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TEXTO IlI
TADEU X MARIA ANGÉLICA
Por José Roberto Torero

No começo, isso não era um grande problema. Maria Angélica não se importava quando s Tadeu comemorava as vitórias do time dele e Tadeu até dava parabéns para Maria Angélica quando o clube dela vencia. Mas talvez isso só acontecesse porque, na verdade, os dois times eram muito ruins, e as vitórias, muito raras.
Então, no campeonato deste ano, as coisas mudaram. Novos reforços foram apresentados, técnicos foram contratados, as equipes melhoraram e as torcidas começaram a ter esperanças.
As coisas mudaram tanto que os dois times chegaram à final do torneio. Tadeu comprou um uniforme azul e amarelo para ir ao estádio. Maria Angélica foi com uma enorme bandeira verde e branca.
Os dois se sentaram lado a lado durante a partida. Para evitar brigas, tentavam não vibrar demais quando seus times acertavam um lance, nem zombar do outro quando a equipe adversária cometia algum erro.
O zero a zero vinha mantendo a paz do casal, porém, no último lance do jogo, quando o time de Tadeu marcou o gol da vitória, ele não se conteve e gritou: "Gooooooooool!"
E assim mesmo, com dez letras "o".
Mas ele não parou por aí. Começou a dançar em volta de Maria Angélica enquanto cantava
"Ê, ô, ê, ô, o meu time é um terror, ê, ô, ê, ô, o seu time é perdedor".
Maria Angélica ficou verde de ódio. Então disparou:
- Tadeu, você passou dos limites. Cartão vermelho!
- Como assim, Maria Angélica, você está me expulsando de campo?
- E do casamento. Você pisou na bola!
- Tá, eu exagerei, mas também não precisa entrar de sola.
- Agora é tarde. Você chutou nosso amor para escanteio!
- Calma, eu não quero tirar o time de campo. Vamos tentar um segundo tempo ...
- Não, senhor. Você já estava na marca do pênalti. Pode ir para o chuveiro!
- Quem sabe uma prorrogação?
- Não. Fim de jogo.
Tadeu sentou na arquibancada, apoiou a cabeça nas mãos e disse:
- Tudo bem, Maria Angélica, se você quer que eu pendure as chuteiras, é assim que vai ser.
Mas isso me deixa muito triste porque a gente fazia uma tabelinha e tanto. Eu acho que você bate um bolão e sempre que eu chegava em casa corria para o abraço. Sabe, eu vestia a camisa do nosso casamento ... Eu jogava por amor ...
Aquela declaração deixou os olhos de Maria Angélica encharcados como um Maracanã sem drenagem. Então ela jogou longe sua bandeira e pulou sobre Tadeu como se ele tivesse marcado um gol decisivo.
Tadeu olhou fundo nos olhos de Maria Angélica e, com voz emocionada, cantou: "Ê, ô, ê, ô, nosso amor é um terror!"
- Tadeu, foi a coisa mais linda que alguém já me disse. Então os dois beijaram-se, fizeram as pazes e viveram felizes para sempre.
Ou, pelo menos, até a próxima final de campeonato.
Conto de José Roberto Torero, ilustrado por
Fido Nesti Disponível em: <www.novaescola.org.br>. Acesso em: 16 set. 2022.
No trecho "Ê, ô, ê, ô, o meu time é um terror, ê, ô, ê, ô, o seu time é perdedor", o vocábulo em negrito significa, para Tadeu, que seu time é
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TEXTO IlI
TADEU X MARIA ANGÉLICA
Por José Roberto Torero

À primeira vista, Tadeu e Maria Angélica formavam um casal normal. Gostavam de cinema, de música e de viagens. Mas, acima de tudo, amavam o futebol. Só que, infelizmente, torciam para times rivais.
No começo, isso não era um grande problema. Maria Angélica não se importava quando s Tadeu comemorava as vitórias do time dele e Tadeu até dava parabéns para Maria Angélica quando o clube dela vencia. Mas talvez isso só acontecesse porque, na verdade, os dois times eram muito ruins, e as vitórias, muito raras.
Então, no campeonato deste ano, as coisas mudaram. Novos reforços foram apresentados, técnicos foram contratados, as equipes melhoraram e as torcidas começaram a ter esperanças.
As coisas mudaram tanto que os dois times chegaram à final do torneio. Tadeu comprou um uniforme azul e amarelo para ir ao estádio. Maria Angélica foi com uma enorme bandeira verde e branca.
Os dois se sentaram lado a lado durante a partida. Para evitar brigas, tentavam não vibrar demais quando seus times acertavam um lance, nem zombar do outro quando a equipe adversária cometia algum erro.
O zero a zero vinha mantendo a paz do casal, porém, no último lance do jogo, quando o time de Tadeu marcou o gol da vitória, ele não se conteve e gritou: "Gooooooooool!"
E assim mesmo, com dez letras "o".
Mas ele não parou por aí. Começou a dançar em volta de Maria Angélica enquanto cantava
"Ê, ô, ê, ô, o meu time é um terror, ê, ô, ê, ô, o seu time é perdedor".
Maria Angélica ficou verde de ódio. Então disparou:
- Tadeu, você passou dos limites. Cartão vermelho!
- Como assim, Maria Angélica, você está me expulsando de campo?
- E do casamento. Você pisou na bola!
- Tá, eu exagerei, mas também não precisa entrar de sola.
- Agora é tarde. Você chutou nosso amor para escanteio!
- Calma, eu não quero tirar o time de campo. Vamos tentar um segundo tempo ...
- Não, senhor. Você já estava na marca do pênalti. Pode ir para o chuveiro!
- Quem sabe uma prorrogação?
- Não. Fim de jogo.
Tadeu sentou na arquibancada, apoiou a cabeça nas mãos e disse:
- Tudo bem, Maria Angélica, se você quer que eu pendure as chuteiras, é assim que vai ser.
Mas isso me deixa muito triste porque a gente fazia uma tabelinha e tanto. Eu acho que você bate um bolão e sempre que eu chegava em casa corria para o abraço. Sabe, eu vestia a camisa do nosso casamento ... Eu jogava por amor ...
Aquela declaração deixou os olhos de Maria Angélica encharcados como um Maracanã sem drenagem. Então ela jogou longe sua bandeira e pulou sobre Tadeu como se ele tivesse marcado um gol decisivo.
Tadeu olhou fundo nos olhos de Maria Angélica e, com voz emocionada, cantou: "Ê, ô, ê, ô, nosso amor é um terror!"
- Tadeu, foi a coisa mais linda que alguém já me disse. Então os dois beijaram-se, fizeram as pazes e viveram felizes para sempre.
Ou, pelo menos, até a próxima final de campeonato.
Conto de José Roberto Torero, ilustrado por
Fido Nesti Disponível em: <www.novaescola.org.br>. Acesso em: 16 set. 2022.
A expressão "Cartão vermelho!", para a relação amorosa, conforme apresentado no texto IlI, pode ser interpretada como
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TEXTO IlI
TADEU X MARIA ANGÉLICA
Por José Roberto Torero

À primeira vista, Tadeu e Maria Angélica formavam um casal normal. Gostavam de cinema, de música e de viagens. Mas, acima de tudo, amavam o futebol. Só que, infelizmente, torciam para times rivais.
No começo, isso não era um grande problema. Maria Angélica não se importava quando Tadeu comemorava as vitórias do time dele e Tadeu até dava parabéns para Maria Angélica quando o clube dela vencia. Mas talvez isso só acontecesse porque, na verdade, os dois times eram muito ruins, e as vitórias, muito raras.
Então, no campeonato deste ano, as coisas mudaram. Novos reforços foram apresentados, técnicos foram contratados, as equipes melhoraram e as torcidas começaram a ter esperanças.
As coisas mudaram tanto que os dois times chegaram à final do torneio. Tadeu comprou um uniforme azul e amarelo para ir ao estádio. Maria Angélica foi com uma enorme bandeira verde e branca.
Os dois se sentaram lado a lado durante a partida. Para evitar brigas, tentavam não vibrar demais quando seus times acertavam um lance, nem zombar do outro quando a equipe adversária cometia algum erro.
O zero a zero vinha mantendo a paz do casal, porém, no último lance do jogo, quando o time de Tadeu marcou o gol da vitória, ele não se conteve e gritou: "Gooooooooool!"
E assim mesmo, com dez letras "o".
Mas ele não parou por aí. Começou a dançar em volta de Maria Angélica enquanto cantava
"Ê, ô, ê, ô, o meu time é um terror, ê, ô, ê, ô, o seu time é perdedor".
Maria Angélica ficou verde de ódio. Então disparou:
- Tadeu, você passou dos limites. Cartão vermelho!
- Como assim, Maria Angélica, você está me expulsando de campo?
- E do casamento. Você pisou na bola!
- Tá, eu exagerei, mas também não precisa entrar de sola.
- Agora é tarde. Você chutou nosso amor para escanteio!
- Calma, eu não quero tirar o time de campo. Vamos tentar um segundo tempo ...
- Não, senhor. Você já estava na marca do pênalti. Pode ir para o chuveiro!
- Quem sabe uma prorrogação?
- Não. Fim de jogo.
Tadeu sentou na arquibancada, apoiou a cabeça nas mãos e disse:
- Tudo bem, Maria Angélica, se você quer que eu pendure as chuteiras, é assim que vai ser.
Mas isso me deixa muito triste porque a gente fazia uma tabelinha e tanto. Eu acho que você bate um bolão e sempre que eu chegava em casa corria para o abraço. Sabe, eu vestia a camisa do nosso casamento ... Eu jogava por amor ...
Aquela declaração deixou os olhos de Maria Angélica encharcados como um Maracanã sem drenagem. Então ela jogou longe sua bandeira e pulou sobre Tadeu como se ele tivesse marcado um gol decisivo.
Tadeu olhou fundo nos olhos de Maria Angélica e, com voz emocionada, cantou: "Ê, ô, ê, ô, nosso amor é um terror!"
- Tadeu, foi a coisa mais linda que alguém já me disse. Então os dois beijaram-se, fizeram as pazes e viveram felizes para sempre.
Ou, pelo menos, até a próxima final de campeonato.
Conto de José Roberto Torero, ilustrado por
Fido Nesti Disponível em: <www.novaescola.org.br>. Acesso em: 16 set. 2022.
O texto IlI apresenta uma história de pessoas que são apaixonadas por futebol. Assim, indique a alternativa que expõe a ideia principal que o autor procura apresentar ao leitor.
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Leia o texto lI para responder à questão.
TEXTO lI
CARTAZ

Disponível em: <https://caxias.rs.gov.br/noticias/2020/11
/cidadania·digital-esta-em-pauta-nas-escolas-municipais>. Acesso em: 16 set. 2022.
Os elementos verbais e não verbais presentes no cartaz reforçam a
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Leia o texto lI para responder à questão.
TEXTO lI
CARTAZ

Disponível em: <https://caxias.rs.gov.br/noticias/2020/11
/cidadania·digital-esta-em-pauta-nas-escolas-municipais>. Acesso em: 16 set. 2022.
O texto lI é pertencente ao gênero cartaz e tem a finalidade de
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O galo e a raposa
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.
O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?
Mas a espertalhona continuou:
- Meu amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!
O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, perguntou:
- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?
- Claro que não! - confirmou a raposa. Então o galo disse:
- Ainda bem! Porque daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.
Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?
- O quê?! - gritou a raposa, apavorada.
- São os seus amigos! Não precisa fugir, raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.
Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.
Moral da história: MUITAS VEZES, QUEM QUER ENGANAR ACABA SENDO ENGANADO.
Disponível em: <http://www.soueinstein.eom.br/wp-
content/uploads/F%C3%A 1 bulas-Fant%C3%A lsticas-1.pdf>. Acesso em: 16 set. 2022.
Observa-se que, no texto 1, o foco narrativo está na
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O galo e a raposa
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.
O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?
Mas a espertalhona continuou:
- Meu amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!
O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, perguntou:
- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?
- Claro que não! - confirmou a raposa. Então o galo disse:
- Ainda bem! Porque daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.
Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?
- O quê?! - gritou a raposa, apavorada.
- São os seus amigos! Não precisa fugir, raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.
Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.
Moral da história: MUITAS VEZES, QUEM QUER ENGANAR ACABA SENDO ENGANADO.
Disponível em: <http://www.soueinstein.eom.br/wp-
content/uploads/F%C3%A 1 bulas-Fant%C3%A lsticas-1.pdf>. Acesso em: 16 set. 2022.
Marque a alternativa que apresenta a palavra que se refere ao termo "ali", no trecho a seguir.
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enqaná-lo.
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O galo e a raposa
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.
O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?
Mas a espertalhona continuou:
- Meu amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!
O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, perguntou:
- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?
- Claro que não! - confirmou a raposa. Então o galo disse:
- Ainda bem! Porque daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.
Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?
- O quê?! - gritou a raposa, apavorada.
- São os seus amigos! Não precisa fugir, raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.
Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.
Moral da história: MUITAS VEZES, QUEM QUER ENGANAR ACABA SENDO ENGANADO.
Disponível em: <http://www.soueinstein.eom.br/wp-
content/uploads/F%C3%A 1 bulas-Fant%C3%A lsticas-1.pdf>. Acesso em: 16 set. 2022.
No trecho "Para provar o que digo. desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!", o "grande abraço" da raposa representa uma
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O galo e a raposa
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.
O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?
Mas a espertalhona continuou:
- Meu amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!
O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, perguntou:
- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?
- Claro que não! - confirmou a raposa.
Então o galo disse:
- Ainda bem! Porque daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.
Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?
- O quê?! - gritou a raposa, apavorada.
- São os seus amigos! Não precisa fugir, raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.
Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.
Moral da história: MUITAS VEZES, QUEM QUER ENGANAR ACABA SENDO ENGANADO.
Disponível em: <http://www.soueinstein.eom.br/wp-
content/uploads/F%C3%A 1 bulas-Fant%C3%A lsticas-1.pdf>. Acesso em: 16 set. 2022.
Nas orações "Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros" e "Não precisa fugir, raposa.", as vírgulas foram utilizadas, respectivamente. com o intuito de
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O galo e a raposa
Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo.
A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles. Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.
O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?
Mas a espertalhona continuou:
- Meu amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!
O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote. Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, perguntou:
- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?
- Claro que não! - confirmou a raposa.
Então o galo disse:
- Ainda bem! Porque daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.
Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?
- O quê?! - gritou a raposa, apavorada.
- São os seus amigos! Não precisa fugir, raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.
Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.
Moral da história: MUITAS VEZES, QUEM QUER ENGANAR ACABA SENDO ENGANADO.
Disponível em: <http://www.soueinstein.eom.br/wp-
content/uploads/F%C3%A 1 bulas-Fant%C3%A lsticas-1.pdf>. Acesso em: 16 set. 2022.
TEXTO IlI
TADEU X MARIA ANGÉLICA
Por José Roberto Torero

No começo, isso não era um grande problema. Maria Angélica não se importava quando s Tadeu comemorava as vitórias do time dele e Tadeu até dava parabéns para Maria Angélica quando o clube dela vencia. Mas talvez isso só acontecesse porque, na verdade, os dois times eram muito ruins, e as vitórias, muito raras.
Então, no campeonato deste ano, as coisas mudaram. Novos reforços foram apresentados, técnicos foram contratados, as equipes melhoraram e as torcidas começaram a ter esperanças.
As coisas mudaram tanto que os dois times chegaram à final do torneio. Tadeu comprou um uniforme azul e amarelo para ir ao estádio. Maria Angélica foi com uma enorme bandeira verde e branca.
Os dois se sentaram lado a lado durante a partida. Para evitar brigas, tentavam não vibrar demais quando seus times acertavam um lance, nem zombar do outro quando a equipe adversária cometia algum erro.
O zero a zero vinha mantendo a paz do casal, porém, no último lance do jogo, quando o time de Tadeu marcou o gol da vitória, ele não se conteve e gritou: "Gooooooooool!"
E assim mesmo, com dez letras "o".
Mas ele não parou por aí. Começou a dançar em volta de Maria Angélica enquanto cantava
"Ê, ô, ê, ô, o meu time é um terror, ê, ô, ê, ô, o seu time é perdedor".
Maria Angélica ficou verde de ódio. Então disparou:
- Tadeu, você passou dos limites. Cartão vermelho!
- Como assim, Maria Angélica, você está me expulsando de campo?
- E do casamento. Você pisou na bola!
- Tá, eu exagerei, mas também não precisa entrar de sola.
- Agora é tarde. Você chutou nosso amor para escanteio!
- Calma, eu não quero tirar o time de campo. Vamos tentar um segundo tempo ...
- Não, senhor. Você já estava na marca do pênalti. Pode ir para o chuveiro!
- Quem sabe uma prorrogação?
- Não. Fim de jogo.
Tadeu sentou na arquibancada, apoiou a cabeça nas mãos e disse:
- Tudo bem, Maria Angélica, se você quer que eu pendure as chuteiras, é assim que vai ser.
Mas isso me deixa muito triste porque a gente fazia uma tabelinha e tanto. Eu acho que você bate um bolão e sempre que eu chegava em casa corria para o abraço. Sabe, eu vestia a camisa do nosso casamento ... Eu jogava por amor ...
Aquela declaração deixou os olhos de Maria Angélica encharcados como um Maracanã sem drenagem. Então ela jogou longe sua bandeira e pulou sobre Tadeu como se ele tivesse marcado um gol decisivo.
Tadeu olhou fundo nos olhos de Maria Angélica e, com voz emocionada, cantou: "Ê, ô, ê, ô, nosso amor é um terror!"
- Tadeu, foi a coisa mais linda que alguém já me disse. Então os dois beijaram-se, fizeram as pazes e viveram felizes para sempre.
Ou, pelo menos, até a próxima final de campeonato.
Conto de José Roberto Torero, ilustrado por
Fido Nesti Disponível em: <www.novaescola.org.br>. Acesso em: 16 set. 2022.
Comparando os textos I e III, pode-se afirmar que ambos Visto do Comandante
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