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Na Idade Antiga, a humanidade desconhecia os processos de contaminação que disseminavam as doenças, como
a peste, a cólera, a varíola, a febre tifoide, entre outras. Na Idade Média, como a saúde era fortemente influenciada pela
religião e pela medicina grega e romana, as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos
eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.
Entretanto, desde o nascimento das cidades, mesmo sem o conhecimento de todo o processo de transmissão
de doenças, havia registros das preocupações com a vigilância sanitária. Era sabido, por exemplo, que a água poderia ser
uma via de contaminação e que os alimentos, de igual maneira, poderiam ser meios de propagação de doenças. Com
as populações aglomerando‑se em cidades, esses problemas foram crescendo e se tornando mais complexos. Assim, as
atividades vinculadas à vigilância sanitária surgiram em razão da propagação de doenças transmissíveis nas populações
urbanas, onde o número de habitantes crescia em precárias condições sanitárias.
Observe‑se que o cuidado com a vigilância implicou a atividade profissional de especialistas voltados para o estudo
da água e dos alimentos que eram consumidos e para a remoção do lixo produzido por cidades cada vez mais populosas,
com diferentes condições econômicas. Desse modo, por volta dos séculos XVII e XVIII, na Europa, e dos séculos XVIII e XIX,
no Brasil, surgiu a Vigilância Sanitária como área de estudo, e uma das mais antigas áreas no âmbito da saúde pública, em
resposta a esse novo problema da convivência social.
Embora tenha maior destaque na atualidade, são relatadas ações de vigilância sanitária, como controle das
impurezas nas águas, da salubridade nas cidades, da prática de barbeiros, boticários e cirurgiões, da circulação de
mercadorias e pessoas. Surgiram, então, as regras e providências sanitárias, a exemplo do transporte da água para abastecer
as cidades por meio de aquedutos, que se constituíam na tecnologia de ponta da época. O lixo produzido passou a ter
um local próprio para depósito, e outras providências básicas passaram a compor a agenda pública, garantindo a higiene e
evitando a propagação das epidemias.
Em suma, as preocupações com a saúde das populações, e especialmente com as ações de Vigilância Sanitária,
emergiram do poder público desde as épocas mais remotas, ao mesmo tempo que o governo também se desenvolvia e se
tornava complexo e diversificado em suas atribuições. De quem governa uma aldeia para quem governa um Estado, nos dias
de hoje, vai uma grande diferença.
Internet: <www.bvsms.saude.gov.br>
No que se refere à estruturação e às ideias do texto, julgue o item a seguir.
Segundo o texto, de modo geral, as pessoas das cidades antigas desconheciam o processo de transmissão de doenças que marcaram a história.
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Na Idade Antiga, a humanidade desconhecia os processos de contaminação que disseminavam as doenças, como
a peste, a cólera, a varíola, a febre tifoide, entre outras. Na Idade Média, como a saúde era fortemente influenciada pela
religião e pela medicina grega e romana, as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos
eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.
Entretanto, desde o nascimento das cidades, mesmo sem o conhecimento de todo o processo de transmissão
de doenças, havia registros das preocupações com a vigilância sanitária. Era sabido, por exemplo, que a água poderia ser
uma via de contaminação e que os alimentos, de igual maneira, poderiam ser meios de propagação de doenças. Com
as populações aglomerando‑se em cidades, esses problemas foram crescendo e se tornando mais complexos. Assim, as
atividades vinculadas à vigilância sanitária surgiram em razão da propagação de doenças transmissíveis nas populações
urbanas, onde o número de habitantes crescia em precárias condições sanitárias.
Observe‑se que o cuidado com a vigilância implicou a atividade profissional de especialistas voltados para o estudo
da água e dos alimentos que eram consumidos e para a remoção do lixo produzido por cidades cada vez mais populosas,
com diferentes condições econômicas. Desse modo, por volta dos séculos XVII e XVIII, na Europa, e dos séculos XVIII e XIX,
no Brasil, surgiu a Vigilância Sanitária como área de estudo, e uma das mais antigas áreas no âmbito da saúde pública, em
resposta a esse novo problema da convivência social.
Embora tenha maior destaque na atualidade, são relatadas ações de vigilância sanitária, como controle das
impurezas nas águas, da salubridade nas cidades, da prática de barbeiros, boticários e cirurgiões, da circulação de
mercadorias e pessoas. Surgiram, então, as regras e providências sanitárias, a exemplo do transporte da água para abastecer
as cidades por meio de aquedutos, que se constituíam na tecnologia de ponta da época. O lixo produzido passou a ter
um local próprio para depósito, e outras providências básicas passaram a compor a agenda pública, garantindo a higiene e
evitando a propagação das epidemias.
Em suma, as preocupações com a saúde das populações, e especialmente com as ações de Vigilância Sanitária,
emergiram do poder público desde as épocas mais remotas, ao mesmo tempo que o governo também se desenvolvia e se
tornava complexo e diversificado em suas atribuições. De quem governa uma aldeia para quem governa um Estado, nos dias
de hoje, vai uma grande diferença.
Internet: <www.bvsms.saude.gov.br>
No que se refere à estruturação e às ideias do texto, julgue o item a seguir.
No texto, conta-se a história do desenvolvimento da vigilância sanitária no Brasil e no mundo.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
A eliminação dos documentos poderá ocorrer sem a supervisão de responsável designado para acompanhar o procedimento.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
Após efetivar a eliminação, os órgãos e as entidades deverão elaborar o termo de eliminação de documentos, que têm por objetivo registrar as informações relativas ao ato de eliminação.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
Os órgãos e as entidades deverão encaminhar, obrigatoriamente, para a instituição arquivística pública, em sua específica esfera de competência, uma cópia da página do periódico oficial ou do veículo de divulgação local.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
Os órgãos e as entidades só poderão eliminar documentos caso possuam comissões permanentes de avaliação de documentos constituídas e com autorização da instituição arquivística pública, em sua específica esfera de competência.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
Após obter a aprovação, os órgãos e as entidades deverão elaborar e publicar o edital de ciência de eliminação de documentos.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
O registro dos documentos a serem eliminados deverá ser efetuado por meio da elaboração de listagem de eliminação de documentos.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
Poderá ser realizada a eliminação de documentos que não constarem na tabela de temporalidade e destinação de documentos sempre que necessário, independentemente de autorização.
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Quanto ao descarte de documentos segundo o Conselho Nacional de Arquivos, julgue o item a seguir.
A eliminação de documentos fica condicionada à análise, avaliação e seleção pela CPAD dos arquivos produzidos e acumulados pelo órgão ou pela entidade em seu âmbito de atuação.
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