Magna Concursos

Foram encontradas 48 questões.

1994418 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO IV

A caminho da aldeia

Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois m1c1amos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.

A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.

- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?

- Eu vim para conhecer a realidade daqui.

- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui?

- Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.

- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?

- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a gente dele.

Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.

Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.

Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katõ.

A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.

Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses "incidentes" ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.


MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.

No trecho "Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe", no penúltimo parágrafo do texto IV, percebe-se uma relação semântica de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994417 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO IV

A caminho da aldeia

Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois m1c1amos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.

A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.

- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?

- Eu vim para conhecer a realidade daqui.

- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui?

- Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.

- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?

- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a gente dele.

Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.

Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.

Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katõ.

A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.

Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses "incidentes" ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.


MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.

Analisando o excerto "[ ... ] já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava.", no 1° parágrafo, constata-se que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994416 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO IV

A caminho da aldeia

Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois m1c1amos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.

A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.

- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?

- Eu vim para conhecer a realidade daqui.

- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui?

- Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.

- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?

- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a gente dele.

Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.

Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.

Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katõ.

A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.

Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses "incidentes" ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.


MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.

A relação semântica estabelecida entre as orações do trecho '' ... tão logo chegamos, já havia um automóvel..." (1 ° parágrafo) é a mesma presente em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994415 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO II

AÇAÍ Poético

(Roseane Namastê)

Alimentas meus desejos despertos

Suprindo ânsias: de ti, de poesia

Por isso a ti oferto meus versos

Quero dizer da tua inegável magia ...

Tua cor, ah como atrai

Linda, forte, vibrante

Vinho vivo, cor alegre

AÇAÍ, que cor marcante ...

E a textura? Cremosa!

Sumo grosso, consistente!

Sorvo-te, te como, contente

Fruta esperta e formosa ...

Teus caroços são lindos

Gostosa tua polpa é

A população nutrindo

De qualquer jeito é bem-vindo!

Aqui no Norte te deliciamos

Com peixe frito, carne-seca

Pirarucu, camarão, degustamos

Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!

Teu sorvete é divino, especial

Lá no Sudeste é só sucesso

Mas bom mesmo é te ter puro

Depois atar a rede, no quintal!

Confessa por ti meu gosto

Aos teus atrativos entrego-me

É fruto de mil encantos

Sou louca por ti, não nego!

AÇAÍ, fruta imensamente rica

Alimento, sabores e alegrias

Do povo, a fome sacias

Quem te toma por aqui fica!

(Texto adaptado) Disponível em: <https://www.recantodasletras.eom.br/poesias-regionais/1756014>. Acesso em: 1° set.2020.


TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!

Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

Ao comparar os textos II e III, percebe-se que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994414 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!


Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

No enunciado "que podem levar à transmissão da doença de Chagas", em negrito no 5 ° parágrafo, o verbo "levar" assume a mesma regência e o mesmo valor semântico em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994413 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!


Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

No trecho " ... visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto", em negrito no 4° parágrafo, verifica-se que a primeira oração expressa ideia de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994412 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!


Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

A partir da leitura do fragmento "Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo [ ... ]", no início do 2° parágrafo, constata-se a presença de uma oração subordinada substantiva subjetiva. Nos excertos a seguir, indique aquele que contém uma oração equivalente a essa.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994411 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!


Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

Observa-se que o texto III tem como principal objetivo,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994410 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO II

AÇAÍ Poético

(Roseane Namastê)

Alimentas meus desejos despertos

Suprindo ânsias: de ti, de poesia

Por isso a ti oferto meus versos

Quero dizer da tua inegável magia ...

Tua cor, ah como atrai

Linda, forte, vibrante

Vinho vivo, cor alegre

AÇAÍ, que cor marcante ...

E a textura? Cremosa!

Sumo grosso, consistente!

Sorvo-te, te como, contente

Fruta esperta e formosa ...

Teus caroços são lindos

Gostosa tua polpa é

A população nutrindo

De qualquer jeito é bem-vindo!

Aqui no Norte te deliciamos

Com peixe frito, carne-seca

Pirarucu, camarão, degustamos

Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!

Teu sorvete é divino, especial

Lá no Sudeste é só sucesso

Mas bom mesmo é te ter puro

Depois atar a rede, no quintal!

Confessa por ti meu gosto

Aos teus atrativos entrego-me

É fruto de mil encantos

Sou louca por ti, não nego!

AÇAÍ, fruta imensamente rica

Alimento, sabores e alegrias

Do povo, a fome sacias

Quem te toma por aqui fica!

(Texto adaptado) Disponível em: <https://www.recantodasletras.eom.br/poesias-regionais/1756014>. Acesso em: 1° set.2020.

Conforme análise do texto II, em que estrofe o eu poético enfatiza uma forma de consumo do açaí diante de outra?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1994409 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO II

AÇAÍ Poético

(Roseane Namastê)

Alimentas meus desejos despertos

Suprindo ânsias: de ti, de poesia

Por isso a ti oferto meus versos

Quero dizer da tua inegável magia ...

Tua cor, ah como atrai

Linda, forte, vibrante

Vinho vivo, cor alegre

AÇAÍ, que cor marcante ...

E a textura? Cremosa!

Sumo grosso, consistente!

Sorvo-te, te como, contente

Fruta esperta e formosa ...

Teus caroços são lindos

Gostosa tua polpa é

A população nutrindo

De qualquer jeito é bem-vindo!

Aqui no Norte te deliciamos

Com peixe frito, carne-seca

Pirarucu, camarão, degustamos

Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!

Teu sorvete é divino, especial

Lá no Sudeste é só sucesso

Mas bom mesmo é te ter puro

Depois atar a rede, no quintal!

Confessa por ti meu gosto

Aos teus atrativos entrego-me

É fruto de mil encantos

Sou louca por ti, não nego!

AÇAÍ, fruta imensamente rica

Alimento, sabores e alegrias

Do povo, a fome sacias

Quem te toma por aqui fica!

(Texto adaptado) Disponível em: <https://www.recantodasletras.eom.br/poesias-regionais/1756014>. Acesso em: 1° set.2020.

Quanto à colocação do pronome oblíquo, conforme a norma padrão da língua, estão corretas as seguintes construções, EXCETO:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas