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Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
Carteiros em tempo de internet
Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um
amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da
terra.
Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por
cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma
espécie de tormento programado e compulsório.
Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas
informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em
1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado
para devorar infinito."
Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que
não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua
materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E
por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por
vários lugares da Espanha.
Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de
Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de
perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)
* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona.
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Carteiros em tempo de internet
Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um
amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da
terra.
Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por
cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma
espécie de tormento programado e compulsório.
Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas
informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em
1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado
para devorar infinito."
Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que
não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua
materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E
por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por
vários lugares da Espanha.
Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de
Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de
perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)
* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona.
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Carteiros em tempo de internet
Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um
amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da
terra.
Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por
cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma
espécie de tormento programado e compulsório.
Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas
informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em
1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado
para devorar infinito."
Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que
não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua
materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E
por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por
vários lugares da Espanha.
Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de
Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de
perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)
* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona.
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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Que são é a que servem as “terras raras"?
Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto
valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
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Que são é a que servem as “terras raras"?
Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto
valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
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Que são é a que servem as “terras raras"?
Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto
valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
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Que são é a que servem as “terras raras"?
Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto
valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
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(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
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valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
O período acima ganha nova, coerente e correta redação nesta outra forma:
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tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
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Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto
valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com
tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram
em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo
assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais,
movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de
recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a
ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de
minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com
outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como
metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a
capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua
inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da
tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as
lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de
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