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Foram encontradas 120 questões.

598517 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa — a formação do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e à arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.

José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho.

Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).

A respeito das idéias do texto acima, julgue o item seguinte.

O texto ilustra o fato de que, no Brasil, os direitos civis não são desenvolvidos com a necessária igualdade em virtude da inexistência de leis que combatam os privilégios de uma minoria arrogante.

 

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598504 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa — a formação do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e à arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.

José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho.

Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).

A respeito das idéias do texto acima, julgue o item seguinte.

Ao enunciar a frase negativa do início do texto, o autor dá a entender que se contrapõe à respectiva proposição afirmativa, para o que contribui a explicitação do ponto de vista que rege sua interpretação da escravidão.

 

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598499 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa — a formação do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e à arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.

José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho.

Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).

A respeito das idéias do texto acima, julgue o item seguinte.

O seguinte trecho, escrito por Matilde Ribeiro (FSP, 11/12/2005), poderia dar continuidade ao texto, visto que ambos compartilham as assunções de base: “O fim do sistema escravista, há mais de cem anos, alterou o regime jurídico dos antigos escravizados. Porém, não trouxe a perspectiva de libertação dos descendentes de negros com plena inserção na sociedade, no mercado de trabalho, no sistema educacional, no acesso à moradia digna, à posse da terra, à cidadania”.

 

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598469 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.

O texto estabelece a oposição entre os nós da madeira foram importantíssimos para nós versus atuação extrativista dos colonizadores.

Tal oposição permite ao autor manifestar sua resignação com o modelo colonial português: o explorador.

 

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598465 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.

No primeiro período do texto, estabelece-se uma relação de causa/conseqüência que pode, desfazendo-se a elipse, ser explicitada da seguinte maneira: Dado que fomos descobertos por povo marítimo e sendo povo marítimo nós mesmos, era natural que medida marítima (...) nos fosse tão importante.

 

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598443 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.

A palavra nosotros não pertence ao léxico da língua portuguesa. Ao buscar em outra língua o título do texto, o autor está contribuindo para desnacionalizar a língua portuguesa, por meio da infiltração de estrangeirismos ou empréstimos desnecessários.

 

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598303 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto Nosotros, julgue o item abaixo.

Uma análise dos sintagmas do texto compostos com o substantivo “nó” permite afirmar que “o nó náutico” constitui paráfrase de “medida marítima”; “nó na garganta” é expressão clichê, que denota dificuldade de falar; na expressão “nó da forca portuguesa”, identifica-se figura de estilo denominada personificação ou animismo.

 

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598285 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto acima, julgue o item a seguir.

A expressão “sempre tivemos as costas largas” admite, no contexto em que está empregada, pelo menos duas leituras: a de que sempre obtivemos a proteção de alguém e a de que nosso país tem grande extensão de litoral. Nela se revela, portanto, ambigüidade.

 

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598277 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Nosotros

Descobertos por povo marítimo e povo marítimo nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que medida marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram importantíssimos pra nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com nó na garganta (sabendo já que exportávamos meio ambiente), ameaçados pelo nó da forca portuguesa.

Millôr Fernandes. Veja, 30/11/ 2005, p. 30.

Tendo como base o texto acima, julgue o item a seguir.

Considerando-se o trabalho realizado pelo autor sobre a própria mensagem e a evidência colocada no lado palpável dos signos (Jakobson), diz-se que está presente no texto a função poética da linguagem, independentemente de ele se apresentar em formato de prosa.

 

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598270 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Texto

Juscelino Kubitscheck

• Informa ao Senado ter tomado conhecimento de sua próxima cassação (3/6/1964).

O SR. JUSCELINO KUBITSCHEK — (Para explicar, lê o seguinte discurso) — Sr. Presidente, Srs. Senadores, na previsão de que se confirme a cassação dos meus direitos políticos, que implicaria na cassação do meu direito de cidadão (ser candidato do Partido Social Democrático ao futuro pleito presidencial) e de representante do povo de Goiás, julgo de meu dever dirigir, desta tribuna, algumas palavras à Nação brasileira. Faço-o agora para que, se o ato de violência vier a consumar-se, não me veja eu privado do dever de denunciar o atentado que na minha pessoa vão sofrer as instituições livres. Não me é lícito perder uma oportunidade que não me pertence, mas pertence a tudo o que represento nesta hora. (...)

Se me forem retirados os direitos políticos, como se anuncia em toda a parte, não me intimidarei, não deixarei de lutar. Do ponto de vista de minha biografia, só terei do que me orgulhar desse ato. Lamento apenas que a Nação, através do Partido que recentemente me indicou para as eleições de 65, sofra essa vil afronta. Mas essa mesma afronta terá reparação certa pelas urnas, ao primeiro ensejo, com qualquer outro nome pessedista.

Por que, então, Sr. Presidente, é o caso de perguntar-me, se me deveria envaidecer de tão grande privilégio — o de ser alvo principal da luta antidemocrática — por que me invade neste instante uma tristeza das mais terríveis por que já passei em toda a minha acidentada vida pública? Essa tristeza nasce, sem dúvida de que, se por um lado me oferecem uma oportunidade de glória, por outro lado ferem o nosso País, humilhando na minha pessoa a nossa civilização, degradando-nos no conceito das demais nações livres e fazendo na Revolução algo que merecerá o repúdio de todos os democratas do mundo. É com esse terrível sentimento de pesar que espero a consumação da iniqüidade que anunciam para breve.

Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília:

Senado Federal, Presidência, 1998, vol. I, p. 311-2.

Considerando aspectos morfossintáticos do discurso de Juscelino Kubitscheck, julgue o item subseqüente.

O último período do primeiro parágrafo é construído sintática e semanticamente com base nas figuras de linguagem denominadas assíndeto e hipérbole.

 

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