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Texto para as questões de 1 a 11.
1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
No texto, a palavra “fruição” (linha 54) significa o mesmo que
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Texto para as questões de 1 a 11.
1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Seria coerente com as ideias do texto iniciar o penúltimo parágrafo da seguinte maneira:
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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Texto para as questões de 1 a 11.
1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita gramaticalmente correta para o primeiro período do texto, sem alteração do seu sentido original.
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Texto para as questões de 1 a 11.
1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Entende-se do último parágrafo do texto que as boas gramáticas têm o objetivo de
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1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
A oração introduzida pelo termo “Quando” (linha 25) transmite ideia de
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1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
O verbo “digam” (linha 19) está flexionado na terceira pessoa do plural porque seu sujeito é
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1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Em comparação às outras denominações dadas à língua falada no Brasil segundo o primeiro parágrafo do texto, entende-se que a expressão ‘português brasileiro’ (linha 10) distingue-se pelo emprego de ‘brasileiro’ como
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portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
No trecho “A partir dos anos 80 do século XX, suprime-se a preposição ‘do’” (linhas 8-9), o “se” funciona como
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1 Há mais de quinhentos anos a língua
portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
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52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
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Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
Depreende-se das ideias veiculadas no texto que a diferença estabelecida entre as expressões ‘o português no Brasil’ (linha 3) e ‘português do Brasil’ (linha 8) se baseia nas noções de
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portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII
foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era
4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas
indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa
tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do
português europeu, sendo então denominada
7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século
XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar
10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que
novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a
expressão para designar a identidade linguística dos
13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de
comunicação para os milhões de habitantes que o
Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o
16 português brasileiro.
As línguas naturais são o ponto mais alto de
nossa identidade como indivíduos e como
19 participantes de uma sociedade. Que o digam os
quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua
Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido
22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes
por se verem ali representados, por toparem ali com
sua identidade.
25 Quando pensamos no nome de um livro que
descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é
“gramática”.
28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu
associada a preocupações filosóficas e literárias, e
desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,
31 acabaram constituindo um tema autônomo de
estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos
nossos currículos escolares e do conjunto de
34 conhecimentos que esperamos encontrar nas
pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as
primeiras gramáticas apareceram no século XVI,
37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua
em face do latim e de educar os jovens no
conhecimento das variedades mais prestigiadas.
40 Começou assim uma tradição que atravessou os
séculos e criou a necessidade de grandes manuais de
referência.
43 As gramáticas resultam habitualmente do
trabalho individual, fundamentando-se na língua
literária.
46 Para começo de conversa, não acho que os
escritores trabalham para nos abastecer de regras
gramaticais. Eles exploram ao máximo as
49 potencialidades da língua, segundo um projeto
estético próprio. Ora, as regularidades que as
gramáticas identificam devem fundamentar-se no
52 uso comum da língua, quando conversamos, quando
lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.
Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é
55 uma completa inversão de propósitos fundamentar-
nos nelas para descrever uma língua.
O objetivo das boas gramáticas é desvelar o
58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos
falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor
laureado.
Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São
Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).
No texto, o autor
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