Foram encontradas 184 questões.
A massa de um pãozinho francês é de aproximadamente 48 g. Sabendo-se que uma pessoa consome 2 pãezinhos por dia, então, em quilogramas (kg) deste alimento, a pessoa consumirá, em 50 dias,
Provas
O Processo para traçar ou verificar se um esquadro, pelo sistema métrico, está perfeitamente a um ângulo de 90° é:
Provas
A norma NBR 5410 fixa as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas, que nela são estabelecidas, a fim de garantir seu funcionamento adequado, a segurança de pessoas e animais domésticos e a conservação dos bens. Sua aplicação é considerada a partir da origem da instalação, observando-se que a origem de instalações alimentadas diretamente por rede de distribuição pública em baixa tensão corresponde aos terminais de saída dos dispositivos. Esta Norma aplica-se às instalações elétricas alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a
Provas
Para o café da manhã, foram comprados 320 gramas de salame e pagou-se R$ 13,60. Logo, o preço de um quilograma de salame é igual a
Provas
Com velocidade média de 70 km/h, Natália foi de trem da cidade A para a cidade B em 50 minutos. Se o percurso de volta foi feito em 40 minutos, a velocidade média na volta, em km/h, foi de aproximadamente
Provas
Ester utiliza diariamente o trem para ir de sua casa para o trabalho. Ela sabe que, de segunda a sexta, os trens passam de 7 em 7 minutos. Ela costuma pegar o trem que passa às 7 horas. Certo dia, ela acordou atrasada e pegou o trem do primeiro horário depois das 9 horas. Assinale a alternativa que apresenta o horário em que Ester pegou esse trem.
Provas
Assinale a alternativa em que todas as palavras, dentro do contexto, estejam grafadas corretamente.
Provas
Assinale a alternativa que preenche corretamente as respectivas lacunas abaixo: Se os inspetores _______a bagunça que fizemos, seremos advertidos. Eu _______ tudo o que investi na aplicação.
Provas
Você entrou no trem
E eu na estação
Vendo um céu fugir
Também não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora tudo bem
Você partiu
para ver outras paisagens
e o meu coração embora
finja fazer mil viagens
fica batendo parado naquela estação
(Naquela Estação, Adriana Calcanhoto, João Donato/Caetano Veloso/Ronaldo Bastos)
No trecho “Você partiu para ver outras paisagens” a oração destacada, expressa, em relação à anterior, sentido que corresponde à pergunta:
Provas
Cena de trem com moça e jovem de batina
De todas as comparações sobre o amor, feitas ao longo de 8.000 anos, a mais próxima da essência do sentimento que, segundo Dante, "move o Sol e as outras estrelas", é a de dois trens parados na mesma estação, mas com destinos diferentes.
Eu em muito criança, nem sabia o que podia ser o amor, li uma pequenina novela de Turgueniev que caíra da estante de livros de meu pai. A capa era atraente: o rosto de uma jovem na janela de um trem. Naquela época, eu era louco por trens, queria ser maquinista da Central do Brasil. Fiquei olhando aquela capa, não por causa da moça, mas por causa do trem.
Até que li a novela. Para a minha idade, não era grande coisa. Contudo, uma cena ficou marcada dentro de mim, foi talvez a única que entendi realmente - e ela atravessou comigo esses anos todos, nunca a esqueci. Pior: muitas vezes a revivi em causa própria. É talvez a situação mais recorrente de uma vida que pode merecer tudo, menos a classificação de novela.
Turgueniev conta a história de dois jovens que se enamoram. Um deles é casado. Por isso ou aquilo se separam, nunca mais se veem. Passa o tempo e, um dia, o jovem está num trem que para numa estação. Na plataforma ao lado, há outro trem parado. Após alguns minutos, os dois trens começam a andar, lentamente, em sentido contrário.
De repente, o jovem vê, na janela do outro trem, a jovem que amou e que também olha para ele. São breves, fugazes, os poucos segundos em que se olham, sem surpresa, sem dor. Ele não sabe para onde vai o trem dela. A recíproca é verdadeira: ela também não sabe para onde o jovem vai. Somente uma coisa é certa: eles se olharam e se compreenderam. Eles se amaram e se amarão sempre. Não importa o destino de cada um. O amor se realiza naquela troca de olhares, que poderá ser a última, nem por isso deixa de ser a mais amargamente doce.
Tudo que poderia ter sido e não é - eis também uma definição do amor. Ele se realiza de maneira integral nesses instantes fugidios em que as palavras não têm tempo de serem ditas, nem precisam. E que tudo se resume numa conspiração de dois seres que se olham e subitamente se entregam um ao outro de forma imaterial e breve - mas para sempre.
Como disse, eu era criança quando li a novela de Turgueniev, que se chama "Ássia" - nome da principal personagem. Eu não amara ninguém, até então. Afinal, estava
indo para um seminário, já superara a ideia de ser maquinista da Central e queria ser sacerdote de Deus.
Viver aquela situação seria impossível. Em matéria de amor, eu não teria futuro nem passado - como os dois jovens da novela de Turgueniev, que ao menos tiveram um passado.
Contudo, ali pela altura dos 18 anos, fui passar férias em Rodeio, uma cidadezinha à beira da estrada de ferro. Todas as manhãs ia à missa no alto de um pequeno morro, tomava café com o vigário. Ele me pedia que descesse à estação para apanhar os jornais que vinham do Rio.
Naquela manhã, quando cheguei à estação, havia um trem parado, esperando que o sinal de acesso ao túnel 12 fosse aberto. Apanhei os jornais e caminhei pela plataforma vazia. Chamava a atenção dos passageiros, que olhavam aquele rapaz de 18 anos, vestido de batina, a faixa de seda azul na cintura, o passo firme e satisfeito de quem sabia o que desejava na vida.
Súbito, numa janela do trem, lá estava a moça que me olhava. Devia ter a minha idade, ou menos. Uma tabuleta do lado de fora do vagão indicava que ela estava indo para Juiz de Fora.
Até hoje, tenho a certeza de que ela olhara antes. Talvez nunca tivesse visto um jovem, da idade dela, de batina. Ainda mais de repente, na plataforma de uma estação perdida na Serra do Mar. Quando senti que ela me olhava, parei de caminhar e enfrentei o seu olhar. De início, parecia apenas espantada ao ver surgir um rapaz, jovem como ela, isolado do mundo pela batina, pela faixa de seda azul que era um estigma da castidade em que vivia.
Quando notou que eu também a olhava, teve pena de mim. Pelo menos foi isso que percebi. Olhei-a mais fundamente e ela compreendeu. Foi uma eternidade estraçalhada em segundos: o trem começou a andar e ela foi se afastando. Afastou-se tanto que nunca mais voltou.
Eu voltei. Segui destino diferente, levei os jornais para o vigário, fiquei ainda dois anos com aquela batina, aquela faixa de seda azul, símbolo de uma castidade que eu não mais amava.
Tomei muitos, infinitos trens pela vida afora, trens, aviões, navios. Volta e meia, continuo vendo por aí um rosto que se detém na minha retina, trazendo-me aquela cena, metade vivida na novela de Turgueniev, metade vivida na plataforma vazia de uma estação, por um jovem que não se julgava com direito ao futuro e à memória.
(Carlos Heitor Cony, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq23079935.htm Acessado em 09/08/2017).
Assinale a alternativa em que o trecho abaixo esteja reescrito sem alteração de sentido e de acordo com a norma culta. De início, parecia apenas espantada ao ver surgir um rapaz, jovem como ela, isolado do mundo pela batina, pela faixa de seda azul que era um estigma da castidade em que vivia.
Provas
Caderno Container