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Foram encontradas 90 questões.

3227508 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo:

Muitos jovens renda não lhes permite comprar os tênis custam muito caro acabam frustrados, tornando-se inconformados com tudo a vida lhes proporciona.

 

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3227507 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Enunciado 3540186-1

Assinale a opção que apresenta as funções de linguagem predominantes no texto.

 

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3227506 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Enunciado 3540185-1

Dik Browne. Hagar, o Horrivel.

Analise a fala do emissor no primeiro quadrinho do texto, na qual foram empregadas formas coloquiais:

"Eu acho que chegamos em um ponto de nosso relacionamento onde podemos nos sentir seguros revelando segredos!".

Assinale a opção na qual a reescritura do período acima foi realizada obedecendo à modalidade padrão.

 

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3227505 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Enunciado 3540184-1

Dik Browne. Hagar, o Horrivel.

O texto permite inferir que o emissor:

 

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3227504 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

Enunciado 3540183-1

FOGO SAGRADO

O "Fogo Sagrado" é a paixão, a fé, o entusiasmo com que o militar se dedica à sua carreira; é o seu intenso amor à Marinha, o seu devotamento pela grandeza da sua profissão; é a larga medida de uma verdadeira vocação e de um sadio patriotismo. É o supremo amor pelo serviço. É essa crença que anima a ponto de, naturalmente, julgar que os deveres que a lei marca são o mínimo, e que para bem servir cumpre ir além do próprio dever, fazer tudo quanto é humanamente possível, à custa, embora, de ingente labor. O "Fogo Sagrado" é essa força misteriosa que, dominando a alma do verdadeiro marinheiro, o conduz sempre à luta com inexcedível vibração e estoica resignação.

Embora o serviço à organização militar a prazo longo traga, entre outras, a vantagem de fazer com que as Praças adquiram esse sentimento, ao militar caberá sempre a prédica constante e entusiástica das virtudes e das glórias da sua profissão. Na vida comum de bordo, o militar tem, diariamente, na maneira como conduz o seu serviço, o seu quarto, as suas fainas, os seus exercícios, frequentes ocasiões para viver esse sentimento perante seus subordinados. O "Fogo Sagrado" transmite-se, mas para tanto é preciso possui-lo em grande intensidade e demonstrá-lo mais por atitudes e ações do que por ordens e palavras. O "Fogo Sagrado" é a alma da Marinha!

Disponível em: <https://www.marinha.rnil.br/cn/rosadasvirtudes>. Acesso em 24 out. 2022.

Ingente - muito grande.

Inexcedível - que não se pode ceder.

Prédica - pregação, discurso.

Faina - atividade.

Praça - Marinheiro, Cabo, Sargento, Suboficial e Guarda-Marinha (Praça Especial).

Assinale a opção em que o pronome pode aparecer em posição proclítica ou enclítica, a exemplo de "O 'Fogo Sagrado' transmite-se [...] (2º§)" / O 'Fogo Sagrado' se transmite [...]".

 

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3227503 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

Enunciado 3540182-1

FOGO SAGRADO

O "Fogo Sagrado" é a paixão, a fé, o entusiasmo com que o militar se dedica à sua carreira; é o seu intenso amor à Marinha, o seu devotamento pela grandeza da sua profissão; é a larga medida de uma verdadeira vocação e de um sadio patriotismo. É o supremo amor pelo serviço. É essa crença que anima a ponto de, naturalmente, julgar que os deveres que a lei marca são o mínimo, e que para bem servir cumpre ir além do próprio dever, fazer tudo quanto é humanamente possível, à custa, embora, de ingente labor. O "Fogo Sagrado" é essa força misteriosa que, dominando a alma do verdadeiro marinheiro, o conduz sempre à luta com inexcedível vibração e estoica resignação.

Embora o serviço à organização militar a prazo longo traga, entre outras, a vantagem de fazer com que as Praças adquiram esse sentimento, ao militar caberá sempre a prédica constante e entusiástica das virtudes e das glórias da sua profissão. Na vida comum de bordo, o militar tem, diariamente, na maneira como conduz o seu serviço, o seu quarto, as suas fainas, os seus exercícios, frequentes ocasiões para viver esse sentimento perante seus subordinados. O "Fogo Sagrado" transmite-se, mas para tanto é preciso possui-lo em grande intensidade e demonstrá-lo mais por atitudes e ações do que por ordens e palavras. O "Fogo Sagrado" é a alma da Marinha!

Disponível em: <https://www.marinha.rnil.br/cn/rosadasvirtudes>. Acesso em 24 out. 2022.

Ingente - muito grande.

Inexcedível - que não se pode ceder.

Prédica - pregação, discurso.

Faina - atividade.

Praça - Marinheiro, Cabo, Sargento, Suboficial e Guarda-Marinha (Praça Especial).

O acento grave, indicativo de crase, é facultativo em:

 

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3227502 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

Enunciado 3540181-1

FOGO SAGRADO

O "Fogo Sagrado" é a paixão, a fé, o entusiasmo com que o militar se dedica à sua carreira; é o seu intenso amor à Marinha, o seu devotamento pela grandeza da sua profissão; é a larga medida de uma verdadeira vocação e de um sadio patriotismo. É o supremo amor pelo serviço. É essa crença que anima a ponto de, naturalmente, julgar que os deveres que a lei marca são o mínimo, e que para bem servir cumpre ir além do próprio dever, fazer tudo quanto é humanamente possível, à custa, embora, de ingente labor. O "Fogo Sagrado" é essa força misteriosa que, dominando a alma do verdadeiro marinheiro, o conduz sempre à luta com inexcedível vibração e estoica resignação.

Embora o serviço à organização militar a prazo longo traga, entre outras, a vantagem de fazer com que as Praças adquiram esse sentimento, ao militar caberá sempre a prédica constante e entusiástica das virtudes e das glórias da sua profissão. Na vida comum de bordo, o militar tem, diariamente, na maneira como conduz o seu serviço, o seu quarto, as suas fainas, os seus exercícios, frequentes ocasiões para viver esse sentimento perante seus subordinados. O "Fogo Sagrado" transmite-se, mas para tanto é preciso possui-lo em grande intensidade e demonstrá-lo mais por atitudes e ações do que por ordens e palavras. O "Fogo Sagrado" é a alma da Marinha!

Disponível em: <https://www.marinha.rnil.br/cn/rosadasvirtudes>. Acesso em 24 out. 2022.

Ingente - muito grande.

Inexcedível - que não se pode ceder.

Prédica - pregação, discurso.

Faina - atividade.

Praça - Marinheiro, Cabo, Sargento, Suboficial e Guarda-Marinha (Praça Especial).

Segundo o texto, é correto afirmar que o "Fogo Sagrado":

 

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3227501 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece uma contradição em termos. Ser feliz é aspiração universal. Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho é variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin, Zygmunt Bauman identifica como muitos países estão mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não veio acompanhado de melhoras expressivas em pesquisas sobre felicidade.

Aqui reside um paradoxo curioso: quase todos lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.

O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena e entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização - tudo indica nossa falta, carência, desejo.

O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.

Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.

Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade - para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar ao mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".

Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque a capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado. Coincidem, na adolescência, dois desejos complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas é tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.

Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial: isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.

Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.

É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhorar nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensar no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.

Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".

KARNAL, Leandro. Compro e vivo. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12 - Adaptado.

Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês.

Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) que prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.

O trecho "Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente." (10º§) pode ser reescrito, mantendo-se o mesmo valor semântico, em:

 

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Questão presente nas seguintes provas
3227500 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece uma contradição em termos. Ser feliz é aspiração universal. Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho é variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin, Zygmunt Bauman identifica como muitos países estão mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não veio acompanhado de melhoras expressivas em pesquisas sobre felicidade.

Aqui reside um paradoxo curioso: quase todos lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.

O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena e entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização - tudo indica nossa falta, carência, desejo.

O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.

Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.

Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade - para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar ao mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".

Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque a capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado. Coincidem, na adolescência, dois desejos complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas é tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.

Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial: isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.

Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.

É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhorar nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensar no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.

Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".

KARNAL, Leandro. Compro e vivo. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12 - Adaptado.

Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês.

Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) que prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.

Em "Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra." (2º§), as palavras sublinhadas têm as seguintes funções sintáticas:

 

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Questão presente nas seguintes provas
3227499 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Texto

O que há de errado com a felicidade? Assim Bauman começa seu livro A arte da vida. Parece uma contradição em termos. Ser feliz é aspiração universal. Apesar disso, como adverte o escritor, o caminho é variado. Baseado no questionamento de Michael Rustin, Zygmunt Bauman identifica como muitos países estão mais ricos, por exemplo, e o dinheiro abundante não veio acompanhado de melhoras expressivas em pesquisas sobre felicidade.

Aqui reside um paradoxo curioso: quase todos lutam por mais dinheiro, mas ele não consegue cumprir sua promessa imediata de satisfação. Por quê? Bauman imagina que uma parte da resposta esteja na transferência da felicidade para o ato que precede a compra. Uma vez adquirido o bem desejado, todo o esforço do mercado e da propaganda é para o bem seguinte.

O prazo de validade do prazer consumista é curto porque o objetivo de tudo não é nossa plena e entusiasmada felicidade. A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo. Nada busca nossa realização - tudo indica nossa falta, carência, desejo.

O consumo é permanente, rápido e provoca esforços que indicam um vazio continuado e forte. Para quem produz e vende, interessa o buraco impossível de preencher, mas que mantenha todos eletrizados pelo novo modelo e novo eu.

Nos filósofos ditos estoicos, a satisfação plena costuma ser inatingível; temos de controlar o ato de desejo incessante mais do que comprar as coisas indicadas pelo desejo.

Traduzindo: Não se trata de ganhar mais, porém gastar menos. Aprofundando, a felicidade - para um estoico - não pode passar perto da ideia de mostrar ao mundo "o que eu tenho" ou "quanto posso gastar".

Os pais de crianças e adolescentes, em um mundo como o nosso, sofrem ainda mais porque a capacidade dos jovens de viver o estoicismo ou de lerem Bauman é, digamos, menor do que o desejado. Coincidem, na adolescência, dois desejos complementares: a estabilidade é dada pela aceitação do grupo; esta depende dos códigos comuns de consumo. Da mesma forma, existe pouca reflexão sobre o custo da obtenção do dinheiro aos 15 anos. Um adolescente que recusa os padrões vigentes de consumo é possível, mas é tão estranho quanto uma criança que exige brócolis em detrimento do brigadeiro. Viver imune aos apelos do consumo é complexo para o adulto e quase intransponível para o jovem.

Consumir é ser. Comprar possibilita assunto, bem como afirmação social. O tênis da moda é item existencial: isso atinge o rico que pode satisfazer o desejo, o pobre que não pode e até o criminoso que insiste em poder por vias tortuosas.

Creia-me, minha cara senhora e meu estimado senhor, existem tênis que podem custar um automóvel. O preço absurdo de alguns itens é uma prova de sua distância do comum e, por consequência, de aumento do potencial de ser que o produto traga.

É preciso dissociar ser de consumir. Os adultos podem aumentar sua capacidade ao lerem livros como o de Bauman, restabelecendo, assim, um projeto de felicidade sem endividamento permanente. Consumir pode ser bom se o produto for alavanca simples para melhorar nossa visão de mundo. Jamais devemos deixar de pensar no desafio de um país em que tanta gente não tem o básico; outros, que podem ter, ficam endividados porque acreditaram em miragens.

Está na hora de colocar as coisas no seu patamar de coisas. Eu tenho a pretensão de viver assim. É uma luta. Escrevi esse texto para mim também, para minha esperança de "ser mais" do que "ter mais".

KARNAL, Leandro. Compro e vivo. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 09 out. 2022. Cultura e comportamento, C12 - Adaptado.

Zygmunt Bauman - Sociólogo, pensador, professor e escritor polonês.

Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) que prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades.

No período "A insatisfação permanente garante (lógico!) nossos impulsos permanentes de consumo:'' (3º§), o autor usou os parênteses para:

 

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