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Foram encontradas 415 questões.

83356 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Na aurora de sua história letrada, o homem se maravilha diante do espetáculo do mundo — grandioso, assustador e ameaçador. O encantamento intelectual e a desproteção física o impelem a tentar compreender a Grande Realidade. A busca de conhecimento está, desde o início, associada à necessidade de saciar a curiosidade intelectual e à de ter algum tipo de controle sobre a ambiência. Fosse o mundo um paraíso, talvez o homem não tivesse se deparado com a urgência de trilhar a pedregosa e incerta estrada do conhecimento. Talvez pudesse ter se entregado exclusivamente ao prazer de usufruí-lo. Mas desde tempos imemoriais o homem se vê confrontado com desafios que põem em risco sua própria sobrevivência. Aos poucos foi desenvolvendo a capacidade de dar respostas inteligentes aos problemas. E tal evolução intelectual culminou com a busca sistemática de conhecimento.

Só muito recentemente a aventura humana começou a produzir os saberes aplicados que tantos benefícios têm proporcionado aos indivíduos e às comunidades. E esse grande salto só se tornou possível quando o homem, superando a fase do “pensamento mágico”, passou a elaborar explicações que se dedicavam a apreender a racionalidade intrínseca aos fenômenos. Com o tempo, o saber deixou de ser apenas uma forma de poder social — baseado no papel dos mitos, das religiões e das filosofias na representação das relações sociais — e se transformou também em uma forma de poder sobre a natureza.

Adalberto Oliva. Filosofia da ciência, 2003, p. 7-8 (com adaptações).

Julgue o item abaixo com referência às idéias e estruturas do texto anterior, de Adalberto Oliva.

O autor do texto apresenta o saber como uma forma de o homem exercer poder sobre a natureza, o que constitui estágio evolutivo que superou totalmente a visão do saber como forma de opressão social.

 

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83355 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Na aurora de sua história letrada, o homem se maravilha diante do espetáculo do mundo — grandioso, assustador e ameaçador. O encantamento intelectual e a desproteção física o impelem a tentar compreender a Grande Realidade. A busca de conhecimento está, desde o início, associada à necessidade de saciar a curiosidade intelectual e à de ter algum tipo de controle sobre a ambiência. Fosse o mundo um paraíso, talvez o homem não tivesse se deparado com a urgência de trilhar a pedregosa e incerta estrada do conhecimento. Talvez pudesse ter se entregado exclusivamente ao prazer de usufruí-lo. Mas desde tempos imemoriais o homem se vê confrontado com desafios que põem em risco sua própria sobrevivência. Aos poucos foi desenvolvendo a capacidade de dar respostas inteligentes aos problemas. E tal evolução intelectual culminou com a busca sistemática de conhecimento.

Só muito recentemente a aventura humana começou a produzir os saberes aplicados que tantos benefícios têm proporcionado aos indivíduos e às comunidades. E esse grande salto só se tornou possível quando o homem, superando a fase do “pensamento mágico”, passou a elaborar explicações que se dedicavam a apreender a racionalidade intrínseca aos fenômenos. Com o tempo, o saber deixou de ser apenas uma forma de poder social — baseado no papel dos mitos, das religiões e das filosofias na representação das relações sociais — e se transformou também em uma forma de poder sobre a natureza.

Adalberto Oliva. Filosofia da ciência, 2003, p. 7-8 (com adaptações).

Julgue o item abaixo com referência às idéias e estruturas do texto anterior, de Adalberto Oliva.

Segundo o raciocínio desenvolvido no texto, é correto afirmar que a evolução tecnológica que se tem hoje deve-se ao fato de o homem ter enfrentado riscos a sua sobrevivência e à sua curiosidade intelectual.

 

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83354 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

A palavra “a” empregada na linha em destaque e aquela utilizada na linha logo abaixo pertencem à mesma classe e desempenham a mesma função sintática, ou seja, são ambas preposições que ligam o verbo a seu complemento.

 

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83353 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

A palavra “Contudo” pode ser substituída, sem que haja alteração no sentido desejado pelo autor nem prejuízo à correção gramatical do texto, por Todavia, No entanto, Entretanto ou Portanto.

 

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83352 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

Quando o autor diz que “Algumas dessas leituras são coloridas”, ele se refere ao fato de as notações musicais e os sinais de trânsito serem fundamentados nas cores verde, vermelho e amarelo.

 

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83351 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

As palavras “astrônomo”, “zoólogo”, “coreógrafo”, “público” e “página” são acentuadas por serem, todas elas, proparoxítonas.

 

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83350 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

A palavra “disfarces” foi usada no texto para antecipar as muitas e diferentes formas de leitura do mundo pelo homem, exemplificadas pelas ações relacionadas entre as linhas em destaque.

 

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83349 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

No texto, o emprego de formas verbais no presente do indicativo demonstra a intenção do autor de imprimir caráter de constância e habitualidade aos fatos que afirma acerca da linguagem, considerados, também no texto, como reais e verdadeiros.

 

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Questão presente nas seguintes provas
83348 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

A argumentação do autor pode ser corretamente resumida no seguinte período: A leitura, entendida como a arte de decifrar e traduzir signos, é, para nós, uma função essencial, que nos permite compreender o mundo e a nós mesmos.

 

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83347 Ano: 2003
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CNPq

Os leitores de livros ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu — todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propósito específico por outros seres humanos — a notação musical ou os sinais de trânsito, por exemplo — ou pelos deuses — o casco da tartaruga, o céu à noite. Outras pertencem ao acaso.

Contudo, em cada caso é o leitor que lê o sentido, é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifrá-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.

Alberto Manguel. Uma história da leitura. Tradução de Pedro
Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 19.

Julgue o item subseqüente com referência às idéias e estruturas do texto acima.

O autor refere-se à leitura como um processo em que cabe ao leitor retirar do texto o significado nele impresso de forma plena pelo autor da obra, seja ela humana, seja vinda da natureza.

 

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