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O patrimônio arqueológico faz parte do conjunto de bens culturais acautelados em âmbito federal e está dividido em duas categorias: os bens móveis e os bens imóveis. Os bens arqueológicos móveis são, como o próprio nome diz, caracterizados por sua mobilidade, e podem ser representados por peças avulsas, coleções e acervos.
Fonte: https://www.gov.br/iphan/pt-br/patrimonio-cultural/patrimonioarqueologico/diretrizes_preservacao_bens_arqueologicos_moveis.pdf
É correto afirmar que o processo de musealização dos bens arqueológicos móveis enfatiza o valor
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Leia o trecho a seguir.
O século XIX viveu dos museus; ainda vivemos deles e esquecemos que impuseram ao espectador uma relação totalmente nova com a obra de arte. Contribuíram para libertar da sua função as obras de arte que reuniam, para transformar em quadros até mesmo os retratos. O museu suprime de quase todos os retratos, quase todos os modelos, ao mesmo tempo que extirpa a função às obras de arte; mas apenas imagens de coisas, diferentes das próprias coisas, e retirando desta diferença específica a sua razão de ser. O museu é um confronto de metamorfoses.
Adaptado de Malraux, André. O museu imaginário. Lisboa: Edições 70, 2011, pp. 9- 10.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a função dos museus no que diz respeito às obras de arte.
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Leia os seguintes depoimentos de moradores sobre suas relações com o Museu de Arqueologia de Itaipu, em Niterói, Rio de Janeiro.
I. A relação com o Museu era nenhuma, né? Era a pior possível. Porque o Museu nunca foi neutro aqui em Itaipu. O Museu sempre foi algo ruim em Itaipu. Em 1989, nós tentamos colocar luz em Itaipu. O Museu paralisou a obra, porque não queria luz aqui dentro, sendo que no Museu tinha luz. Quer dizer, além de ter derrubado as nossas casas para ser construído, o Museu ainda atrapalhava as melhorias pra Vila, como esse caso da iluminação.
Adaptado de: Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 124.
II. Para a gente, que é pescador aqui, eu acredito que o Museu representa uma existência nossa. Na minha opinião, se não fosse o Museu, já teria entrado um movimento imobiliário aqui, e talvez a gente não estivesse mais aqui. Então, para a gente, ele é um bem tombado, e um bem que traz um bemestar. Para mim, o Museu representa um pai, uma mãe. Uma coisa minha. Uma coisa que se identifica comigo. O Museu para mim é uma história, uma vida e uma realidade.
Adaptado de Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 129.
Assinale a opção que corresponde às relações entre comunidade local e museu expressas nos trechos acima.
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READ TEXT I AND ANSWER THE FOLLOWING QUESTIONS:
TEXT I
Products and dynamics of lava-snow explosions: The 16 March 2017 explosion at Mount Etna, Italy
Abstract
Volcanic hazards associated with lava flows advancing on snow cover are often underrated, although sudden explosions related to different processes of lava-snow/ice contact can occur rapidly and are only preceded by small, easily underrated precursors. On 16 March 2017, during a mildly effusive and explosive eruption at Mount Etna, Italy, a slowly advancing lava lobe interacted with the snow cover to produce a sudden, brief sequence of explosions. White vapor, brown ash, and coarse material were suddenly ejected, and the products struck a group of people, injuring some of them. The proximal deposit formed a continuous mantle of ash, lapilli, and decimeter-sized bombs, while the ballistic material travelled up to 200 m from the lava edge. The deposit was estimated to have a mass of 7.1 ± 0.8 × 104 kg, which corresponds to a volume of 32.0 ± 3.6 m3 of lava being removed by the explosion. Data related to the texture and morphology of the ejected clasts were used to constrain a model of lava-snow interaction. The results suggest that the mechanism causing the explosions was the progressive build-up of pressure due to vapor accumulation under the lava flow, while no evidence was found for the occurrence of fuel-coolant interaction processes. Although these low-intensity explosions are not particularly frequent, the data set collected provides, for the first time, quantitative information about the processes involved and the associated hazard and suggests that mitigation measures should be established to prevent potentially dramatic accidents at worldwide volcanoes frequented by tourists and with fairly easy access, such as Etna.
Source: GSA Bulletin (2024) 136 (5-6): 2325–2342. Available at
https://pubs.geoscienceworld.org/gsa/gsabulletin/article/136/5-6/2325/628546/Products-and-dynamics-of-lava-snow-explosions-The
According to Text I, the study concludes with
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READ TEXT I AND ANSWER THE FOLLOWING QUESTIONS:
TEXT I
Products and dynamics of lava-snow explosions: The 16 March 2017 explosion at Mount Etna, Italy
Abstract
Volcanic hazards associated with lava flows advancing on snow cover are often underrated, although sudden explosions related to different processes of lava-snow/ice contact can occur rapidly and are only preceded by small, easily underrated precursors. On 16 March 2017, during a mildly effusive and explosive eruption at Mount Etna, Italy, a slowly advancing lava lobe interacted with the snow cover to produce a sudden, brief sequence of explosions. White vapor, brown ash, and coarse material were suddenly ejected, and the products struck a group of people, injuring some of them. The proximal deposit formed a continuous mantle of ash, lapilli, and decimeter-sized bombs, while the ballistic material travelled up to 200 m from the lava edge. The deposit was estimated to have a mass of 7.1 ± 0.8 × 104 kg, which corresponds to a volume of 32.0 ± 3.6 m3 of lava being removed by the explosion. Data related to the texture and morphology of the ejected clasts were used to constrain a model of lava-snow interaction. The results suggest that the mechanism causing the explosions was the progressive build-up of pressure due to vapor accumulation under the lava flow, while no evidence was found for the occurrence of fuel-coolant interaction processes. Although these low-intensity explosions are not particularly frequent, the data set collected provides, for the first time, quantitative information about the processes involved and the associated hazard and suggests that mitigation measures should be established to prevent potentially dramatic accidents at worldwide volcanoes frequented by tourists and with fairly easy access, such as Etna.
Source: GSA Bulletin (2024) 136 (5-6): 2325–2342. Available at
https://pubs.geoscienceworld.org/gsa/gsabulletin/article/136/5-6/2325/628546/Products-and-dynamics-of-lava-snow-explosions-The
The closest translation into Portuguese of “Volcanic hazards associated with lava flows advancing on snow cover are often underrated” is
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As próximas 4 questões referem-se ao TEXTO a seguir:
Aquecimento global: um vilão nada fictício
Se você é leitor de quadrinhos ou conhece bem as histórias dos super-heróis, deve saber citar o nome de pelo menos um planeta que foi completamente devastado, deixando poucos sobreviventes.
Krypton, o planeta natal do Super-homem, foi destruído por uma explosão provocada por uma instabilidade do seu núcleo. A causa dessa instabilidade tem explicações variadas nos quadrinhos, mas o fato é que poucos sobreviveram para contar a história. Já o pacífico planeta de Czarnia foi devastado depois que Lobo, o ser mais destoante e inexplicavelmente mau do planeta, resolveu criar um enxame de escorpiões voadores microscópicos que dizimaram toda a população. Por fim, podemos citar também Zen-Whoberi, planeta cuja população foi completamente aniquilada pelos Badoon (uma raça reptiliana). Apenas Gamora sobreviveu, ao ser resgatada do planeta pelo vilão Thanos.
Mas e na Terra, será que corremos o risco de acontecer algo parecido? Existem alguns potenciais vilões capazes de acabar com a vida humana e de muitos animais, como uma guerra nuclear, a colisão de um asteroide, o enfraquecimento do campo magnético que protege o planeta, um supervírus. Mas um perigo mais iminente que muito temos discutido na atualidade são as mudanças climáticas globais (ou aquecimento global).
A atmosfera do planeta Terra é constituída por diversos gases que retêm o calor trazido pelos raios solares. Quanto maior a concentração desses gases na atmosfera, mais calor ficará acumulado no planeta. Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra. Afinal, se não fosse ele, não haveria calor acumulado no planeta e, portanto, a temperatura aqui seria tão baixa que nem existiria água no estado líquido, só gelo!
Nas últimas décadas, no entanto, o ser humano tem produzido uma quantidade tão alta de gases poluentes (por meio das indústrias, dos automóveis, do desmatamento etc.) que estamos criando uma barreira cada vez maior na atmosfera. Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente.
O agravamento do efeito estufa vem sendo reconhecido pelos cientistas como o principal causador do aquecimento global. O aumento das temperaturas médias do planeta tem consequências graves para a agricultura, a pecuária e a geração de energia; pode provocar alterações nos ciclos de chuvas, intensificação de fenômenos meteorológicos (como tempestades mais intensas, secas prolongadas, furacões) e até mudanças irreversíveis em ecossistemas e extinção de várias espécies. Por isso, fala-se em ‘mudanças climáticas globais’.
www.cienciahoje.org.br/artigo/aquecimento-global-um-vilao-nada-ficticio/ - acesso em 06/08/2025
De acordo com as normas da ABNT, para que a referência de uma citação direta esteja correta, é necessário haver
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As próximas 4 questões referem-se ao TEXTO a seguir:
Aquecimento global: um vilão nada fictício
Se você é leitor de quadrinhos ou conhece bem as histórias dos super-heróis, deve saber citar o nome de pelo menos um planeta que foi completamente devastado, deixando poucos sobreviventes.
Krypton, o planeta natal do Super-homem, foi destruído por uma explosão provocada por uma instabilidade do seu núcleo. A causa dessa instabilidade tem explicações variadas nos quadrinhos, mas o fato é que poucos sobreviveram para contar a história. Já o pacífico planeta de Czarnia foi devastado depois que Lobo, o ser mais destoante e inexplicavelmente mau do planeta, resolveu criar um enxame de escorpiões voadores microscópicos que dizimaram toda a população. Por fim, podemos citar também Zen-Whoberi, planeta cuja população foi completamente aniquilada pelos Badoon (uma raça reptiliana). Apenas Gamora sobreviveu, ao ser resgatada do planeta pelo vilão Thanos.
Mas e na Terra, será que corremos o risco de acontecer algo parecido? Existem alguns potenciais vilões capazes de acabar com a vida humana e de muitos animais, como uma guerra nuclear, a colisão de um asteroide, o enfraquecimento do campo magnético que protege o planeta, um supervírus. Mas um perigo mais iminente que muito temos discutido na atualidade são as mudanças climáticas globais (ou aquecimento global).
A atmosfera do planeta Terra é constituída por diversos gases que retêm o calor trazido pelos raios solares. Quanto maior a concentração desses gases na atmosfera, mais calor ficará acumulado no planeta. Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra. Afinal, se não fosse ele, não haveria calor acumulado no planeta e, portanto, a temperatura aqui seria tão baixa que nem existiria água no estado líquido, só gelo!
Nas últimas décadas, no entanto, o ser humano tem produzido uma quantidade tão alta de gases poluentes (por meio das indústrias, dos automóveis, do desmatamento etc.) que estamos criando uma barreira cada vez maior na atmosfera. Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente.
O agravamento do efeito estufa vem sendo reconhecido pelos cientistas como o principal causador do aquecimento global. O aumento das temperaturas médias do planeta tem consequências graves para a agricultura, a pecuária e a geração de energia; pode provocar alterações nos ciclos de chuvas, intensificação de fenômenos meteorológicos (como tempestades mais intensas, secas prolongadas, furacões) e até mudanças irreversíveis em ecossistemas e extinção de várias espécies. Por isso, fala-se em ‘mudanças climáticas globais’.
www.cienciahoje.org.br/artigo/aquecimento-global-um-vilao-nada-ficticio/ - acesso em 06/08/2025
Sobre a colocação pronominal no trecho: “Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente”, é possível afirmar que
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As próximas 4 questões referem-se ao TEXTO a seguir:
Aquecimento global: um vilão nada fictício
Se você é leitor de quadrinhos ou conhece bem as histórias dos super-heróis, deve saber citar o nome de pelo menos um planeta que foi completamente devastado, deixando poucos sobreviventes.
Krypton, o planeta natal do Super-homem, foi destruído por uma explosão provocada por uma instabilidade do seu núcleo. A causa dessa instabilidade tem explicações variadas nos quadrinhos, mas o fato é que poucos sobreviveram para contar a história. Já o pacífico planeta de Czarnia foi devastado depois que Lobo, o ser mais destoante e inexplicavelmente mau do planeta, resolveu criar um enxame de escorpiões voadores microscópicos que dizimaram toda a população. Por fim, podemos citar também Zen-Whoberi, planeta cuja população foi completamente aniquilada pelos Badoon (uma raça reptiliana). Apenas Gamora sobreviveu, ao ser resgatada do planeta pelo vilão Thanos.
Mas e na Terra, será que corremos o risco de acontecer algo parecido? Existem alguns potenciais vilões capazes de acabar com a vida humana e de muitos animais, como uma guerra nuclear, a colisão de um asteroide, o enfraquecimento do campo magnético que protege o planeta, um supervírus. Mas um perigo mais iminente que muito temos discutido na atualidade são as mudanças climáticas globais (ou aquecimento global).
A atmosfera do planeta Terra é constituída por diversos gases que retêm o calor trazido pelos raios solares. Quanto maior a concentração desses gases na atmosfera, mais calor ficará acumulado no planeta. Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra. Afinal, se não fosse ele, não haveria calor acumulado no planeta e, portanto, a temperatura aqui seria tão baixa que nem existiria água no estado líquido, só gelo!
Nas últimas décadas, no entanto, o ser humano tem produzido uma quantidade tão alta de gases poluentes (por meio das indústrias, dos automóveis, do desmatamento etc.) que estamos criando uma barreira cada vez maior na atmosfera. Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente.
O agravamento do efeito estufa vem sendo reconhecido pelos cientistas como o principal causador do aquecimento global. O aumento das temperaturas médias do planeta tem consequências graves para a agricultura, a pecuária e a geração de energia; pode provocar alterações nos ciclos de chuvas, intensificação de fenômenos meteorológicos (como tempestades mais intensas, secas prolongadas, furacões) e até mudanças irreversíveis em ecossistemas e extinção de várias espécies. Por isso, fala-se em ‘mudanças climáticas globais’.
www.cienciahoje.org.br/artigo/aquecimento-global-um-vilao-nada-ficticio/ - acesso em 06/08/2025
O uso das vírgulas no trecho “Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra”, se justifica porque
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As próximas 13 questões referem-se ao TEXTO a seguir:
GARIMPO NA AMAZÔNIA: UM PROBLEMA DE TODOS NÓS
Danicley de Aguiar, ativista sênior do Greenpeace
A atividade garimpeira está longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos indígenas e, com a omissão do Estado, ela se firma como uma questão de saúde pública.
A bacia do rio Tapajós se transformou no epicentro do garimpo na Amazônia, que hoje se espalha como uma epidemia e configura mais uma grave ameaça ao equilíbrio ecológico do bioma. Nesta região, para além dos garimpos localizados nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, encontramos nada menos que outros 418 garimpos no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável e mais 124 nas Unidades de Proteção Integral.
Entre as áreas protegidas, o avanço do garimpo nas terras indígenas ganha ares de tragédia e é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa dentro destes territórios. [...] Provocado pela resistência dos Munduruku à destruição do seu território e consequentemente do seu modo de vida, no dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para que o mesmo obrigue o governo brasileiro a retomar, em regime de urgência, todas as operações de combate aos garimpos localizados no interior das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no sudoeste do Pará; haja vista que as operações foram interrompidas após reunião do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles [...].
Para além dos impactos ambientais que ameaçam a integridade ecológica das áreas invadidas, o garimpo está longe de ser uma questão que prejudica exclusivamente os indígenas, pois promove uma série de outros impactos que não se restringem ao ambiente em que a atividade se desenvolve, a exemplo da contaminação por mercúrio que afeta, por exemplo, as milhares de pessoas que compõem a população ribeirinha da Amazônia e que se alimentam periodicamente de peixe, uma vez que os peixes, especialmente os chamados predadores, atuam como concentradores naturais de mercúrio, que uma vez acumulado no corpo humano, causa toda uma ordem de problemas nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
Por tudo isso, não restam dúvidas de que a atividade garimpeira há muito se estabeleceu como um problema ambiental e de polícia, mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de saúde pública, que impõe mudanças radicais no modo de vida das populações amazônicas, sejam elas indígenas ou não. Assim, ações de denúncia e combate ao garimpo empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos não podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira, especialmente porque tais ações são muito mais que pedidos de socorro, elas constituem-se num chamado ao debate civilizatório requerido pelo século em que vivemos. A sociedade brasileira não pode mais aceitar conviver com uma prática tão nefasta ao meio ambiente e a todos os brasileiros.
Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/garimpo-na-amazonia-um-problema-de-todos-nos/. – acesso em 06/08/2025
Assinale a alternativa que indica corretamente a passagem do trecho “Ações de denúncia e combate ao garimpo empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos não podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira” para a voz ativa.
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As próximas 13 questões referem-se ao TEXTO a seguir:
GARIMPO NA AMAZÔNIA: UM PROBLEMA DE TODOS NÓS
Danicley de Aguiar, ativista sênior do Greenpeace
A atividade garimpeira está longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos indígenas e, com a omissão do Estado, ela se firma como uma questão de saúde pública.
A bacia do rio Tapajós se transformou no epicentro do garimpo na Amazônia, que hoje se espalha como uma epidemia e configura mais uma grave ameaça ao equilíbrio ecológico do bioma. Nesta região, para além dos garimpos localizados nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, encontramos nada menos que outros 418 garimpos no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável e mais 124 nas Unidades de Proteção Integral.
Entre as áreas protegidas, o avanço do garimpo nas terras indígenas ganha ares de tragédia e é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa dentro destes territórios. [...] Provocado pela resistência dos Munduruku à destruição do seu território e consequentemente do seu modo de vida, no dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para que o mesmo obrigue o governo brasileiro a retomar, em regime de urgência, todas as operações de combate aos garimpos localizados no interior das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no sudoeste do Pará; haja vista que as operações foram interrompidas após reunião do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles [...].
Para além dos impactos ambientais que ameaçam a integridade ecológica das áreas invadidas, o garimpo está longe de ser uma questão que prejudica exclusivamente os indígenas, pois promove uma série de outros impactos que não se restringem ao ambiente em que a atividade se desenvolve, a exemplo da contaminação por mercúrio que afeta, por exemplo, as milhares de pessoas que compõem a população ribeirinha da Amazônia e que se alimentam periodicamente de peixe, uma vez que os peixes, especialmente os chamados predadores, atuam como concentradores naturais de mercúrio, que uma vez acumulado no corpo humano, causa toda uma ordem de problemas nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
Por tudo isso, não restam dúvidas de que a atividade garimpeira há muito se estabeleceu como um problema ambiental e de polícia, mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de saúde pública, que impõe mudanças radicais no modo de vida das populações amazônicas, sejam elas indígenas ou não. Assim, ações de denúncia e combate ao garimpo empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos não podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira, especialmente porque tais ações são muito mais que pedidos de socorro, elas constituem-se num chamado ao debate civilizatório requerido pelo século em que vivemos. A sociedade brasileira não pode mais aceitar conviver com uma prática tão nefasta ao meio ambiente e a todos os brasileiros.
Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/garimpo-na-amazonia-um-problema-de-todos-nos/. – acesso em 06/08/2025
Assinale a opção em que o elemento destacado possui função sintática diferente das demais.
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