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327024 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Leia o texto e responda a questão.
A TECNOLOGIA
Acordei cedo. Sem o que fazer naquela manhã, resolvi ir à praça da minha localidade. Antes, um espaço sem construção, cavalos amarrados nas estacas esperando seus donos que assistiam à missa. Hoje, observava o pouco movimento da comunidade, alguns poucos carros, motos e os pássaros que insistiam em alegrar aquela manhã nos pés de.
Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã, percebi um casal de idosos que acabara de sentar naquele banco quase quebrado. Acho que esperavam algum transporte para ir à cidade, já que precisamos nos deslocar do nosso pacato lugar para resolvermos nossos problemas.
Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Aproximei-me sem despertar sua atenção, descobri que falava de internet. Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto. Ele dizia para aquela senhora que ouvia suas inquietações:
- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook.
-Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular e agora não faz outra coisa, senão cutucar aquele troço. Não gosto disso! Falou aquela senhora.
Entre tantas conversas naquele banco da praça, o senhor então resolveu amenizar o tom do diálogo:
-Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão e resolvi ir a sua casa para vê-la depois de tantas conversas na vizinhança sobre a novidade. Saí correndo desesperado, tropeçando os pés no batente da porta da casa, quando a vi funcionar.
-É o ônibus!
-Vamos então.
-O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar dela tanto nos ajudar.
-Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!
-Claro que não!
Aquela cena chamou minha atenção, pois percebi como a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas, jovens ou idosos. E se você leitor, gostou do meu texto e se interessou por ele, posso te enviar pelo email, afinal, hoje tudo depende apenas de um clique.
Nacélio Simoa
Na fala da personagem: “... senão cutucar aquele troço.”, infere-se que a senhora sentia :
 

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Os reinos do amarelo

(João Cabral de Melo Neto)

A terra lauta da Mata produz e exibe

um amarelo rico (se não o dos metais):

o amarelo do maracujá e os da manga,

o do oiti-da-praia, do caju e do cajá;

amarelo vegetal, alegre de sol livre,

beirando o estridente, de tão alegre,

e que o sol eleva de vegetal a mineral,

polindo-o, até um aceso metal de pele.

Só que fere a vista um amarelo outro,

e a fere embora baço (sol não o acende):

amarelo aquém do vegetal, e se animal,

de um animal cobre: pobre, podremente.

Só que fere a vista um amarelo outro:

se animal, de homem: de corpo humano;

de corpo e vida; de tudo o que segrega

(sarro ou suor, bile íntima ou ranho),

ou sofre (o amarelo de sentir triste,

de ser analfabeto, de existir aguado):

amarelo que no homem dali se adiciona

o que há em ser pântano, ser-se fardo.

Embora comum ali, esse amarelo humano

ainda dá na vista (mais pelo prodígio):

pelo que tardam a secar, e ao sol dali,

tais poças de amarelo, de escarro vivo.

Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:


I- O texto faz um contraponto no qual a primeira metade do argumento expõe a beleza natural das coisas, o passo que a segunda metade a degradação da natureza favorecida pela cultura de intervenção da mão humana naquilo que existe.

II- A cor amarela funciona como um ponto em comum que é reiterado no texto em favor da comparação, criando uma metáfora sobre qual natureza é, de fato, é mais rica.

III- As relações predicativas do texto permitem a consolidação de duas imagens, construídas à medida que a leitura do texto progride.

 

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327020 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis:
 

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327013 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Leia a tirinha abaixo:
Enunciado 327013-1

O termo sublinhado na frase „você está carrancudo, quer me dizer algo?’, presente no balãozinho de fala no primeiro quadrinho da tirinha, classifica-se como:
 

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327012 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Assinale a alternativa que completa corretamente as frases: I – Ele sempre _____a mesa organizada. II – As famílias_____ ajuda do governo. III – Os recursos humanos___ nos motins do presídio.
 

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327011 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS

Pelada

Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto. E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Lula!; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe”. Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha. Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa. Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula. Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, uma número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty. No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha. Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura. Nova saída. Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas. O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar. Em cada gomo o coração de uma criança.

In: Armando Nogueira Os melhores da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977

Que figura de linguagem é utilizada pelo autor que tem como característica atribuir características humanas a seres inanimados e a que se refere esse recurso estilístico?
 

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327006 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
  • Leia o texto a seguir para responder a questão.

  • A banalidade do mal e as possibilidades da educação moral.

  • A personalidade de Adolf Eichmann foi um dos pontos mais controversos enfrentados por Hannah Arendt, que o considerava um novo tipo de criminoso, um hosti humani generis (inimigo do gênero humano), participante de um novo tipo de crime: assassinatos em massa num sistema totalitário. Esse novo tipo de criminoso só pode ser entendido a partir de uma nova profissão: o burocrata. Para um burocrata, a função que lhe é própria não é a de responsabilidade, mas sim a de execução (Correia, 2004, p. 93). Daí a reiterada afirmação burocrática: eu só cumpro ordens.

Esse foi o principal argumento de Eichmann: “Não sou o monstro que fazem de mim. Sou uma vítima da falácia” (Arendt, 1999, p. 269). O advogado de defesa trabalhou com a hipótese de que “sua culpa [de Eichmann] provinha de sua obediência, e a obediência é louvada como virtude. Sua virtude tinha sido abusada pelos líderes nazistas. No entanto, ele não era membro do grupo dominante, ele era uma vítima, e só os líderes mereciam punição” (idem, ibidem). Obviamente, os juízes, a promotoria, a imprensa nem Arendt estavam convencidos do argumento, mesmo que ele possa parecer plausível num primeiro momento.

  • Eichmann apresentou-se como um homem virtuoso – “minha honra é minha lealdade” (idem, p. 121) – e seu único erro teria sido o de obedecer ordens e seguir leis, pois ele sempre tomou o cuidado de agir conforme determinações superiores, comprovadas pelas normas legais.

  • Recorte adaptado do artigo: A banalidade do mal e as possibilidades da educação moral, Marcelo Andrade/PUC-RJ. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a08v15n43.pdf
O significado do termo ‘falácia" encontra-se em:
 

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327005 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Embora o pobre fidalgo não tivesse para onde ir, dormia ao relento ,há, respectivamente:
 

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327004 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: CRIS
Leia o texto e responda a questão.
A TECNOLOGIA
Acordei cedo. Sem o que fazer naquela manhã, resolvi ir à praça da minha localidade. Antes, um espaço sem construção, cavalos amarrados nas estacas esperando seus donos que assistiam à missa. Hoje, observava o pouco movimento da comunidade, alguns poucos carros, motos e os pássaros que insistiam em alegrar aquela manhã nos pés de.
Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã, percebi um casal de idosos que acabara de sentar naquele banco quase quebrado. Acho que esperavam algum transporte para ir à cidade, já que precisamos nos deslocar do nosso pacato lugar para resolvermos nossos problemas.
Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Aproximei-me sem despertar sua atenção, descobri que falava de internet. Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto. Ele dizia para aquela senhora que ouvia suas inquietações:
- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook.
-Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular e agora não faz outra coisa, senão cutucar aquele troço. Não gosto disso! Falou aquela senhora.
Entre tantas conversas naquele banco da praça, o senhor então resolveu amenizar o tom do diálogo:
-Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão e resolvi ir a sua casa para vê-la depois de tantas conversas na vizinhança sobre a novidade. Saí correndo desesperado, tropeçando os pés no batente da porta da casa, quando a vi funcionar.
-É o ônibus!
-Vamos então.
-O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar dela tanto nos ajudar.
-Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!
-Claro que não!
Aquela cena chamou minha atenção, pois percebi como a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas, jovens ou idosos. E se você leitor, gostou do meu texto e se interessou por ele, posso te enviar pelo email, afinal, hoje tudo depende apenas de um clique.
Nacélio Simoa
No trecho: “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Os termos destacados indicam:
 

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Qual das alternativas abaixo apresenta um conjunto de verbos que, dependendo do contexto, podem ter variações de regência?
 

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