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TEXTO IV
Bruxas não existem
(Moacyr Sclíar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas, e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
- Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. quela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem# >. Acesso em: 1° set. 2020.
A partir da análise dos elementos coesivos destacados no trecho a seguir, retirado do penúltimo parágrafo: "Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa.", conclui-se que
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TEXTO IV
Bruxas não existem
(Moacyr Sclíar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas, e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
- Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. quela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem# >. Acesso em: 1° set. 2020.
No trecho "De repente, enfiei o pé num buraco e caí.", em negrito no 6° parágrafo, o uso da vírgula
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TEXTO IV
Bruxas não existem
(Moacyr Sclíar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas, e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
- Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. quela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem# >. Acesso em: 1° set. 2020.
No momento em que os garotos tentaram arremessar o bode pela janela da casa de Ana Custódio, a senhora
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TEXTO IV
Bruxas não existem
(Moacyr Sclíar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.
Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas, e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
- Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. quela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.
Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem# >. Acesso em: 1° set. 2020.
As palavras "bruxa", ao final do 1° parágrafo, e "bruxa, bruxa!", ao final do 3º parágrafo, são marcadas pelo uso das aspas. Nesses contextos, esses sinais de pontuação indicam, respectivamente,
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TEXTO III

Disponível em: < https://marcas.meioemensagem.com.br/pao-de-acucar/ >. Acesso em: 1° set. 2020.
Após a leitura e a análise do texto III, verifica-se que sua finalidade é
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TEXTO III

Disponível em: < https://marcas.meioemensagem.com.br/pao-de-acucar/ >. Acesso em: 1° set. 2020.
A partir da análise da linguagem mista presente na propaganda, nota-se que a relação de sentido criada entre as expressões "legumes orgânicos" e "brigadeiro" demonstra que o
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TEXTO lI
O que é?
on 11 de maio de 2008 at 6:01

Disponível em: < https;//bichinhosdejardim.com/o-que-e/comment-page-1/ >. Acesso em: 1º set. 2020.
TEXTO I
Fábula da Gotinha
(Caio Ferraz)

Uma gota de esperança num oceano de desilusões
Era uma vez uma simples gotinha de água que vivia em alto mar. Uma hora ela vivia numa calmaria que dava sono, noutra ela vivia sob tormentas que lhe tiravam o sono.
Ela, uma pequena gotinha, nada podia fazer. E, para se proteger das tempestades, se juntou a milhões e milhões de outras gotinhas que assim formaram um grande oceano.
O sol insistentemente a aquecia, e ela, não podendo resistir, evaporou. Viajou por milhares de metros acima do mar. Triste, achou que ficaria perdida no espaço, sozinha, sem nenhuma outra gotinha por perto. Viu que, se assim continuasse, iria sumir naquele lugar.
Um belo dia, ela encontrou um senhor forte e poderoso chamado vento, que lhe deu um sopro de esperança. Com isso, ela vagou por alguns dias, até encontrar outras gotinhas, e assim formarem uma grande nuvem. Então tudo pareceu bem mais suave e agradável. Mas logo, outra gotinha chamou suas amigas, e juntas chegaram à conclusão de que a vida no mundo das nuvens estava meio saturada.
Viajaram, pois, por dezenas de quilômetros e, por fim, encontraram um pequeno e árido vilarejo. Um lugar ermo, sem energia elétrica e sem estradas, quase sem nada.
E a pequena gotinha, que se achava perdida no oceano e no espaço, tomou coragem e desaguou sobre aquele pobre vilarejo toda sua esperança. Todas as outras gotinhas fizeram o mesmo.
E aquelas gatinhas, que sozinhas não pareciam ser importantes, deram frutos capazes de alimentar aquele pequeno lugar, descobrindo-se fortes para ajudar a mudar a vida dos poucos que ali viviam. Até mesmo o vento deu o ar de sua graça, fazendo a brisa daquele lugar outro ambiente.
Assim é a vida. Se você decidir ser uma gota perdida no oceano da vaidade, viverá entre calmarias e tormentas; mas se você se juntar a outras gotinhas, seguramente fará uma grande diferença na vida de alguém.
(Texto adaptado) Disponível em: < https://www.anf.org.br/fa bula-da-gotinha/ >. Acesso em: 1° set. 2020.
Com relação aos textos I e II, ambos apresentam uma mesma relação temática entre fenômenos da natureza e sentimentos, de modo que, no primeiro texto, há um(a)
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
TEXTO lI
O que é?
on 11 de maio de 2008 at 6:01

Disponível em: < https;//bichinhosdejardim.com/o-que-e/comment-page-1/ >. Acesso em: 1º set. 2020.
A partir da análise da tirinha, seu sentido figurado mostra que
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TEXTO I
Fábula da Gotinha
(Caio Ferraz)

Uma gota de esperança num oceano de desilusões
Era uma vez uma simples gotinha de água que vivia em alto mar. Uma hora ela vivia numa calmaria que dava sono, noutra ela vivia sob tormentas que lhe tiravam o sono.
Ela, uma pequena gotinha, nada podia fazer. E, para se proteger das tempestades, se juntou a milhões e milhões de outras gotinhas que assim formaram um grande oceano.
O sol insistentemente a aquecia, e ela, não podendo resistir, evaporou. Viajou por milhares de metros acima do mar. Triste, achou que ficaria perdida no espaço, sozinha, sem nenhuma outra gotinha por perto. Viu que, se assim continuasse, iria sumir naquele lugar.
Um belo dia, ela encontrou um senhor forte e poderoso chamado vento, que lhe deu um sopro de esperança. Com isso, ela vagou por alguns dias, até encontrar outras gotinhas, e assim formarem uma grande nuvem. Então tudo pareceu bem mais suave e agradável. Mas logo, outra gotinha chamou suas amigas, e juntas chegaram à conclusão de que a vida no mundo das nuvens estava meio saturada.
Viajaram, pois, por dezenas de quilômetros e, por fim, encontraram um pequeno e árido vilarejo. Um lugar ermo, sem energia elétrica e sem estradas, quase sem nada.
E a pequena gotinha, que se achava perdida no oceano e no espaço, tomou coragem e desaguou sobre aquele pobre vilarejo toda sua esperança. Todas as outras gotinhas fizeram o mesmo.
E aquelas gatinhas, que sozinhas não pareciam ser importantes, deram frutos capazes de alimentar aquele pequeno lugar, descobrindo-se fortes para ajudar a mudar a vida dos poucos que ali viviam. Até mesmo o vento deu o ar de sua graça, fazendo a brisa daquele lugar outro ambiente.
Assim é a vida. Se você decidir ser uma gota perdida no oceano da vaidade, viverá entre calmarias e tormentas; mas se você se juntar a outras gotinhas, seguramente fará uma grande diferença na vida de alguém.
(Texto adaptado) Disponível em: < https://www.anf.org.br/fa bula-da-gotinha/ >. Acesso em: 1° set. 2020.
Considerando a trajetória da gotinha no texto I, conclui-se que
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TEXTO I
Fábula da Gotinha
(Caio Ferraz)

Uma gota de esperança num oceano de desilusões
Era uma vez uma simples gotinha de água que vivia em alto mar. Uma hora ela vivia numa calmaria que dava sono, noutra ela vivia sob tormentas que lhe tiravam o sono.
Ela, uma pequena gotinha, nada podia fazer. E, para se proteger das tempestades, se juntou a milhões e milhões de outras gotinhas que assim formaram um grande oceano.
O sol insistentemente a aquecia, e ela, não podendo resistir, evaporou. Viajou por milhares de metros acima do mar. Triste, achou que ficaria perdida no espaço, sozinha, sem nenhuma outra gotinha por perto. Viu que, se assim continuasse, iria sumir naquele lugar.
Um belo dia, ela encontrou um senhor forte e poderoso chamado vento, que lhe deu um sopro de esperança. Com isso, ela vagou por alguns dias, até encontrar outras gotinhas, e assim formarem uma grande nuvem. Então tudo pareceu bem mais suave e agradável. Mas logo, outra gotinha chamou suas amigas, e juntas chegaram à conclusão de que a vida no mundo das nuvens estava meio saturada.
Viajaram, pois, por dezenas de quilômetros e, por fim, encontraram um pequeno e árido vilarejo. Um lugar ermo, sem energia elétrica e sem estradas, quase sem nada.
E a pequena gotinha, que se achava perdida no oceano e no espaço, tomou coragem e desaguou sobre aquele pobre vilarejo toda sua esperança. Todas as outras gotinhas fizeram o mesmo.
E aquelas gatinhas, que sozinhas não pareciam ser importantes, deram frutos capazes de alimentar aquele pequeno lugar, descobrindo-se fortes para ajudar a mudar a vida dos poucos que ali viviam. Até mesmo o vento deu o ar de sua graça, fazendo a brisa daquele lugar outro ambiente.
Assim é a vida. Se você decidir ser uma gota perdida no oceano da vaidade, viverá entre calmarias e tormentas; mas se você se juntar a outras gotinhas, seguramente fará uma grande diferença na vida de alguém.
(Texto adaptado) Disponível em: < https://www.anf.org.br/fa bula-da-gotinha/ >. Acesso em: 1° set. 2020.
No texto I, a expressão "deu o ar de sua graça", em negrito no 7° parágrafo, significa que o vento
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