em operação até o final de 2023.

Luiz Felipe Fustaino, diretor-executivo da Unigel,

explica que o interesse da companhia na indústria está na

amônia verde, que é um dos subprodutos do H2V.

A empresa atua no setor químico e petroquímico, e

100 é grande consumidora do composto, que hoje é produzido

principalmente através da sintetização do gás natural.

Após assumir as fábricas de fertilizantes da

Petrobras, em 2020, a Unigel passou a ser produtora de

amônia e viu que fazia sentido entrar no mercado de

105 hidrogênio verde.

Segundo Fustaino, a usina na Bahia vai converter

todo o H2V em amônia, que pode ser usada como fonte

de energia, combustível marítimo e para a fabricação de

fertilizantes e acrílicos com menor pegada de carbono. No

110 entanto, o produto também pode ajudar a resolver uma

dificuldade técnica relevante: o transporte e

armazenamento.

"Hidrogênio é um gás extremamente volátil. Para

armazená-lo, é preciso que a temperatura esteja na casa

115 de -300°C ou sob muita pressão. Já a amônia é um

produto mais fácil", diz. "Então transporta-se a amônia e

o cliente reverte o processo."

A expectativa é que no fim de 2023, a Unigel já

tenha a usina pronta para fabricar as primeiras toneladas

120 de hidrogênio verde. A previsão inicial é produzir 10 mil

toneladas por ano, que serão convertidas em 60 mil

toneladas de amônia verde. A segunda fase prevê

expandir a produção em dez vezes.

(...)

(Thiago Bethônico. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/01/entenda-acorrida-pelo-hidrogenio-verde-e-por-que-o-brasil-pode-ser-uma-potencia.shtml.

10.jan.2023)

Assinale a alternativa em que, no texto, analisando o processo de formação da palavra como um todo, esteja indicada uma palavra que não tenha sido formada por composição.

 

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